05 Dezembro 2009

Brasil, o país do presente!

Meu amigo Eduardo Oliveira escreveu um artigo intitulado "Será que a frase, "Brasil, o país do futuro" ficou defasada?

Leia o artigo no seguinte link:

http://oglobo.globo.com/blogs/brasilcomz/posts/2009/12/05/sera-que-frase-brasil-o-pais-do-futuro-ficou-defasada-247468.asp

Enviei a ele o seguinte comentário;

Não precisa ser corretor para ver que o futuro chegou mesmo para o Brasil. Aliás, é melhor nem ser corretor.

Escrevi com otimismo um artigo sobre o Brasil em 2007.

http://jsalum.blogspot.com/2007/06/no-desisti-do-brasil.html

Contudo, é preciso promover uma consideração profunda dedicada ao "boom" de crédito que faz todo mundo no Brasil dançar de euforia.

Já protagonizamos este filme aqui nos Estados Unidos.

É a caipirinha, o aperitivo sorvido muitas vezes durante o dia que produzirá amanhã uma ressaca gigantesca que não se pode curar com pílulas, nem vomitando. Desculpe-me pela última palavra.

É que para alcólatras com cirrose, desintoxicação só, não resolve.



Economia viciada em crédito, tanto para a produção quanto para o consumo é um barril de pólvora.

Por exemplo: Prédios são construídos financiados pelos bancos. Estes mesmos apartamentos também são comprados através de financiamentos dos mesmos bancos. Com juros altíssimos.

Os trabalhadores que constroem os prédios também usam o mesmo sistema de crédito bancário para adquirirem seus eletrodomésticos, carros, viagens turísticas e até para comprar remédios para a família. Em muitas e suaves prestações que dissolvem os juros altos. Ninguém suporta beber um copo de fel de uma vez. Um pouquinho de cada vez é palatável.

O carro pega no índice de endividamento da população brasileira que disparou em tamanho, enquanto que o índice de poupança que já era baixo diminuiu ainda mais. Brasileiro não guarda, ele gasta. Com o "boom" do progresso, como o americano, o brasileiro não economiza, ele desperdiça.

O próprio Governo Brasileiro não promove nenhuma medida de economia nem trabalha para cortar desperdícios. Considere só os escândalos envolvendo o sistema de cartão de crédito (Cartão Cooperativo) dos poderes públicos!

O próprio Governo para evitar gerar inflação (emissão de dinheiro), para cobrir o seu déficit sobe a taxa Selic e toma dinheiro emprestado no mercado, emitindo títulos que são comprados pelos bancos. O que aumenta ainda mais o défict público.

A taxa Selic é a média de juros que o Governo Brasileiro paga por empréstimos tomados dos bancos. Quando esta taxa cai, os bancos preferem emprestar dinheiro ao consumidor para obter um lucro maior. Como o Governo paga bem, quando esta taxa aumenta os bancos preferem emprestar ao Governo.

Além disto, numa iniciativa digna de democratas americanos o Governo Lula aumentou ainda mais os impostos numa exploração espúria de um páis que tem uma das maiores taxas de impostos entre os países do mundo. Imposto sobre a produção, imposto sobre o dinheiro em circulação, imposto sobre o consumo e sobre tudo o que pode ser taxado. Encargos pesadíssimos que não fomentam o crescimento. Super taxação que faz do Governo Público sócio quase que majoritário de toda a iniciativa privada.

Nos Estados Unidos, com a abundância de crédito, a oferta de emprêstimos com juros mais baixos produziu um exagerado aumento dos preços dos imóveis (Real Estate), além do sustentável. Ou seja, a áurea lei da oferta e procura foi estimulada pelo fator crédito. Muito crédito aumentou a procura, subiram os preços artificialmente supervalorizando imóveis. Fantasia e alucinação de quem pitou.



Com o aumento dos preços dos imóveis no mercado, os "proprietários de imóveis" (de fato não eram proprietários, porque deviam a maior parte do valor do imóvel) aumentaram ainda mais sua dívida sobre o imóvel ao tomarem mais dinheiro emprestado no banco. Para fazerem melhorias, para construirem piscinas no quintal, para passearem, enfim, para qualquer motivo. Fizeram isto usando o "equity" do imóvel.

"Equity" é a diferença positiva entre o preço de mercado do imóvel (da avaliação do momento) e o valor da dívida bancária sobre este mesmo imóvel.

Nos Estados Unidos os títulos destas dívidas de imóveis foram vendidos de banco para banco produzindo lucros para todos os bancos.

Numa corrida especulativa que não demorou muito para chegar ao limite.

O limite foi alcançado sob o vapor produzido pela inadimplência dos compradores, cujos juros de financiamentos aumentaram além de sua capacidade de pagar.

Começaram a estourar os casos de compradores que forjaram documentos durante o processo do pedido de financiamento. Constatou-se tarde que milhões tinham comprados casas com valores além do que podiam pagar. Estourou uma crise que se alastrou por todo o mundo. A pressão da panela foi maior que a resistência do metal. A panela explodiu espalhando estilhaços por toda a terra.

Estes processos de crédito, em parte, são praticamente o que acontece no Brasil hoje.

Um apartamento de 50 m2 no Bairro Casa Verde em São Paulo está sendo vendido por R$ 300.000,00.

É impossível que o valor de mercado deste apartamento se sustente numa crise de crédito!

É irreal que este apartamento seja vendido por este preço, ainda que o mercado atual sustente seu valor por causa da procura grande por apartamentos como resultado direto da oferta de crédito abundante!

O Brasil tem uma das maiores taxas de juros do planeta. E bancos imbutem na taxa de juros a taxa do calote, 35% para 6% de inadimplência, e lucram até no calote e na desgraça dos produtores, trabalhadores e consumidores.

Ou seja, os juros que alguém paga para um banco já tem imbutido uma taxa para cobrir a inadimplência de outros devedores.

A taxa de inadimplência em Junho de 2009 subiu para 5.7%, a maior desde 2000, o que mostra uma tendência de aumento nos últimos meses.

Investidores estrangeiros transitam nestas avenidas. Especulam financeiramente.

Investidores que o Brasil precisa são aqueles que investem para gerar empregos, construindo fábricas, montando negócios e não somente produzindo linhas de créditos alimentadas pelo fluxo de caixa das Bolsas.

A maioria dos investidores financeiros ao primeiro sinal de instabilidade na economia correm para seus computadores, "blackberries", "iphones" e "lap tops" e transferem todo o dinheiro para algum outro paraíso financeiro da Terra.

Investidor seja americano ou de onde quer que seja não olha com carinho para país algum. Ele só faz contas! Que saber só quanto vai ganhar!

E a consciência social entre os investidores ainda é um fiasco. O lucro que custa destruição, miséria e que é gerado pela opressão nas sociedades é apenas isto: lucro. É a brutalidade do capitalismo global. É o que se paga para manter a "liberdade" que o socialismo não oferece.

O Brasil criou um saco sem fundo no Governo Lula com a expansão da máquina pública. O déficit público chegou nas nuvens sem produzir um mínimo do necessário investimento em infraestrutura. "Black outs" denunciam.



E a agricultura, investimento em novas tecnologias, o sistema de saúde e de educação ainda continuam sucateados pela indiferença de um Governo liderado pelos socialistas mais "capitalistas" do mundo. Eles trabalham para o Capital porque se beneficiam dele. Discursam como Guevaras e vivem como Rockfellers.

É assim que o litro de leite está sendo comprado dos produtores por menos de 25 centavos de dólar. Desincentivo total para os que realmente movem o Brasil. É que nos palácios e nos prédios de Brasília seus habitantes não gostam leite, tomam outras bebidas.

Governo Lula: pão e circo, somado a corrupção de Zé, Valério, Palozzi, etc produziu até "fenômenos como o jogador Ronaldinho", o próprio Lulinha que de empregado de zoológico há poucos anos atrás tornou-se um dos maiores empresários da telecomunicação brasileira.

E a sociedade brasileira não se revolta com isto! Não reage!

O próprio Senado passou por três escandalos envolvento três presidentes nos últimos anos, e o último, Sarney, manteve-se na posição com o apoio do próprio Presidente Lula. A sociedade se cala! A tolerância da sociedade à corrupção é do tamanho da ganância dos corruptos. “E a gente vai levando...” Empurrando com a barriga, in facto.

Corrupção não é somente aquela que opera na penumbra, mas também a que se propaga e se sustenta nas estruturas da injustiça. A estratégia funciona mais ou menos assim: para perpetuarem-se no Poder fazem qualquer negócio, aliança com qualquer um, doa a quem doer, a vez é deles e não vamos perder.

Uma crueldade criada no Governo Lula foi a disponibilização de crédito para os aposentados. Eles passaram a ter uma linha de crédito até ao valor integral de suas aposentadorias.

Empréstimo sem nenhum fiador pois o banco desconta diretamente da pensão mensal do devedor. Com juro alto. Bancos fazem uma carnificina.

Aposentados motivados por massivas campanhas de "marketing" chegam até a realizarem seus sonhos de consumo, até ajudam filhos e familiares, porém perdem a dignidade e o sossego quando deixam de receber seu sustento a cada mês, porque comprometeram sua pensão com o pagamento da prestação a algum banco.

Esta é a estrutura maquiavélica fomentada no Brasil. Bolsa família e diversão. Sim, "pão e circo." Copa do Mundo. Olimpíadas. Festas e fantasias. Tudo para alegrar a gente. Porque afinal de contas a gente não é de ferro!

Entenda que o benefício do programa Bolsa Família é positivo, mas é perversa a filosofia paternalista por traz do programa que sustenta uma das maiores popularidades de um Presidente do Brasil nas últimas décadas.

Popularidade alinhada a um dos Governos mais corruptos da História do Brasil e à uma manipulação das massas como ninguém soube fazer até agora.

Comparado ao mesmo sistema iníquo que sustenta as estruturas sociais das favelas. Os moradores não denunciam os traficantes porque se beneficiam com a assistência que recebem deles.

George Orwell em seu livro de 1945 A Revolução dos Bichos não somente descreveu o passado, mas profetizou o futuro deste "socialismo de interesses."



São os porcos que lideraram a revolução para expulsarem os humanos da fazenda e com todos os animais desde cães até galinhas lutaram para tomar o poder.

Após vencerem e tomarem a fazenda, um dia, os humanos voltaram para negociar com os porcos.

E sentaram numa grande mesa, na mesma mesa.

E a gente, olhando pela janela, o rosto de um e a cara de outro, já não conseguimos mais discernir quem é porco e quem é homem.

Ainda bem que a verdadeira história se escreve do lado de fora. E a gente não precisa ficar olhando pela janela. A gente olha para frente. A gente dá as mãos a quem está perto. Presente. E prossegue. Trabalha. Luta. E vence.

É o povo brasileiro inteligente, trabalhador e empreendedor que faz o Brasil crescer e desenvolver.

Viva o Brasil que finalmente acordou e levantou daquele "berço explêndido"!


Josimar Salum
Dezembro 2009

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Leia uma resenha do livro A Revolução dos Bichos no seguinte link:

http://www.duplipensar.net/artigos/2007s1/resenha-do-livro-revolucao-dos-bichos-granja-da-igualdade.html


Ou compre o livro se desejar:

http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=1831877&sid=10723414511125581913098832&k5=3021115A&uid=

28 Novembro 2009

Uma mensagem pessoal de Ações de Graças... porque Deus tem nos dado uma mensagem!

Como podemos expressar gratidão por tantas grandes bençãos especiais do Alto que temos recebido em nossas vidas?

Nathan, nosso primeiro neto não é somente uma benção especial.

Nathan é uma tremenda mensagem que Deus, nosso Pai, nos enviou, aos pais, avós, bisavós e a cada indíviduo de nossa família.



É a mensagem do Evangelho eterno: Deus nos ama!

Ah! E como podemos tentar perceber ou mesmo chegar perto de entender a profundeza e altura do significado do Amor de Deus?

Seu Filho Jesus morreu na cruz. O presente de Amor sem medida, Seu único Filho!

Como poderíamos por nós mesmos, ter este tipo de Amor, que oferece a si mesmo como resgate por um amigo, muito menos ainda como resgate por um inimigo?

Como poderíamos vir a ter condições de oferecer nosso próprio filho como resgate pela vida de inimigos?

Imagine só! Se nosso filho fosse realmente nosso, quero dizer, se pertencesse totalmente a nós! Cuja vida tivesse sido dada por nós! Se tivesse crescido sem ajuda de ninguém, mas somente contando exclusivamente conosco!

E se tudo o que tivesse recebido viesse somente de nós! Nem sei se assim seríamos dígnos de dizer que nosso filho é realmente nosso, verdadeiramente nosso! Como poderíamos dar o que não é nosso?

Contudo, se nosso filho não tivesse nunca pecado, porque afinal de contas não teríamos transmitido a ele o pecado, nem sequer um pouquinho que fosse de má influência, para torná-lo sem culpa e puro!

Em todas as famílias humanas não é este o caso. Definitivamente. Porque todos se estraviaram... Todos pecaram...

Mas Deus deu Seu único Filho! Puro e sem culpa! Sem pecado algum! E com o Sangue de Seu próprio Filho, Deus o Pai, fez uma Aliança com nossos avós e Ele fez uma Aliança com cada um de nós.

Ele é o Deus de nossa tataravó Sinhá Ana (1), nossa bisavó Mariquita (2) e nosso avô Jamil (3).

Ele é o Deus de nossos pais Josias e Leny (4). Ele é o nosso Deus, o Deus de Josimar e Cristina (5) e de nossos filhos Tiago (Yaakov) e Viviane (6).

Ele é o Deus de Antônio e Regina, Antônio Roberto e Elenir, avós e pais de Cristina. Ele é o Deus de Dona Rita, mãe de Viviane.

Ele é o Deus de Nathan. (7)



“Deus tem dado” é o significado de seu nome. Deus tem nos dado Nathan e nós damos ele de volta para o Senhor. Yeshua sempre será o Deus de nosso neto.

De fato, desde o princípio e o fim, todos nós somos DEle.

Por causa disto nossos corações emitem sons sem fim de ações de graças, batidas que pulsam para a eternidade.

Nossos corações ressonam o Amor de um Pai, Eterno, ainda que sempre presente.

Nossos corações estão cheios de emoção e transbordando de gratidão.

Nossos ouvidos ouvem sons do Céu de um Reino que não pode ser abalado.

Nossos ouvidos ouvem as melodias das canções do Rei, DAquele que reinará para sempre.

As melodias do Rei Yeshua ressoam dentro do mais profundo de nosso ser assegurando-nos, nós também reinaremos com Ele.

Nossos olhos têm visto o Espírito de Deus descendo sobre a sétima geração de filhos de Deus em nossa família. O mesmo Espírito que descansou sobre Abraão, Isaque, Jacó, Rei Davi, Maria e Yeshua agora repousa sobre Nathan.

O mesmo Espírito Santo que estava sobre nossos avós Sinhá Ana, Mariquita, Jamil e Antônio. O mesmo Espírito que está repousando sobre nós agora mesmo!
E Nathan... Nathan a cada dia sorri ao Toque gentil do Espírito Santo...

O exclusivo Toque de cura que sara todas as doenças, que provém da fonte do corpo traspassado e ferido do Filho de Deus, oferecido pelo Espírito mesmo, no único e exclusivo altar que o Pai aceitou plenamente, em todas as épocas em todo o universo: a Cruz.

O único Toque de salvação, que abre a porta de entrada à eternidade com Deus, que regenera corações através da fé e do arrependimento, todos os filhos e filhas nascidos de novo experimentam, aqueles que resolveram clamar pelo Nome de Yeshua para serem salvos.

O Toque do Espírito Santo… Confortando, protegendo, guiando, enchendo os pensamentos com sonhos e visões...



A sombra completa do Todo Poderoso está sobre Nathan, do mesmo modo que Maria experimentou quando seu ventre foi coberto, antes mesmo de Jesus nascer.

O Toque gentil do Espírito Santo que ensina grandeza na humildade, importância em servir, autoridade em persistir em servir aos outros e obediência em Amor como o único meio de agradar a Deus.

E a ada dia nós todos estamos aprendendo a cantar as canções dos Céus e a ouvir as melodias do Rei.

Cada dia todos nós estamos aprendendo nos render às melodias dos Céus, abrindo os corações para ressoar as canções deste Reino inabalável, orando para que nossos corações nunca se cansem ou se tornem secos pela dureza deste mundo.

Porque Deus é bom, Ele realmente é muito bom, queremos que nossos corações sejam sempre amolecidos pelo Toque do Espírito, apegando-se à certeza de que Ele sempre está perto, que Ele nunca nos abandonará e que Seu Reino está aqui para ficar.


Josimar Salum Gouvea
Thanksgiving 2009
Massachusetts - Nov 26, 2009

13 Julho 2009

Contentamento & Transformação

Contentamento & Transformação
Por Robert MacDonald & Josimar Salum (*)

Paulo diz: “ De fato, é grande fonte de lucro a piedade com o contentamento.” (I Timoteo 6:6)

Paulo diz: “ Não digo isto por causa de necessidade, pois já aprendi a contentar-me em toda e qualquer situação.” (Filipenses 4:11)

É algo maravilhoso estar contente no Senhor. Mas, será que é mesmo?

Você sabia que existem muitos cristãos que consideram negativa a palavra contentamento?

Você sabe, palavras geram quadros, figuras! Às vezes negativas, às vezes positivas.

Isto acontece mais ou menos assim:

“Se você está contente é porque perdeu sua visão, direção e propósito na vida.”

“Se você está contente é porque está acomodado e não está indo a lugar algum.”

“Se você está contente sua “igreja” nunca crescerá, as pessoas não serão salvas e não serão trazidas para Reino de Deus.”

O conceito de contentamento tem desenvolvido uma conotação muito negativa na igreja hoje.

Parece ir até contra a Grande Comissão: “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura.”

Mas contentamento não está ligado à complacência, alienação ou inércia.

Contentamento é uma fonte de fortalecimento, o único caminho para superar a frustração e desenvolver um ambiente positivo onde quer que você viva ou trabalhe. É, de fato, uma fonte de felicidade na vida!

Permita-nos compartilhar alguns pensamentos e perspectivas que podem fortalecê-lo e impactar sua vida e ministério para a Glória de Deus.

Primeiro e mais importante, precisamos estar contentes com “QUEM” nós somos em Cristo Jesus. Isto tem muitas dimensões.

Nossa identidade é quem nós somos por causa da experiência do Novo Nascimento. “Vede que grande amor nos tem concedido o Pai: que fôssemos chamados filhos de Deus; e nós o somos. Por isso o mundo não nos conhece; porque não conheceu a Ele.” (I John 3:1)

Nosso comportamento reflete nosso crescimento em Santificação. “Como filhos obedientes, não vos conformeis aos “desejos” que antes tínheis na vossa ignorância; mas, como é santo Aquele que vos chamou, sede vós também santos em todo o vosso procedimento; porquanto está escrito: Sereis santos, porque Eu sou santo. (I Peter 1:14-16”

Seria ótimo se nossa identidade e comportamento fossem idênticos: nosso comportamento refletindo exatamente o que somos! Mas precisamos entender que estamos numa jornada de crescimento em Cristo Jesus:

“Mas todos nós, com rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor.” (II Coríntios 3:18)

“Não que já a tenha alcançado, ou que seja perfeito; mas vou prosseguindo, para ver se poderei alcançar aquilo para o que fui também alcançado por Cristo Jesus.” (Filipenses 3:12)

Um dos maiores erros que cometemos é tentar equiparar nossa identidade com nosso comportamento.

Nosso comportamento está em um fluxo constante, às vezes progredindo e às vezes regredindo.

Contudo, a realidade espiritual é que apesar de todo este fluxo constante, nós estamos sendo transformados na mesma imagem perfeita de nosso Senhor e Salvador por causa de Quem nós somos. “E isso é o que somos! Nós seremos como Ele.”

Nossa identidade está estabelecida no céu, é imutável. É por causa de nosso Senhor e Salvador que morreu, que derramou Seu sangue, ressuscitou e subiu aos céus e está sentado à direita de Seu Pai intercedendo por você e por mim.

Paulo escreveu aos cristãos em Coríntios, e chamou-os de santos. Você sabia que, aos olhos de Deus, você é santo? Sim, parece incrível, mas você é santo!

Há diferença entre ser santo e estar vivendo uma vida santa. Uma tem a ver com a nossa identidade (que vem da salvação) e a outra tem a ver com o nosso comportamento (que está sendo mudado durante o processo de santificação)

Muito frequentemente nós passamos a maior parte do tempo observando o nosso comportamento e não o tempo suficiente para observar a nossa identidade. Esta não é uma questão pequena da verdade para apreender.

Somos a obra-prima de Deus. Ele criou-nos de novo em Cristo Jesus para que possamos realizar todas as boas obras que Deus planejou para nós!

“Porque somos feitura Sua, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus antes preparou para que andássemos nelas.” (Efésios 2:10)

Somos pedaços de barro nas mãos do nosso Pai soberano. Que fato maravilhoso! Ele é Oleiro e nós somos o barro. A cada respiração, a cada passo que damos, a cada decisão que tomamos estamos trazendo Glória a Deus por causa de quem somos e não por causa do que fazemos. Nem mesmo por causa dos dons que temos. É porque somos filhos de Deus e não porque somos apóstolos, ou profetas, ou evangelistas, ou pastores e/ou mestres.

Quando estamos frustrados e não sabemos o que fazer ou que direção seguir, devemos lembrar que estamos nas mãos de Deus e que somos mesmo Sua criação.

Quando nos sentimos ineptos, desencorajados, ou deprimidos, até mesmo achando que Deus falhou conosco, lembremos que “somos completos Nele.” “Tendes a vossa plenitude NEle, que é a cabeça de todo principado e potestade.” (Colossenses 2:10) Ter a plenitude significa exatamente que NEle somos completos. Não há nenhuma falta em nós por causa DEle.

Por favor, pense a respeito destas verdades mesmo que sua carne e sua mente natural lhe digam de forma diferente. Você é santo (puro, justificado e sem culpa). Não é que vai ser um dia, mas você é!

Nós somos sua criação! Vinte quatro horas por dia, sete dias por semana, quatro semanas por mês e doze meses por ano. Sempre!

Em suas provações e desafios, em suas alegrias e tristezas Ele o tem em Suas mãos e Ele o está moldando todos os dias.

Quando você se sente inadequado, incompleto, e talvez como líder de igreja fique desencorajado em ver “outras igrejas crescendo” quando a sua permanece parada, não tema, você é completo NEle e Deus opera em sua vida.

Não é o tamanho de seu ministério ou a obra que você faz por Ele que deixarão o Pai feliz. Ele já está feliz contigo por causa de “Quem” você é!

Diremos mais uma vez: nós somos Seus filhos, nós somos santos, somos Sua obra prima e somos completos NEle.

Estas verdades expressam com precisão nossa identidade!

Estejamos contentes no “que” somos, com “quem” somos. Regozijemo-nos e sejamos gratos até mesmo em meio a provações, até mesmo quando em nossa própria avaliação as coisas não estão indo bem.

Por causa de quem somos nosso comportamento se alinhará com a nossa identidade.

Ao entendermos estas verdades e contentarmo-nos com todas as implicações do que isto significa, nossas vidas serão cheias da Alegria do Senhor, seremos muito mais realizados no exercício de nossos ministérios e nossas famílias serão mais abençoadas.


Artigo originalmente escrito e publicado em Inglês
http://transforming7mountains.blogspot.com/
http://greaterrevival.blogspot.com/2009/07/contentment.html

Traduzido para o português por Edivan Salum Cardoso

(*) Robert MacDonald é um “pastor de pastores”. É fundador e diretor do “Trinity Ministries” (Ministérios Trindade), voltado para pastores e suas famílias. É especialista em Prevenção e Intervenção em Crises. Contatos pelo telephone 1-617-471-7360 (USA) ou email pastorbob5@abbanet.org

(*) Josimar Salum Gouvêa é Diretor Executivo dos Ministérios Grande Avivamento (Greater Revival Ministries) – Avançando o Reino, Transformando a Sociedade e atualmente Diretor Executivo do BMNET – Brazilian Ministers Network (Manifestando Unidade através de Relacionamentos). É também um dos diretores da CCN-Cornerstone Chuch Netwrok (www.ccnetonline.org). Treina e equipa crentes para se tornarem líderes em todas as esferas da sociedade.



“TRANSFORMANDO” é um periódico enviado pelo Ministério GREATER REVIVAL MINISTRIES - Advancing God’s Kingdom. Transforming Society

VISÃO
O avanço e o domínio do Reino de Deus em toda a Terra até que os reinos deste mundo se tornem o Reino de Deus e de Seu Cristo.

PROPÓSITO
Desenvolver, implantar e implementar processos bíblicos de avivamento, mensurável pela presença palpável do Reino de Deus na transformação da família, do mercado de trabalho, das artes e entretenimento, da educação, do Governo, da religião e da mídia.

MISSÃO
Proclamar a mensagem do Evangelho do Reino de Jesus Cristo; fazer, equipar, ensinar e treinar discípulos e santos para a obra do Ministério no Mercado de Trabalho e levantar uma nova geração de jovens cristãos pensadores, empreendedores e revolucionários que assumam papéis de influência em toda a sociedade.

Wassalam Issá Akbar

Josimar Salum

GRM - GREATER REVIVAL MINISTRIES
ABBANET - ABBA TRANSFORMATION NETWORK
Advancing God's Kingdom, Transforming Society
P. O. Box 60.359 - Worcester, MA 01606
Tel 508-519-1773 - Fax 508-852-1168

http://jsalum.blogspot.com/ (Português)

http://greaterrevival.blogspot.com/ (English)

http://apologian.blogspot.com/ (Português)

07 Julho 2009

Precisamos orar e evangelizar! Parece simples, mas não é!

Precisamos orar e evangelizar! Parece simples, mas não é!

Josimar Salum


Meu querido amigo Bill Nicoson, Diretor Executivo da “CCN - Cornerstone Church Network” (Rede de Igrejas Cornerstone) - enviou-me o resultado de uma pesquisa feitacom pastores nos Estados Unidos:

“Pastores priorizaram “evangelismo” quando foram perguntados para listarem em ordem de importância cinco ministérios.

24% identificaram evangelismo como número 1.

Em seguida, Escola Dominical, Estudo Bíblico e pequenos grupos (17%); Adoração e Cultos de Adoração específicos (13%); Pregação, Proclamação e Ensino (10%); Crianças e Jovens (9%); Discipulado, Crescimento espiritual, Mentorização e Aconselhamento (7%) e Oração, Ministério de Oração e Grupos de oração (5%).”

“Quando uma lista dos cinco ministérios mais frequentemente mencionados foi compilada, o ítem crianças e jovens subiu para o topo e foi identificado como um dos cinco mais importantes, à cifra de 85%.”

Os outros quatro ministérios mais mencionados foram Evangelismo e Missões (68%); Escola Dominical, Estudo Bíblico e pequenos grupos (53%); Discipulado, Crescimento espiritual, Mentorização e Aconselhamento (37%); Adoração e Cultos específicos de Adoração perfizeram 33%. (Lifeway Research, LifeWay Communications 4/7/09)”

Estas estatísticas trouxeram muita inquietude ao meu coração. Apenas 24% identificaram Evangelismo como prioridade número 1 e quando os pastores foram perguntados para expontaneamente listarem os ministérios mais importantes apenas 5% consideraram a oração como prioridade.

Embora o Evangelismo tenha correspondido aos 68% em importância como ministério para os pastores entrevistados, quando apresentou-se uma lista pronta dos ministérios mais mencionados, a Oração nem sequer foi citada.

Não sei se foi a forma pela qual a pesquisa foi feita, fazendo com que os pastores priorizassem alguns ministérios em detrimento de outras atividades, da forma que está, isto significa que, como pastores, podemos fazer todo o trabalho dependendo de nós mesmos e realmente quase nada dependendo de Deus. Para mim é uma constatação alarmante!

Oração foi a primeira prioridade no minstério de Jesus. Ele gastou muitas noites orando e tendo comunhão com o Seu Pai, dependendo DEle quanto às obras que fez.

De uma coisa estou tristemente certo: Somos uma igreja perdida em um mundo perdido!

Não temos perdido o sentido de nossa missão, de fato, nós não temos Missão. Somos tão perdidos quanto o mundo! Não oramos! Deus, socorra-nos! Nem mesmo sabemos como orar!

Somos profissionais, ativistas religiosos, obreiros programados para cumprir tarefas e não ministros. Ministros ministram ao Senhor e não aos homens; eles oram, intercedem, falam mais a Deus do que aos homens.

Ainda que recebamos milhões de dólares por ano para fazermos o nosso trabalho religiosamente, muitas poucas pessoas estão realmente sendo salvas através de nossas pregações. Pode ser que nem mesmo nós o sejamos. E vou lhes dizer por quê. Nós não oramos! Não buscamos o Reino de Deus em primeiro lugar e a Sua Justiça. Não produzimos frutos.

Jesus disse: “Permaneçam em Mim e Eu permanecerei em vocês. Nenhum ramo pode produzir fruto de si mesmo; ele deve permanecer na videira. Não podereis produzir fruto, a não ser que estejais em Mim. Eu sou a Videira; vós sois os ramos. Se um ramo permanece em Mim e Eu nele, este produzirá muito fruto, pois, sem Mim, nada podeis fazer. Se alguém não permanecer em Mim, será como um ramo que é jogado fora e se secará; tais ramos são colhidos, atirados ao fogo e queimados. Se permanecerdes em Mim e as Minhas Palavras permanecerem em vós, pedireis o que quiserdes e vos será feito. Isto é para a Glória do Meu Pai, que produzais fruto, mostrando vós mesmos que sois Meus discípulos.” (João 15:4-8)

Apenas os verdadeiros discípulos de Jesus podem fazer discípulos. Ser um discípulo de Jesus significa que fazemos exatamente o que Ele nos mandou fazer. Nós fazemos tudo da forma exatamente como fez.

Ser um discípulo de Jesus significa que dependemos exclusivamente do poder do Espírito Santo, sabedoria e direção, como Ele fez.

E para nos tornarmos verdadeiros discípulos hoje, temos que ser honestos o bastante para medir o que estamos fazendo de acordo com os ensinos de Jesus – não de acordo com nossas tradições, nem com o modo que aprendemos - e renunciar a tudo o que descobrirmos que não é DEle.

Pode ser que venhamos a descobrir que o nosso nome na “lista de pagamento da igreja” não seja a Sua Vontade para nós. Pode ser que nosso “pastorado” esteja agindo como nosso confinamento espiritual, do qual devemos renunciar imediatamente.

Precisamos ser livres de todo o amor pelo dinheiro, de fazer as coisas por dinheiro. O que quero dizer é que o ministério não pode ser nosso emprego (nossa fonte de lucro e sustento), porque se assim fosse não seríamos servos (ministros) de Cristo, se tivéssemos que agradar os homens para nos manter em nossa posição. Milhares de pastores ordenados não fazem o que deveriam fazer ou mesmo pregar o que deveriam pregar por causa do medo de perderem seus empregos.

Fui convidado por uma denominação há muitos anos atrás nos Estados Unidos, para o que eles chamavam “Descobrindo a Família”. Eles nos trouxeram a um local muito agradável, como um hotel de 4 estrelas, localizado em um grande terreno maravilhoso, com paisagens lindas e comidas e guloseimas deliciosas sendo servidas em grande quantidade praticamente 4 vezes ao dia. Por três dias fomos orientados em todas as coisas boas da denominação, os departamentos, os programas, as opções de assistência pastoral, planos de aposentadoria, acesso a todos os livros e a todo tipo de educação para tudo que pudéssemos imaginar. Ouvimos sobre quão ricos e poderosos nos havíamos tornado após centenas de anos, e que história de realizações tinhamos tal qual nenhuma outra denominação!

No primeiro dia prometeram-nos que ao final daqueles dias iríamos ter experimentado diferentes estilos de cultos de adoração ”desde o indígena até o contemporâneo”. Descobrimos que “nossa denominação era um lar” para todos os tipos de pessoas, todas as raças, cores, sexos e orientação sexual.

Uma denominação toda inclusiva, para os conservadores e para os liberais, uma miscelânea teológica permeada com a oferta de recursos sem limite e pessoas para assistí-lo ao estalar de seus dedos.

E como eles nos diziam constantemente, merecíamos todo o lazer e entretenimento que pudéssemos ter. Brinquei com dois outros amigos que estávamos mesmo era sendo submetidos a uma lavagem cerebral. E tudo pago por eles!

Antes do fim dos 3 dias, após ouvirmos toda aquela parafernália que a denominação tinha a oferecer, eu estava convencido que não necessitava de Deus para exercer meu ministério na América.

Considera-se hoje extremamente radical alguém que diz estas coisas, mas a verdade é que gente perdida não pode ajudar gente perdida, tal como Jesus certa vez perguntou: “Pode um cego ajudar a outro cego?”

Acho uma experiência humilde lidar e servir pastores, a maioria brasileiros, dia após dia. Não somos diferentes de ninguém. Não estamos realizando nada, quando se trata de alcançar os perdidos. Podemos achar conforto ao dizer que Deus não quer alcançá-los porque são ímpios mesmo, mas isto é apenas produto de nossa ignorância do Amor de Deus.

Bill Nicoson também compartilhou comigo alguns destes pensamentos:

“Penso que a igreja e os pastores estão pensando assim: Falamos sobre missões e evangelismo. Mas a nossa estrutura está nos fazendo realizar outras coisas.

As estruturas da maioria das igrejas são as contadoras da verdade nua e crua. Em outras palavras, não sou contra eventos, ministérios com crianças, grupos pequenos, etc, se todos são estruturados ou designados para fazer apenas uma coisa: GANHAR OS PERDIDOS.

Mas a maioria deles não foram estruturados desta forma. Eles estão focados para dentro de si mesmos. Cada ministério que uma igreja cumpre necessita receber uma avaliação de 360 graus.

Perguntar questões como: Este evento cumpriu o que queríamos? Quantas pessoas vieram a Cristo? Qual o retorno do investimento em reais? Será que poderíamos gastar melhor o nosso dinheiro para algo melhor que pudesse trazer mais pessoas a Cristo? Será que valeu a energia, o tempo e os reais que gastamos? Ou será que foi justamente porque NOSSAS crianças puderam vir? Não estamos fazendo as perguntas certas, porque estamos muito olhando para o nosso próprio umbigo”.

E não oramos! Não clamamos por almas! Nem mesmo ficamos aflitos pelas nossas famílias e parentes que não são salvos! A razão é que não temos a compaixão a que Jesus se referiu, que deveríamos ter para com as multidões perdidas, ovelhas sem pastor.

Não alcançamos os perdidos, porque estamos enredados pelo nosso Cristianismo de araque, ocupados pelos nossos programas cristãos, gastando horas em preparar nossos sermões mortos, ou copiá-los de nossas pesquisas na Internete, entretendo os membros de nossas congregações e planejando nossos próximos eventos só para manter o navio flutuando.

Quando não estamos fazendo estas coisas mantemos-nos em stress contínuo, ocupados com membros, resolvendo seus conflitos intermináveis, pessoas que brigam entre si, porque não têm mais nada a fazer.

Não ganhamos almas; não as alcançamos, simplesmente porque milhões de almas jamais vão atender aos nosso cultos vazios de igrejas mortas.

As almas estão lá, nos bares de nossas cidades, nas escolas dos nossos sistemas educacionais falidos, nas prisões entupidas de criminosos que produzimos com o nosso silêncio. Elas estão nos campos de futebol ou praticando outro esporte, jogando ou assistindo-os, jogos que nós mesmos estamos loucos para assistir também mais do que qualquer coisa, menos orar. Sejamos honestos, falamos mais do último jogo de futebol, do que das vidas que perecem. É fanatismo falar deste modo e falar excessivamente do timão é divertimento. Quanta miséria espiritual!

Construímos nossos ministérios em torno de nossos prédios. Chamamos estes prédios de “nossas igrejas”, igrejas muito bem organizadas, buracos consumidores de dinheiro, fábricas de contas e faturas para serem pagas, vitrines de produtos de alto custo, tradições, estilos de igrejas, agendas, encontros de equipe, atividades confortáveis, almoços e jantares gostosos, manutenção dos prédios, e por aí vai. E achamos tempo e dinheiro para tudo isso, menos para oração (que não requer absolutamente nenhum dinheiro) e menos para alcançar os perdidos, que deveria ser a prioridade de nossos orçamentos.

Aliás, deveríamos cortar verbas de qualquer atividade que não gere discípulos para o Reino. Mas o conforto dos que estão dentro é mais importante do que a salvação dos perdidos.

Estamos perdidos. Por favor, creiam-me, estamos perdidos!

Os bancos e cadeiras de nossas “igrejas” estão mantendo a cada domingo milhares e milhares de pessoas muito interessantes, mas apenas religiosas. Gente que nunca se encontrou com Jesus pessoalmente, não nasceu de novo e nunca alcançou uma simples vida para o Reino. Realmente, a maioria delas nunca mais ouviram uma forte mensagem bíblica acerca da natureza pecaminosa da humanidade, o que seria politicamente incorreto. Pessoas há que necessitam ouvir a mensagem da cruz e que, quando seus pastores pregarem-na, pode ser que se torne o último sermão deles, pois provavelmente serão demitidos pela Diretoria da “igreja”.

Precisamos nascer de novo, o que significa parar de pecar, exceto como um escasso acidente. Precisamos ser nascidos do Alto para confiadamente permanecermos na Palavra, fazendo o que ela diz mais do que apenas falando ou ensinando acerca da mesma. Devemos nos tornar mais praticantes que falantes.

Devemos nos arrepender da nossa inércia. Devemos nos arrepender do nosso egoísmo, dos nossos programas feitos pelos homens, dos nossos métodos mundanos e estratégias mundanas, dos 5, 6 ou 10 passos para nos tornarmos bem sucedidos, da lógica dos nossos filósofos na questão de fazer o ministério de Deus pelo pensamento humano, nosso modo brasileiro e americano de fazer igreja, nossos planos de aposentadoria, nossos carrinhos de compras e o que você quiser dar a esta chusma de “trololós”.

Devemos nos prostrar, humilharmo-nos diante do Rei e nos convertermos ao ponto onde não achemos mais nenhum prazer neste mundo, mas apenas em obedecer ao Rei.

Devemos aprender o caminho da simplicidade divina, sair de nossos kits de modas, de nossa preguiça e sair, dois a dois, dependendo de Deus apenas, para compartilhar o Evangelho do Reino que nos transformou em primeiro lugar a nós mesmos. Então as pessoas de todas as idades vão ouvir.

Devemos curar os doentes; ressuscitar os mortos, limpar aqueles que são leprosos, expulsar demônios. De graça recebemos, de graça devemos dar.

Creiam-me, há milhões de demônios para serem expulsos das pessoas e mesmo com toda a tecnologia médica pela qual estamos rodeados, devemos orar para que os doentes sejam curados.

Devemos proclamar Jesus Cristo que morreu na cruz, foi sepultado e no terceiro dia ressuscitou dos mortos. Devemos proclamar que Jesus é Senhor e Rei. Devemos anunciar que Ele está vindo para julgar os vivos e mortos.

As pessoas vão aos seminários hoje para aprender a fazer as mesmas coisas que não funcionam há anos, por mais de muitas décadas.

Onde estão aqueles professores, cheios do Espírito Santo que ensinarão a cada estudante a ganharem almas através da oração e do testemunho pessoal, com a autoridade daqueles que ganharam primeiro as suas próprias?

Onde estão aqueles pastores cheios do Espírito Santo, que terão a coragem de mudar, primeiro de orar ferventemente e constantemente para um verdadeiro avivamento e transformação de sua próprias vidas e famílias e então para a igreja e para a cidade onde vivem?

Oh, Senhor! Há um clamor em minha alma e um gemido desesperado em meu coração para que almas sejam salvas, para que crentes sejam cheios do Espírito Santo e para que os ministros equipem os santos na demonstração de Poder e Verdade.

No Estado onde moro, em Massachusetts, existem cerca de 5.600.000 pessoas indo para o inferno agora mesmo. Talvez ainda mais incluindo aqueles que se chamam a si mesmas de cristãs e são membros de igrejas cristãs, enganadas por falsas ideologias e falsas religiões, pelo humanismo, pelos liberalismos e por um cristianismo falso. Elas precisam do Senhor! Elas não sabem, mas necessitam DEle desesperadamente.

A última coisa que necessitamos é de mais eventos, mais programas infantis, mais aconselhamento, mais do que temos estado fazendo por anos e obtendo os mesmos ridículos resultados.

Haverá um lugar, um lugar certo para estas coisas feitas da forma que Jesus as faria, porém nunca como substitutas do que Ele veio fazer. Ele nos manda “buscar e salvar o que está perdido”, que é muito mais que ganhar almas.

O que interessa é isto: Precisamos orar! Oração não é apenas um dos programas da igreja e tarefa dos chamados “intercessores”; é O PROGRAMA e a TAREFA de todo salvo, porque necessitamos da misericórdia de Deus para inflamar as nossas almas a fim de alcançar os perdidos! Precisamos fazer isto: oração e evangelismo com poder!


Artigo originalmente escrito e publicado em Inglês
http://greaterrevival.blogspot.com/2009/05/we-need-to-pray-and-win-lost.html
Traduzido para o português por Paulo Emanuel


“TRANSFORMANDO” é um periódico enviado pelo Ministério GREATER REVIVAL MINISTRIES - Advancing God’s Kingdom. Transforming Society

VISÃO
O avanço e o domínio do Reino de Deus em toda a Terra até que os reinos deste mundo se tornem o Reino de Deus e de Seu Cristo.

PROPÓSITO
Desenvolver, implantar e implementar processos bíblicos de avivamento, mensurável pela presença palpável do Reino de Deus na transformação da família, do mercado de trabalho, das artes e entretenimento, da educação, do Governo, da religião e da mídia.

MISSÃO
Proclamar a mensagem do Evangelho do Reino de Jesus Cristo; fazer, equipar, ensinar e treinar discípulos e santos para a obra do Ministério no Mercado de Trabalho e levantar uma nova geração de jovens cristãos pensadores, empreendedores e revolucionários que assumam papéis de influência em toda a sociedade.

Wassalam Issá Akbar

Josimar Salum

GRM - GREATER REVIVAL MINISTRIES
ABBANET - ABBA TRANSFORMATION NETWORK
Advancing God's Kingdom, Transforming Society
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20 Junho 2009

A chave para transformação: Entendes tu o que lês?

A chave para transformação: Entendes tu o que lês?
Josimar Salum


O grande desafio que cada leitor da Bíblia enfrenta está contido na pergunta clássica que Filipe fez ao eunuco, ao aproximar-se de sua carruagem e ao ouví-lo ler o profeta Isaías: “O senhor entende o que está lendo?” (At. 8:30)

Em toda a história da igreja, as leituras e interpretações do texto bíblico, filtradas pelas pré-concepções estabelecidas da própria história e das tradições, das doutrinas e dos dogmas do grupo em que se está inserido, da inevitável cosmovisão produzida pelas experiências místicas particulares, da espiritualidade emocional e mesmo da própria predisposição psicológica, geraram o que somos, produziram nossa existência e definiram o que é hoje o modus vivendi da “igreja”.

A interpretação correta do texto e nossa equivalente correspondência de fé são reveladas pelo relacionamento de amor que temos com Deus e com o nosso próximo, pelas expressões das obras genuinamente bíblicas que desenvolvemos e praticamos, pelos comportamentos gerados em Santidade que vivenciamos e pela missão que cumprimos no dia a dia como discípulos de Jesus.

Contudo somos desafiados pelo Espírito de Deus que nos guia a toda a Verdade a responder a mesma pergunta que Filipe fez ao eunuco, sem necessariamente precisarmos da história, da tradições, das doutrinas e dos dogmas, da cosmovisão e experiência místicas, dos condicionamentos espiritualistas, psicológicos e das estruturas que estamos inseridos e nem mesmo de alguém que nos explique o texto com exclusividade.

É muito frustrante descobrir somente tarde que ainda estávamos ligados a fábulas, que ainda compartilhávamos de crendices tolas, que por toda uma vida cremos, pregamos e ensinamos mentiras como sendo verdades, invenções como sendo revelações e novidades quando de fatos eram mímicas de alguém na história. A maioria de nós sofre da “síndrome do papagaio” acostumada a repetir o que ouvimos sem nenhuma iniciativa de pensamento próprio.

O que cremos é realmente a Verdade?


Já parei para pensar seriamente se realmente o que cria é a Verdade sem ter tido problemas em descobrir e concluir que de fato muito do que cria era fantasia, mito e mentira.

Já parei para meditar seriamente se o que confiava como Verdade era verdadeiramente a Verdade sem ter tido receio de fazendo esse exercício estaria me desconectando de Jesus.

É impossível afastar-se de Jesus quando se busca a Verdade. É a busca da Verdade que nos aproxima de Jesus cada vez mais, pensamento a pensamento, passo a passo.

Precisamos questionar e investigar para descobrir se o que conhecemos e sabemos hoje é verdadeiramente bíblico e se o que cremos é a Verdade. E aqui precisamos nos arrepender, que é claramente experimentar uma transformação da mente, do pensamento e dos conceitos em face à Verdade sem ser preciso emocionar-se.

Precisamos voluntária, intencional e desesperadamente desejar a Verdade, conhecer a Verdade, experimentar a Verdade se queremos ser servos de Jesus, servos da Verdade, escravos da verdadeira Liberdade. A Verdade não são conceitos, formulações, doutrinas, conhecimentos, filosofias, dados e postulados. A Verdade é uma Pessoa. Jesus é a Verdade.

A criatividade é fruto da liberdade de cada discípulo de Jesus


A criatividade é mutilada em nosso meio quando muitos líderes têm medo de responder questões de seus liderados ou de serem arguidos por eles na sua fé. Qualquer teologia que não pode ser questionada, sabatinada e confrontada receia o crivo da Palavra de Deus. A idéia que não pode ser explorada foi sufocada pelo medo de se descobrir que se estava equivocado, aliado ao fato de que a institucionalização, a cristalização e a petrificação da “revelação” criou um ambiente mórbido onde toda a criatividade é rejeitada e classificada de herética, como ação para se manter o “status quo” e o conforto que a mesmice proporciona.

A criatividade é desincentivada quando não se deseja experimentar mudanças. Comumente muda-se a decoração do ambiente e até o discurso, mas não se muda de fato nada. É somente isto, o máximo que a maquiagem consegue produzir.

É a constatação por cada um de nós da realidade na expressão clássica de W. L. Bateman que intensifica o tamanho da burrice: “Se continuar fazendo o que você tem sempre feito, você continuará obtendo o que sempre tem obtido.”

Porém, nas questões de transformação, a Palavra de Deus é clara: “Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” (Rm. 12:2, NVI). A renovação da mente é um processo de criatividade e de descoberta do novo na Palavra de Deus.

O resultado da transformação é “sermos capazes de experimentar e comprovar a vontade de Deus”.

O texto “para sermos capazes” significa simplesmente que precisamos de uma capacitação para experimentarmos a vontade de Deus. Revela que a vontade de Deus não pode ser experimentada por todos. Assegura que a Vontade de Deus somente é experimentada por aquele que passou por uma metamorfose ou uma transformação através da renovação de sua mente, de seu pensamento, de como entende as coisas intelegivelmente, ou seja, que tem a compreensão racional inteligente da Vontade de Deus.

Algumas frases que destroem a criatividade na igreja ou em qualquer cenário ou situação revelam a aversão a mudanças:

1) “Este não é o modo com que fazemos as coisas aqui”.


É a expresão do vicío ao continuísmo, a fazer as mesmas coisas como sempre.

Assim o mesmo “tipo e liturgia de culto” que se pratica hoje tem sido praticado em muitas congregações a séculos, por exemplo.

Já parou para pensar se realmente o programa do culto é de fato o que Deus se agrada? Todos os cultos de todas “as igrejas” são os mesmos em quaisquer lugares. Esta uniformidade tem origem na importação de um "Evangelho" empacotado. O que se pratica no Brasil em termos de culto é resultado da importação da religião dos missionários sem nenhum questionamento.

É a proliferacão da religião estabelecida, repetitiva, não questionada, desde Martinho Lutero e Calvino, comandada pela liturgia e pela ética protestante, pela tradição e pelo “programa”.

O programa é imutável, porque o “programata” (programa) substituiu a vida da Igreja (Eclésia – reunião dos salvos) destruindo seu poder revolucionário de provocar mudanças nas culturas das sociedades. Isolou-se a “igreja” num monastério religioso cultural (de fato, sub-cultural) de tal modo que já não é mais relevante nem exerce seu papel de “sal” na sociedade em suas áreas de influência: na Política, na Educação, na Religião, nos Negócios, na Mídia, na Artes e Entretenimento e na Família.

A prática do Evangelho de hoje não é a mesma prática do Evangelho da Igreja no primeiro século no que tange ao “ser testemunha” de Jesus e agente transformador da sociedade. O “Evangelho” se tornou produto de uma classe sacerdotal que se auto denominou de “santa” e considerou todo o resto mundano e secular. O Reino está em nós e onde chegamos o Reino se manifesta nas nossas palavras e ações. Maria mesmo tendo escolhido a melhor parte não tornou-se mais santa do que Marta que cumpria seus afazeres domésticos.

Mas o “culto” substituiu toda a ação evangelizadora dos discípulos, pois transformou o crente em “membro da igreja” e não em discípulo do Reino que testemunha e traz a presença do Reino em todas as esferas da sociedade onde ele se movimenta. Criou-se uma muralha em torno da “eclesia” isolando-a da cidade (da “polis”), de tal modo que a eclesia não pode revolucionar a cidade porque está isolada em suas paredes religiosas.

A forma tornou-se a "igreja" como o templo tornou-se a "igreja". E estes conceitos extrabíblicos e portanto heréticos tornaram-se a "verdade" e tantos outros que não passam de tradições que precisam ser questionados, rejeitados e substituídos para que experimentemos a perfeita vontade de Deus claramente ensinada na Bíblia. Vontade de Deus que tem sido impiedosamente rejeitada quando se lê os Evangelhos com as lentes “evangélicas” e não com o entendimento do Espírito Santo.

Assim é que até aqui nem tudo o que temos feito é verdadeiramente de Deus. Precisamos de transformação.


2) “Já tentamos uma vez, não vai funcionar.”


Ironicamente falando é o compromisso com o fracasso. Nem vale a pena experimentar. É melhor ficar como estamos.

O hino tradicional “eu venho como estou” não nos ensinou que deveríamos continuar sendo o que éramos.

O Evangelho é inovador, no nome inclusive. “Eis que faço novas todas as coisas” é o processo eterno de Deus. O Espírito sempre se move sobre as águas. Nunca conseguiremos experimentar tudo o que é de Deus. O Espírito Santo sempre terá alguma coisa nova a nos ensinar.


3) “Precisamos seguir a Bíblia, você sabe.”


É claro que precisamos seguir a Bíblia, mas que interpretação da Bíblia e de quem?

Já parou para pensar porque mais de 90% dos membros das igrejas nunca fizeram em toda vida um discípulo sequer para Jesus?

Porque os resultados que temos obtido são totalmente e diretamente relacionandos ao modo como agimos. Se continuarmos fazendo o que estamos fazendo, vamos continuar alcançando os mesmos resultados.

É a estorinha do maquinista que em cada estação descia dá máquina para bater com um martelo de borracha as rodas do trem, porque desde o primeiro dia de trabalho lhe instruíram que deveria fazer assim.

Até que um dia, um menino, em uma das paradas, perguntou ao maquinista a pergunta que ele nunca tinha feito:

“’Seu’ maquinista, porque o senhor está batendo com este martelo de borracha as rodas do trem?”

O maquinista parou, pensou e intrigadamente respondeu: “Sabe que eu não sei.”


4) “Vou orar sobre o assunto”.


Não obstante tudo o que fazemos deve ser acompanhado de oração e especialmente na dependência total de Deus, uma desculpa comum para evitar qualquer mudança é dizer que vai se orar sobre o assunto quando de fato não vai orar nunca.


5) “Vou perguntar ao pastor.”


O governo da maioria das congregações está centralizado no “pastor.” Nenhuma mudança ocorrerá na maioria absoluta das igrejas se o pastor não experimentar primeiro a transformação.

O princípio de autoridade deve ser preservado porque é bíblico, mas toda autoridade que impede a operação criativa do Espírito de Deus numa congregação é antibíblica e abusiva.

E toda autoridade para ser genuína tem que ser bíblica. Entretanto, o modelo protestante é a mimese do modelo católico onde o sacerdote exerce "todo o ministério" usurpando a atuação do Corpo de Cristo. Há pois uma crise de autoridade quando não se observa o que a Bíblia ensina sobre a autoridade de todo cristão.

Todo salvo é sacerdote e rei do Altíssimo e é tão ungido quanto o seu líder. O ensino do sacerdócio de todo o cristão deve ser ministrado em contraste com as práticas católica e protestante.

Biblicamente ninguém é representante exclusivo de Deus na terra; todos os crentes são embaixadores de Deus e ministros de Cristo.


6) “Não estou certo de que isto está no original grego".


Uma das maiores desculpas para combater algo que não aceitamos é apelarmos para uma fonte que nem conhecemos bem e que pessoas ao nosso redor não têm acesso.


7) “Estou certo de que isto vai ofender alguns membros da igreja”.


Toda mudança e toda transformação vão ofender pessoas, especialmente aquelas que estão comprometidas e dependem da estrutura vigente. A questão do “pastor”, por exemplo, está basicamente relacionada ao que José Rego do Nascimento, o pai da Renovação Espiritual da década de 60, chamou de “a profissionalização da fé.”

Nós mesmos temos que estar dispostos a renunciar muitas coisas que vão nos custar caro se desejamos experimentar e comprovar a perfeita, boa e agradável vontade de Deus.


8) “Nós temos que seguir as regras”.


Todo sistema quando foi estabelecido gerou regras para defender e preservar a sua existência.

As regras que são invocadas para impedir qualquer iniciativa de mudança funcionam por “amor” à estrutura que se tornou mais importante que as pessoas.

É assim que se invoca o amor à denominação, o amor à igreja (no sentido de organização) e à fidelidade absoluta às confissões de fé, aos estatutos e às constituições sem levar em conta o bem comum das pessoas e nem à Palavra de Deus.

É “anticristo” toda estrutura mais importante que as pessoas. Não me refiro aqui à figura escatológica, mas ao conceito de ser contra Cristo.

Somente a autoridade da Palavra de Deus é absoluta.


9) “Isto é só sua opinião.”


Mata-se a criatividade quando o indivíduo não pode se expressar.

A pessoa é tão importante para Jesus que Ele ouve suas orações individualmente.

“Ninguém vem ao Pai senão por Mim” ecoa como abertura total dos portões dos Céus para todo Aquele que invoca a Deus em Nome de Jesus.

Aliás, o próprio Pai se achega a quem se achega a Ele em Nome de Jesus.

Todo aquele que é ouvido nos céus tem o direito de ser ouvido na terra por quem quer que seja.

Deus se revela através de qualquer um de Seus filhos e não exclusivamente através dos pastores, apóstolos, evangelistas.

A única exclusividade no universo está reservada a Jesus Cristo.

10) “Provavelmente vai custar muito.”


Esta é a frase que mais causou o seputalmento de sonhos, idéias e projetos em todas as épocas.

A provisão de Deus já está disponível no mesmo ambiente onde Suas idéias, projetos e sonhos foram gerados.

Deus sempre começa com pessoas. Quando criou o universo e plantou o Jardim do Eden, Deus tinha em mente o homem e a mulher, assim sendo Ele já os tinham criados.

A provisão de Deus é liberada a cada passo de obediência que se dá.

Deus nunca libera todos os recursos de uma vez, Ele os têm estocados e os libera na medida da nossa caminhada.

Todo ser humano nasce milhionário. O custo para manter alguém mesmo antes de seu nascimento até a sua morte é altíssimo. Alguns custarão em recursos para serem mantidos ao longo de sua vida $1.000.000.00; outros $2.000.000,00, outros $5.000.000.00.

Para com cada um de nós o custo é diferente para suprir comida, água, moradia, saúde, etc, mas será sempre enorme.

É uma minoria que nasce tendo a sua disposição previamente todos estes recursos de uma vez, ou seja, não recebemos todo este dinheiro quando nascemos. Porém estamos garantidos que teremos todos estes recursos no transcorrer da vida, cobrindo tudo o que consumiremos e necessitaremos em toda vida até completarmos 70 anos.

Por isto Jesus disse: “Buscai primeiro o Reino de Deus e a Sua Justiça, e todas as coisas serão acrescentadas.” Todas estas coisas que Jesus se refere já foram dadas a todos. Deus veste os lírios dos campos e alimenta os passarinhos tão igualmente quanto provê para todos os homens. São as injustiças humanas que provocam todo o tipo de sofrimento humano. Porém para comer, beber e vestir Deus concede recursos até “aos gentios”. Não buscamos o Reino de Deus por causa destas coisas. O texto não diz para buscar o Reino de Deus e a Sua Justiça para que tenhamos todas estas coisas acrescentadas. Todos, salvos e não salvos, as têem. O que Jesus queria mostrar mesmo é que deviamos buscar o Reino de Deus e a Sua Justiça porque de fato o que nos falta é Reino!


Todos nós somos chamados ao ministério de tempo integral.

O conceito mais básico que precisa operar uma transformação em nosso modo de pensar, que ainda não foi percebido pela nossa leitura do texto bíblico, mesmo depois de muitos anos é que todos nós somos chamados ao ministério de tempo integral.

A maioria das vezes senão toda vez que o Novo Testamento usa o termo “ministro” está se referindo individualmente a todos os salvos, do mesmo modo que usa o termo “discípulo.” Não existe esta divisão religiosa e herética entre “clero e leigo”. Todos os salvos são sacerdotes e ministros de Deus. O carpinteiro, o professor, o aluno, a dona de casa, o médico, o engenheiro, todos são sacerdotes e ministros de Deus, se nascidos de novo. Tão ungidos quando o “pastor.”

A transformação do Evangelho ocorre no mercado de trabalho e não na “igreja.”

O segundo conceito que precisa ser entendido, assimilado e praticado por cada um dos ministros de Cristo, ou seja, por cada um dos salvos, é que a transformação não ocorre na “igreja”, mas no local de trabalho ou no mercado de trabalho.

A Igreja é a reunião dos salvos. De fato, é contundente falar de Igreja e reunião, pois é a mesma coisa. Somente os santos se reunem em Igreja.

É na vida cotidiana que cada um dos salvos vai proclamar o Evangelho do Reino, com sua vida de testemunho e suas palavras, vai orar pelos enfermos, expulsar os demônios, exercer os seus dons e desenvolver seus talentos para a Glória de Deus. Cada um dos salvos é embaixador de Deus, do Reino de Deus, em toda a esfera da sociedade onde trabalha e atua, seja na Política, na Educação, na Religião, nos Negócios, na Mídia, na Artes e Entretenimento e na Família.

Mais de 95% do que denominamos ministério de Jesus foi desenvolvido nas ruas, nas casas, nas praças, no mercado de trabalho.

Mais de 95% do que reconhecemos como ministério dos apóstolos foi realizado no mercado de trabalho.

Todos os discípulos de Jesus até hoje vivem suas vidas 95% no mercado de trabalho e no mercado de trabalho são agentes de transformação do Reino. Os outros 5% é reservado para quando se reunem em Igreja.


A geração e transferência de riquezas através do trabalho é o meio de Deus para a expansão do Seu Reino

O terceiro conceito que precisa ser entendido e compreendido é que o plano de Deus é para que Seus filhos invistam no Seu Reino pela geração e transferência de riquezas produzida por seus negócios e atividades no mercado de trabalho.

"A riqueza do ímpio depositada para o justo" (Pv. 13:22) não cairá do céu, nem será recebida como um passe de mágica pela recitação de "mantras evangélicos" e declarações de tomar posse, proclamar, decretar, determinar etc, mas pela conquista através do esforço e do trabalho dos salvos, com inteligência e sabedoria. Trabalho é adoração tanto quanto o cânticos de hinos na assembléia dos santos.

Desde a construção do Tabernáculo passando pela construção do Templo de Salomão e a reconstrução do Templo e de Jerusalém nos tempos de Esdras e Neemias até no Novo Testamento, o modelo de Deus para financiar Sua obra tem sido através do Mercado de Trabalho.

E são os discípulos de Jesus que entendem esta Verdade que mais ganham outros discípulos para o Reino, pois Deus os usa até muito mais do que usa os que são considerados “sacerdotes.”

E é assim que em todo o mundo um “novo modelo de igreja” está surgindo nas empresas, nos locais de trabalho, nas escolas e universidades, nos campos, nas cidades em todas as esferas da sociedade operando uma transformação nas estruturas das sociedades e transformando nações em toda a Terra até que Deus "envie o Cristo, que dantes vos foi indicado, Jesus, ao qual convém que o céu receba até o tempo da restauração de todas as coisas, das quais Deus falou pela boca dos Seus santos profetas, desde o princípio". (At. 3:21-21)

Nota:
Este artigo foi inspirado em parte em uma palestra ministrada por Ed Silvoso - www.harvestevan.org

01 Junho 2009

IMIGRANTES – Parte II

26/09 – IMIGRANTES – Parte II

Os imigrantes brasileiros nos Estados Unidos

Brasileiros, os fatos aqui são estes! Fatos do dia a dia, de muitos anos.

A maioria dos imigrantes que entraram e vivem neste país não portavam documentos legais para trabalharem e residirem aqui. Uma ínfima minoria de pastores chegaram aos Estados Unidos de posse do “Green Card” (visto permanente). Grande parte dos pastores que têm hoje “Green Card” um dia foram indocumentados.

O imigrante - todo o imigrante é por natureza um conquistador, se não fosse, teria permanecido no Brasil! - ora para que Deus “mande um coiote abençoado e o dinheiro para pagar a travessia e ora ainda para passar pela fronteira sem ser capturado pelas autoridades.

Quando não vem pelo México, vai no Consulado Americano e diz que vai visitar os Estados Unidos a passeio; até escreve no formulário. O Cônsul, muito desconfiado, concede o visto de turista.

Assim o imigrante entra no país “meio legal pela porta da frente” e o agente da imigração não vê o que entra totalmente ilegal. Meio legal pois tem o visto para entrar e permanecer por uns dias, mas não para trabalhar e residir aqui.

Nem um nem outro poderiam trabalhar, nem os pastores pregarem nem os cantores cantarem. Mas parece que é fato que Deus abençoa toda esta gente, pois continuam entrando aos milhares. Para ser honesto comigo mesmo, creio abençoa até muitos não cristãos, que nem oram e mesmo assim passam pela fronteira livremente.

Se este “raciocínio teológico” está certo (nem toda a questão da vida tem que ser medida teologicamente ou eticamente), parece que Deus fecha os olhos quando esta multidão passa pela fronteira ou então está bem de olhos abertos e os deixa aos milhares entrarem nos Estados Unidos, deixando serem presos somente uma minoria, por “incompetência das autoridades”, como já afirmaram alguns Senadores Americanos.

Os Estados Unidos foram fundados por estrangeiros. Os “Pilgrims”, como são historicamente conhecidos, grande parte cristãos. Aos cristãos imigrantes de hoje os chamo de “Os Últimos ou Novos Pilgrins.” É a História que se repete.

O que a Bíblia fala a respeito de Imigração?

Penso que a Bíblia tem muito a dizer sobre imigração. Tenho folheado as páginas da Bíblia com olhos de imigrante e tenho meditado nisto há alguns anos.

A Bíblia é por excelência um livro de história de imigrantes. De Gênesis a Apocalipse este tema predomina. Desde Abrãao a João na Ilha de Patmos a Bíblia narra a história de homens e mulheres que deixaram sua terra natal para viverem em terra alheia.

A Bíblia é a Revelação do Deus dos Imigrantes. Do Deus que proteje e defende os imigrantes. Que ordena a Israel a tratar bem aos imigrantes, a alimentá-los pois no passado também foram imigrantes.

A Bíblia narra a história de Seu povo peregrino em terra estranha. A História de José no Egito, de Rute a estrangeira em Israel e de Daniel na Babilônia. A história dos discípulos feitos imigrantes pela grande comissão de Jesus. Atos dos Apóstolos é uma grande tratado de imigração. A Bíblia é em geral a história de cidadãos dos céus, portanto, estrangeiros e peregrinos nesta terra estranha.

As duas ordens diretas de Deus para abençoar os povos da terra são na sua natureza e missão imigratórias.

Para Abrão: “Sai-te da tua terra e da tua parentela e da casa de teu pai, para a terra que Eu te mostrarei.” (Gn. 12:1) Em outras palavras Deus ordenou a Abraão: “Imigrai...”

E Abrão imigrou, cruzou fronteiras. Para sobreviver em terra estranha chegou até a mentir (no episódio de sua mulher e Faraó). Imigrante indocumentado vive com o dilema diário da mentira atormentando a vida. Abraão, pela Fé, foi muito abençoado. Imigrante cristão, descendente de Abraão também pela Fé é abençoado.

A Abraão Deus prometeu uma terra estranha por herança. Ele mesmo não herdou a terra em vida. O único pedaço adquiriu por compra para poder enterrar sua esposa, também peregrina com ele.

Por centenas de anos, ele, seus filhos, netos e descendentes foram simplesmente estrangeiros. Que por fim herdaram a terra prometida. De fato, tiveram que conquistá-la.

Geralmente as gerações seguintes dos imigrantes se tornam poderosos na terra e será apenas uma questão de tempo ver isto acontecer com os nossos filhos brasileiros (os brazucas).

E a segunda ordem de Deus, foi dada por Jesus, quando disse aos Seus discípulos: “Ide por todo o mundo, pregai o Evangelho a toda a criatura...” (Mc. 16:15). Em outras palavras Jesus ordenou: “Imigrai...”

É ilegal pregar o Evangelho em terra estranha sem visto, mas não estou convencido de que seja pecado. Como é ilegal e até crime pregar o Evangelho em alguns países, mas tenho absoluta certeza de que não é pecado.

Sem querer exagerar, o próprio Jesus era estrangeiro nesta terra. Ele mesmo disse: “Não sou deste mundo...” É verdade que todos nós somos peregrinos e estrangeiros neste mundo. (I Pe. 2:1)

Vou terminar relatando como fato minha experiência.

Há alguns anos atrás ao compartilhar algumas destas expressões com um amigo americano, ele retrucou perguntando: “Vai agora desenvolver uma teologia inteira do imigrante através da Bíblia?”

Por que não? Tenho pesquisado na Palavra de Deus o que Ele diz a respeito de imigrantes e tenho sido muito abençoado com as verdades que descobri.

Sem demagogia. Sem moralismo. Abertamente tenho falado e escrito sobre isto. Enfrentando a realidade, onde a ética é um constante conflito na vida de muitos que ousaram viver na “ilegalidade” em terra estranha.

Vida de imigrante não é fácil. Meu bisavô era libanês e foi viver no Brasil no início do século passado, fugindo dos turcos que invadiram o Líbano. No Brasil, meu avô contava, passou até fome. Morreu ainda jovem, vítima da miséria.

Eu mesmo imigrei para os Estados Unidos, como missionário, fixando com minha família, nossa residência definitiva neste país a partir de 1997.

Nos últimos anos millhares de brasileiros imigraram-se para os Estados Unidos em busca de uma vida melhor, dentre eles millhares de cristãos genuínos que ousaram desafiar as leis do país e a conflitarem suas consciências por isto, e vivem aqui, peregrinos em terra estranha, vencendo na vida, e pregando o Evangelho e vivendo como Igreja. Fato!

Para mim, não sei para você, para mim as palavras do Espírito Santo devem nortear esta questão toda:

“De um só fez toda a raça humana para habitar sobre toda a face da terra, havendo fixado os tempos previamente estabelecidos e os lugares onde iriam habitar.” (At. 17:16, NIV)

E aqui chegamos, com visto ou sem visto, às terras norte americanas.

“Os que saíram para a Terra do Norte fizeram repousar o Meu Espírito no país do Norte.”, assim diz o Senhor.

IMIGRANTES – Parte I

25/09 – IMIGRANTES – Parte I

Em 2005, realizamos o Primeiro Congresso do BMNET - IGREJA/CIDADE: Tempo de Conquista, juntamente com a Visão Mundial em Wayland (Terra do Caminho), no Estado de Massachusetts, Estados Unidos com a participação de Ricardo Gondim e Paul Freston. BMNET é uma rede de ministros e líderes brasileiros nos Estados Unidos.

Na época Ronaldo Martins, representante da Visão Mundial e Ricardo Gondim escreveram textos especialmente concernentes à questão imigratória.

E assim começou por aqui, nas terras do Tio Sam, um debate necessário sobre a realidade da “igreja evangélica brasileira” diante das questões éticas imigratórias.

O artigo de Ronaldo Martins foi escrito do ponto de vista jornalístico e crítico.

Segundo Ricardo Gondim, a situação dos brasileiros evangélicos na “Diáspora” (os imigrantes evangélicos que residem em algum país do exterior) denuncia a realidade da igreja evangélica no Brasil.

A palestra de Paul Freston sobre a “Diáspora Brasileira”, citada por Ronaldo em seu artigo, foi baseada em dados apurados em pesquisa.

O “profeta pesquisador” falou da realidade da igreja evangélica na “Diáspora” com base em fatos e não em presuposições ou imaginações. As revelações deste “profeta” vêm da Sociologia. De forma piedosa, sem emitir nenhum juízo, ele discorreu sobre os resultados de seu empreendimento científico.

Para minha satisfação, muitas das questões que ele apresentou já tinha abordado abertamente em minhas aulas no Seminário onde lecionava. Portanto, ouví-lo, aumentou mais a inquietação e meu desejo de meditar mais sobre este assunto e a necessidade de ouvir outros na busca do Caminho. Reunímo-nos naqueles dias verdadeiramente na Terra do Caminho!

Muitas questões foram levantadas em ambos os artigos e meu desejo é apenas levantar algumas outras do ponto de vista de um imigrante. Pode parecer em algum momento que possa estar defendendo a mentira como estilo de vida de um imigrante, por isto é preciso ler bem o texto para saber separar o que relato como fato, o que é apenas indagação e claramente o que é convicção.

Outra coisa que preciso deixar claro é que minhas palavras quando enfáticas não são palavras rancorosas ou enraivessidas. São apenas demonstração de estilo e expressões de sinceridade.

Preciso ainda registrar que é exagero de Ronaldo dizer em seu artigo que as indagações de “Paul Freston caíram como uma bomba” no congresso, ou seja, a publicação do fato de que a maioria absoluta dos evangélicos brasileiros e grande parte dos pastores são ilegais no país. A tal da bomba não tinha estopim. Não estourou e nem podia estourar, é bomba velha! Nós já sabíamos disto.

“Ilegal” é o termo técnico e político. Na Teologia do Imigrante usamos o termo “indocumentado” que carrega um peso de misericórdia, pois para o imigrante cristão “ilegal mesmo é o diabo!”

Os missionários visitantes

Alguns pregadores que por aqui passam afirmam que os que são indocumentados devem voltar para o Brasil. São oportunistas. É intrigante o fato de usarem nossos púlpitos para dizerem isto. Mais intrigante quando recebem nossas ofertas gordas em dólares americanos – dinheiro de dízimos e ofertas de imigrantes indocumentados, diga-se de passagem, de gente dígna que trabalha duro, gente abençoada.

A maioria (95%) dos pregadores convidados que vêm pregar nos Estados Unidos vêm com o Visto B1-B2 (de turista). Os que vêm participar de conferências com este tipo de visto, pela Lei, podem ser apenas ouvintes, não preletores.

As ofertas que recebem deveriam declarar ao fisco americano. Provavelmente não declaram nem ao fisco brasileiro. Podem declarar se quiserem, pois o Governo Americano emite legalmente um documento (ITIN – uma certa identidade de pagador de imposto) reconhecendo que imigrantes indocumentados trabalham aos milhões por aqui e precisam pagar seus impostos. Os imigrantes indocumentados trabalham ilegalmente, mas legalmente pagam impostos com este número fornecido pelo Governo. Pura hipocrisia oficial! Uma necessidade contundente, porém. Quem trabalha precisa mesmo pagar impostos. Deveria todavia usufruir de todos os benefícios sociais que seus impostos pagos deveriam prover.

Aqueles pregadores visitantes ao pregarem sem autorização são ilegais por uma semana ou por um mês ou dois. Os outros por muitos anos. Dá no mesmo.

Para pregar ou cantar em igrejas e receber ofertas é preciso portar o visto religioso, pois aqui na terra do Tio “$am” pregar o Evangelho é “profissão” e para receber oferta (honorário) tem que ter visto apropriado. É tão ilegal quanto é ilegal grande parte de evangélicos sonegarem impostos em seu país. É pecado sonegar impostos? É a pergunta que nacionais e estrangeiros fazem em qualquer país. Jesus disse: “Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.”

Como também é ilegal, é pecado e vergonhoso aqueles que, por exemplo, se compactuam com políticos corruptos evangélicos e não evangélicos. Que recebem “sacos de cimentos” para empenharem seu apoio a este ou aquele candidato. Que recebe salário da “Igreja” e não paga os impostos devidos. Há uma dezenas de exemplos... É que é possível ser ilegal no próprio país.

O Movimento Evangélico no seu fim

Lá e aqui, no Brasil e nos Estados Unidos, constato o fim da “Era Evangélica.” A Era Protestante acabou-se antes da virada do século e no início do novo é a vez do Movimento Evangélico. Deus está fazendo coisa nova. Uma nova era está sendo inaugurada nestes dias que alguns estão denominando “A Nova Reforma.” Este é outro assunto...

A imigração dos brasileiros sob o ponto de vista somente legal é uma discussão perneta.

Esta discussão burguesa, intelectual, farisaica que se desenvolve no meio evangélico que não traz nenhuma resposta prática na vida de milhares de evangélicos que vivem lá e aqui é a declaração de óbito do movimento evangélico.

Há crise: é de caráter! Onde se prega o que não vive a morte impera livre. A credibilidade é escassa. Todo movimento que perde a credibilidade se extingue. Como popularmente se diz: “Todos farinha de um mesmo saco”. Nem por isto não podemos deixar de em verdade e misericórdia debatermos o assunto.

O movimento evangélico não consegue se auto definir mais, distanciou-se de suas raízes históricas. A árvore cresceu, é frondosa, porém velha e só dá frutos raquíticos. Todo o movimento onde seus interlocutores não conseguem definí-lo já morreu. Falta enterrar. Foi assim com o comunismo em muitos países.

Contudo a Igreja - A IGREJA - segue triunfante, pois a Igreja cujas portas o inferno não pode prevalescer não é “a igreja evangélica.” Definitivamente.

Observem só! É preciso inventar novos métodos, fazer marabalismos enormes – teológicos, de “praxi”, seguir uma nova corrente sempre, atrair pelo “marketing”, modernizar a mensagem, suportar o “movimento gospel – um mercado de bilhões de reais e a pobreza de nossos irmãos continua a mesma. Um movimento que precisa de novidades sempre é um defunto coberto com flores frescas.

Os imigrantes brasileiros, gente que sofre, está longe da esposa, dos filhos, lutando pela sobrevivência, sonhando com uma vida melhor, precisam de uma Palavra de Deus para aliviar suas dores e se estiverem na miséria do pecado precisam de libertação. “O Senhor me ungiu para pregar boas novas aos mansos e libertar os cativos...”

Digo que o movimento evangélico faleceu, pois é só discurso, e boa parte das vezes é discurso revestido de uma falsa espiritualidade que se transcende aos céus (firmamento) porque não consegue responder as questões da vida aqui na terra.

É discurso espiritualista hipócrita e soberbo pois não traz respostas para a vida das pessoas, ao contrário, aumenta a culpa e a miséria delas. E aí me lembro de Jesus e fico acalentado: “Misericórdia quero e não sacrifício...”

O Evangelho continua o mesmo Evangelho! Mas a pregação do evangelho de hoje é somente ética, moralista e muito capitalista – aqui na América rica e lá na América adormecida. Ora os que chegaram aqui vieram de lá. O problema vem de lá e não originou aqui. Raciocínio lógico. A maioria dos pastores que conheço aqui são gente honesta e de caráter. É preciso pensar muito antes de apontar o dedo sem misericórdia!

É assim que este discurso acefálico me irrita, mais do que as constatações do irmão Paul Freston. Já não basta os pecados e os demônios muitíssimos, para fabricarem mais alguns! Dá um tempo, por favor!

Continua...

20 Maio 2009

Minha opinião sobre "Elity Activity" fundado por Harvey J. Dockstader Jr.,

Josimar;

Qual é a sua opinião sobre o Elite Activity e qual deve ser o procedimento de quem for convidado a fazer parte do esquema financeiro?

Jehozadak Pereira - Editor - Metropolitan News
Email: editor@parkear.com

Reportagem publicada pelo Mwtrwo West News - Framingham, MA USA:
http://www.metrowestdailynews.com/archive/x138098773/Brazilians-drawn-in-by-pyramid-scheme

RESPOSTA:

Elite Activity Resurrected foi fundada inicialmente como uma igreja e registrada em Austin, Texas por Harvey J. Dockstader Jr., que foi ligado à Igreja dos Santos dos Últimos Dias (Mormons). Harvey Jr é considerado pela Justiça Americana em alguns estados como um líder de uma seita e promotor de esquema de dinheiro fácil através de pirâmide.

Foi assim que a 14a. Corte de Apelações em Houston no dia 31 de Julho de 2007 confirmou a condenação do fundador do esquema Elite Activity Harvey Jr a dois anos de cadeia e a pagar uma multa de $ 10.000,00 por promover esquema de pirâmide. Atualmente ele serve a sentença em uma prisão do Texas.

Texas Department of Criminal Justice - Offender Information Detail
http://168.51.178.33/webapp/TDCJ/index2.htm

SID Number: 07548662 TDCJ Number: 01506716 Name: DOCKSTADER,HARVEY JOSEPH Race: W Sex: M Age: 42 Maximum Sentence Date: 2010-05-14 Current Facility: LYCHNER Projected Release Date: 2010-05-14 Parole Eligibility Date: NOT AVAILABLE

Current Offense Data: Offense Date 2006-06-24 Offense PYRAMID PROMOTIONAL SCHEME Sentence Date 2006-02-23 County Harris Case No. 032644 Sentence (Y-MM-DD) 2-00-00

O esquema auto-denomina-se de sistema de crença ou de fé (belief system), mundial e interdenominacional, que oferece mentirosamente “bençãos que não podem ser medidas”.

Usando falsamente uma palavra de Jesus, “dai e dar-se-vos-á...”, com se a palavra DEle fosse uma mágica, formou-se um grande esquema virtual de doações e recebimento de doações, segundo o princípio antigo conhecido da “pirâmide”, que aqui se tornou um “circulo” onde o doador deve além de fazer sua doação, colocar seus parentes, amigos, etc para participarem dos beneficios, num sistema de doações de sete ciclos.

Para cada uma das sete doações feitas existem oito doações a receber. Apesar de que cada doador ou participante pague uma taxa de adesão ao sistema, deve assinar um documento legal afirmando que está apenas fazendo voluntariamente uma doação para outro indivíduo, que não está investindo em nada e que nada espera receber.

Elite Activity afirma ser um sistema cujo adversário maior é a pobreza, porém não promove a distribuição de riquezas, mas o compartilhar das mesmas para os que lideram os ciclos e permanecem neles até o final. Ou seja, alguém mais atrás da fila, ou em um anel do circulo, na periferia do círculo, vai em muitos momentos somente doar para outros na frente da fila se beneficiarem.

É outra "Mesa da Fé" onde come a sobremesa somente quem é dono da mesa.

É um tipo de casino virtual onde o jogo maior é feito pelo participante ao aliciar jogadores para doarem ao sistema, desde que continue aliciando porque o sistema só funciona primeiro em benefício dos primeiros aliciadores, que somente serão empurrados para o centro do círculo se os aliciadores detrás tiverem sucesso em aliciar outros. Filosoficamente a motivação é doar somente para receber, e isto nada tem a ver com o Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo.

É um sistema de dar e receber que pretende criar um “Mundo Meu e Seu”, de fato, entre aqueles que participam do sistema. É uma seita diabólica e enganosa, e a prova disto é que, negando tudo o que a Palavra de Deus afirma sobre semeadura e colheita, dar e receber, somente quem crê no "belief system" da Elite e têm o mesmo tipo de mentalidade participam.

Acreditam “em um poder maior que nós mesmos”, seja lá que nome tiver e como se manifesta. "É algo pessoal e nunca será usado como condição para membresia no sistema."

Acreditam que toda a fé, religião ou crença tem algo a contribuir e deve ser encorajada. Cita Buda, cita Einstein, cita Jesus, cita Isaías e cita um monte de escritores antagônicos.

Acreditam que todas as diferenças doutrinárias não deveriam afetar nosso amor um pelo outro e acreditam que compartilhando estas crenças podem transformar o mundo.

Ao contrário, Jesus afirmou que devemos amar ao próximo e até aos inimigos, mas nunca comprometer a Verdade, e somente o Evangelho é o Poder de Deus para transformação de todo aquele que crê NEle. Ele disse: "Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim."

De fato, além de um sistema piramidal Elite é uma comunidade virtual de fé, anti-cristã, anti-biblica e totalmente falsa, pois promete o que nunca poderão cumprir sem Cristo Jesus.

Como Ministro do Evangelho preciso dizer que a Palavra de Deus alerta que “os que querem tornar-se ricos caem em tentação e em laço, e em muitos desejos loucos e nocivos, os quais submergem os homens na ruína e na perdição. Porque o amor ao dinheiro é raiz de todos os males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores.”

Toda a participação nestes esquemas de promessas financeiras é resultado desta cobiça enlouquecida de se enriquecer sem o trabalho, a semeadura no Reino de Deus, a obediência na entrega de dízimos e ofertas e sem a benção de Deus.

E o fim nestas participações já é conhecido por milhares de testemunhas em nossas comunidades: desilusão, dores e sofrimento, prejuízos, problemas legais e o que a Palavra diz mesmo, ruína e perdição.

"E, de fato, é grande fonte de lucro a piedade com o contentamento. Porque nada trouxemos para este mundo, e nada podemos daqui levar; tendo, porém, alimento e vestuário, estaremos com isto contentes."

Josimar Salum
May 18, 2009


References:

1)
http://www.eliteresurrected.org/index.php?PHPSESSID=28461d96cf9d40a12a6dbc2ff42a58af

2) http://www.scam.com/showthread.php?t=3777

3) http://www.programcritique.com/subcategories/BusinessOpportunities/EliteActivity.html

4) http://www.reviewopedia.com/elite-activity.htm

5) http://www.myelite.org/legal.htmlhttp://www.14thcoa.courts.state.tx.us/opinions/docket.asp?FullDate=20070731

6) http://harvesttime.890m.com/

7) http://texaslawyer.typepad.com/texas_lawyer_blog/2007/08/pyramid-payment.html

8) http://www.6dgr.com/blog/index.php?seid=octaviopm13&blog_id=1302

9) http://legalcashgifting.com/appeal.htm

10) http://club.hbcuconnect.com/cgi-bin/blog.cgi?cid=10&blog_id=93083&reading=1

11) http://www.14thcoa.courts.state.tx.us/opinions/case.asp?FilingID=88174

12) http://www.moneymakergroup.com/lofiversion/index.php/t224310.html

13) http://www.beloblog.com/KHOU_Weather_Watch/archives/2006/02/man_guilty_of_s_1.html

14) http://168.51.178.33/webapp/TDCJ/index2.htm

11 Maio 2009

“EU VIM CHAMAR PECADORES.”

A Igreja é a assembléia ou a reunião dos remidos do Cordeiro, Jesus Cristo. Reunidos os salvos para adorarem ao Senhor Jesus, edificarem e exortarem uns aos outros, na comunhão de santos, estão abertos para receberem em seu meio todos os pecadores.

Não há na assembléia dos santos lugar para preconceitos, julgamentos condenatórios, restrições seletivas, pois como comunidade alcançada pela Graça salvadora de Jesus é aberta, acalentadora, receptiva e cheia de Amor por todos, sem excessão.

A Igreja entende que não são os sãos que precisam de médico, mas os doentes. Jesus disse: “Ide, pois, e aprendei o que significa: Misericórdia quero, e não sacrifícios. Porque eu não vim chamar justos, mas pecadores. Mas, se vós soubésseis o que significa: Misericórdia quero, e não sacrifícios, não condenaríeis os inocentes. (Mateus 9:13; 12:7)

Na vida comunitária dos santos “se um homem chegar a ser surpreendido em algum delito, vós que sois espirituais corrigi o tal com espírito de mansidão; e olha por ti mesmo, para que também tu não sejas tentado.” (Gálatas 6:1)

Na vida comunitária dos santos, “os pecados de alguns homens são manifestos antes de entrarem em juízo, enquanto os de outros descobrem-se depois. Da mesma forma também as boas obras são manifestas antecipadamente; e as que não o são não podem ficar ocultas.” (I Timóteo 5:24-25)

A comunidade dos santos experimenta piedosamente todos os estágios no tratamento com o pecador impenitente, que rejeita a Palavra do Senhor, que se recusa a arrepender-se: “Se alguém ensina alguma doutrina diversa, e não se conforma com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo, e com a doutrina que é segundo a piedade, é soberbo, e nada sabe, mas delira acerca de questões e contendas de palavras, das quais nascem invejas, porfias, injúrias, suspeitas maliciosas, disputas de homens corruptos de entendimento, e privados da verdade, cuidando que a piedade é fonte de lucro; aparta-te dos tais.” (I Timóteo 6: 3-5)

A comunidade dos santos, no desejo de servir e agradar exclusivamente ao Senhor Jesus, obedecendo Sua Palavra, como um ato contínuo de resposta ao Seu Amor que constrange a cada um de nós, não tem geralmente problemas de convivência e dificuldades de associação com os íncrédulos, mas com os que se dizem irmãos e não são. Quanto a estes a Palavra é muito clara!

“Já por carta vos escrevi que não vos comunicásseis com os que se prostituem; com isso não me referia à comunicação em geral com os devassos deste mundo, ou com os avarentos, ou com os roubadores, ou com os idólatras; porque então vos seria necessário sair do mundo. Mas agora vos escrevo que não vos comuniqueis com aquele que, dizendo-se irmão, for devasso, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com esse tal nem sequer comais. Pois, que me importa julgar os que estão de fora? Não julgais vós os que estão de dentro? Mas Deus julga os que estão de fora. Tirai esse iníquo do meio de vós.” (I Coríntios 5:9-13)

De acordo com a Encilopédia Wikipédia; “em 1870, um texto do Dr. Westphal intitulado "As Sensações Sexuais Contrárias" definiu a homossexualidade em termos psiquiátricos como um desvio sexual, uma inversão do masculino e do feminino. A partir de então, no ramo da Sexologia, a homossexualidade foi descrita como uma das formas emblemáticas da degeneração. Nessa época já existiam leis que proibiam as relações entre pessoas do mesmo sexo.”

De acordo com a Bíblia, o homosexualismo, como a malícia, a contenda, a injúria, a desobediência aos pais, etc é uma paixão infame, torpeza, sentimento depravado, é pecado.

“Pelo que Deus os entregou a paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural no que é contrário à natureza; semelhantemente, também os varões, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para como os outros, varão com varão, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a devida recompensa do seu erro.

E assim como eles rejeitaram o conhecimento de Deus, Deus, por sua vez, os entregou a um sentimento depravado, para fazerem coisas que não convêm; estando cheios de toda a injustiça, malícia, cobiça, maldade; cheios de inveja, homicídio, contenda, dolo, malignidade; sendo murmuradores, detratores, aborrecedores de Deus, injuriadores, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes ao pais; néscios, infiéis nos contratos, sem afeição natural, sem misericórdia.

Os quais, conhecendo bem o decreto de Deus, que declara dignos de morte os que tais coisas praticam, não somente as fazem, mas também aprovam os que as praticam.” (Romanos 1:26-32 e textos correlatos)

“Não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbedos, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus.

E tais fostes alguns de vós; mas fostes lavados, mas fostes santificados, mas fostes justificados em nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus.” (I Coríntios 6:9-11)

A Igreja deve tratar o indivíduo que pratica o homosexualismo com amor, misericórdia e compaixão, deve tratar dele ou dela como alguém que carece de cura e libertação, que precisa do Médico Jesus, como todos os outros que vivem na prática de qualquer outro pecado ou tem algum outro comportamento não somente doentio, mas pecaminoso.

“Ou não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que habita em vós, o qual possuís da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por preço; glorificai pois a Deus no vosso corpo.” (I Coríntios 6:19-20)

Não há lugar na Igreja do Deus vivo para pecadores que não foram lavados pelo Sangue de Jesus, que não foram justificados e santificados.

Jesus chama todos aos arrependimento e a receberem a Ele pela Fé, a confessarem-no como Senhor e crerem na Sua Morte na Cruz do Calvário e na Sua ressurreição dentre os mortos.

Com os que creem e se arrependem, a Igreja deve trabalhar para ajudá-los a vencerem seus pecados, a mudarem seus comportamentos e estilos de vida e a fortalecê-los na Fé Cristã. E no caso específico daquele que praticava o homossexualimo deve procurar ajuda médica, deve encaminhá-lo para casas ou ministérios especiais que trabalham com sua reabilitação e deve acompanhá-los e assistí-los através de casais maduros. “A Lei do Senhor é perfeita e restaura a Alma” (Salmos 19:7)

Quanto ao exercícío da liderança cristã a Palavra de Deus é igualmente muito clara:

“É necessário, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma só mulher, temperante, sóbrio, ordeiro, hospitaleiro, apto para ensinar; que governe bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição, com todo o respeito.

Da mesma forma os diáconos sejam sérios, não de língua dobre, não dados a muito vinho, não cobiçosos de torpe ganância, guardando o mistério da fé numa consciência pura. Os diáconos sejam maridos de uma só mulher, e governem bem a seus filhos e suas próprias casas.”(I Timóteo 3:2 4, 8-9 & 12)

Toda igreja evangélica ou comunidade eclesiástica cristã que afirma ser a Palavra de Deus (Antigo e Novo Testamento) a final e essencial autoridade para a Fé Cristã, doutrina, prática e conduta deve fazer vigorar em sua Constituição ou Estatuto o seguinte texto:

1 – A Igreja (no caso a organização) sustenta padrões bíblicos (mais especificamente os padrões neo-testamentários) de ética e moralidade em cada área da vida.

2 – A membresia, vínculo empregatício ou serviço voluntário inclue um comprometimento por cada indivíduo em aderir aos padrões divinos de conduta e estilo de vida. Enquanto isto se aplica a todas as áreas da vida, deve ser explicitamente entendido que a Igreja acredita que o casamento monogâmico e a união heterosexual precisa ser reservada somente para o Matrimônio e insiste na abstinência sexual para os solteiros.

3 – A Igreja afirma que relacionamentos sexuais extra-conjugais, premaritais e homosexuais são inconsistentes com o Ensino das Escrituras e não serão tolerados.

Deus ama tanto os pecadores, todos eles (eu e você!) que disponibilizou o Evangelho para cada um de nós. Por isto, não nos envergonhamos do Evangelho “pois é o Poder de Deus para a Salvação (transformação) de todo aquele que crê.” (Romanos 1:16)

Todas estas questões se resumem numa só resposta, e positiva, à pergunta: Você crê?

30 Abril 2009

REFORMA IMIGRATÓRIA JÁ.

Neste Primeiro de Maio (1/5/2009) milhares de pessoas em todos os Estados Unidos, no mesmo dia, na mesma hora, vão levantar suas vozes para dizerem, com ordem, legítima e pacificamente, um SIM À REFORMA IMIGRATÓRIA JÁ.

Não teria palavras suficientes para enfatizar a importância destas manifestações dentro do cenário político nacional, em favor de uma Reforma que venha resolver de vez as questões legais de milhões de pessoas trabalhadoras e honestas neste país.

Estamos esperando uma Reforma Imigratória total e inclusiva, para que de uma vez por todas, sejam resolvidas estas questões em favor de todas as famílias imigrantes.



Não existe na agenda de millhares de membros de nossas comunidades uma outra prioridade tão importante, necessária e urgente.

Enquanto manifestam democraticamente, os que confiam em Jesus Cristo como Governador Supremo de toda a Terra, podem clamar a Ele em favor destes milhões de imigrantes que necessitam sair das sombras para a plenitude dos direitos constitucionais deste País. Podem ainda orar e interceder pelas autoridades locais, estaduais e nacionais que governam esta Nação, como ordena a Palavra de Deus: "Levantando mãos santas em todo lugar... principalmente pelos que estão investidos de autoridade..."

E que mudem-se as leis de imigração de tal modo que facilite a vinda daqueles que desejam ainda emigrarem-se para os Estados Unidos no futuro, de acordo com a necessidade. É preciso que abram-se vias oficiais e legais. Porque é fato: imigrantes somente entram em outro país ilegalmente quando as portas da legalidade estão fechadas. Não deveriam fazê-lo, é verdade, não se deve desrespeitar as Leis em nenhuma sociedade. Porém a realidade é outra, e tornou-se nua e crua, quando a necessidade de sobrevivência e de uma vida melhor suplantaram os riscos de uma aventura como a que muitos experimentaram nestas jornadas.

E como a necessidade do país que acolhe os imigrantes é do mesmo tamanho da carência daqueles – necessidade de mão de obra, condições de moradia, escolas, etc - acabam-se todos adaptando-se, relacionando-se e interagindo: é a realidade dos milhões que aqui vivem. Criou-se uma “ilegalidade branca” tanto para os que emigraram quanto para a sociedade que os receberam. Com direito até a uma conivência oficial que concede aos “ilegais” uma “identidade de pagamento de imposto – o número do ITIN”, para recolherem seus impostos, já que honestamente trabalham e ganham o seu dinheiro aqui.

Não querendo fugir do debate das questões pertinentes, a hora não reclama acusações nem as autoridades enforçarem as Leis vigentes, mesmo porque não se pode realisticamente expulsar mais de 12 milhões de seres humanos deste país. Não obstante entendamos que os que cometem crimes precisam ser punidos, julgados, condenados e até deportados, não os cidadãos trabalhadores, cujos filhos alegram as ruas deste país, não os jovens que desejam realizar seus sonhos nas universidades mais privilegiadas do planeta, nem os pais deveriam ser deportados e separados dos filhos que aqui nasceram, sim os meninos de hoje que como no passado tais quais os filhos dos primeiros Pilgrims, escrevem a grande história deste País.



É preciso mudar o que a Bíblia chama de "leis injustas" por Leis Justas que liberem estes milhões de pessoas. Um país que investiu e ainda investe bilhões de dólares para liberar outras nações como o Afeganistão e o Iraque, precisa exercer a mesma ação para liberar milhões de seres humanos em suas próprias terras.

Se este ano não for aprovada a Reforma Imigratória, dificilmente outra oportunidade como esta acontecerá no primeiro mandato do Presidente Obama. Nunca nos últimos anos, apesar da crise econômico-financeira, o quadro favorável foi tão propício agora. O Presidente Obama tem maioria absoluta no Senado e maioria na Casa dos Representantes. Esta Reforma tem todas as condições políticas de ser aprovada. É agora ou nunca!

O sofrimento no meio da comunidade imigrante é grande e em muitos milhares de casos, insuportável. Familiares sendo separados de entes queridos, impossibilidade de exercer o simples direito de ir e vir, enfim, é desumana, injusta e cruel a pressão enorme de se viver uma situação de sub-cidadania no País da Liberdade e da Democracia.

Primeiro de Maio vai entrar na história da luta pelos Direitos Civis. No passado, foi a vez dos afro-americanos. Desta vez, os imigrantes que clamam por Leis justas e pela Benção de Deus sobre todos os Estados Unidos, o país que escolheram para serem felizes. Direito este concedido por Deus, que nenhum homem pode negar.

Pr. Josimar Salum é Diretor Executivo do BMNET - Brazilian Ministers Network, email josimar.salum@gmail.com

24 Abril 2009

AVIVAMENTO PESSOAL

“Não tornarás a vivificar-nos para que o Teu povo se alegre em Ti” (Salmos 85:6)

Precisamos de Avivamento!

Precisamos de avivamento gerado pela Palavra, porque os necessitados nos batem à porta e pedem pão, "Pão dos Céus".

Precisamos de avivamento porque há muitos trabalhadores do Reino que querem fazer a obra, mas carecem de recursos dos céus.

Precisamos de avivamento, porque há muitos acomodados e confortáveis no porão do navio "da Igreja" que precisam de despertamento espiritual e de conversão à obediência da Palavra.

A maioria dos últimos "avivamentos localizados", especialmente os das últimas duas décadas estão cheios de curas e milagres, emoções exuberantes e manifestações espirituais - algumas até exóticas, porque de fato são manifestações mais da alma humana do que propriamente do Espírito! Mas nenhum deles produziu transformação social, nem mesmo nas comunidades onde se manifestaram.

Carecemos de avivamento que gere santidade nos crentes ao ponto de transformá-los em melhores esposos e esposas, melhores filhos, melhores amigos, gente que saiba se relacionar com amor e paz e que saibam viver em comunhão e unidade, sem dissenções ou divisões.

Carecemos de avivamento que leve os crentes a viverem a vida na terra com testemunho e honestidade.

Carecemos de avivamento gerado pela Palavra da Cruz que gera a manifestação da Graça de Deus "trazendo salvação a todos os homens, ensinando-lhes que, renunciando a impiedade e os desejos mundanos, vivam neste presente século sóbria e justa e piamente". (Tito 1:11-12)

Carecemos de avivamento de Pão que mantém o Fogo do Espírito, o Fogo que consome todo o pecado, injustiça e iniquidade. Se é somente "fogo", sem Palavra, não é o Fogo do Espírito, mas fogo estranho que geralmente se manifesta em profecias falsas que prometem sucesso e prosperidade para quem vive no pecado e é amigo do mundo nos seus feitos e diversões.

Porque o Espírito manda dizer "aos justos que bem lhes irá, porque comerão das suas obras. Ai do ímpio (o que pratica o pecado)! Mal lhe irá, porque a recompensa das suas mãos se lhe dará" (Is 3:10-11). "O que medita na Lei do Senhor de dia e noite... tudo quanto fizer prosperará. Não são assim os ímpios, mas são como a moinha que o vento espalha (quanta gente boa, mas gente ímpia espalhada!). Pelo que os ímpios não SUBSISTIRÃO NA CONGREGAÇÃO DOS JUSTOS. Porque o Senhor conhece o caminho dos justos, mas o caminho dos ímpios perecerá" (Sl 1:1-6).

Por tudo isto, não deveríamos estranhar quando "escândalos" estouram em nosso meio, no meio dos santos e justos do Senhor! É que o íniquo não pode subsistir na congregação dos justos! "Porque até importa que haja entre vós heresias, para que os que são sinceros se manifestem entre vós"(I Co 11:19).

Carecemos de avivamento da Palavra Viva do Deus vivo que leva aos crentes a não se escandalizarem quando "proeminentes e carismáticos pregadores e cantores" caem em pecado e se "desviam" trazendo vergonha e afronta para seus "ministérios" Por isto é que carecemos mesmo de um avivamento de sede e fome da Palavra que gera maturidade e discerninento espirituais, porque a Palavra ensina que se conhece a árvore pelo seu fruto. Em outras palavras, não se conhece o pregador pela sua pregação nem o cantor pelas músicas que canta, mas pelo seu testemunho que somente conhece quem convive com eles. O profeta é aprovado não pelo seu dom, mas pelo seu caráter. E a nós cabe prová-los, porque não se pode acreditar na mensagem e na pregação de falsos profetas.

“Oh! Se fendesses os céus e decesses!”

“Oh! Se fendesses os céus e decesses!” - clamou ardentemente o profeta muitas vezes, e Deus, consigo mesmo, resolveu responder.

Deus abriu uma pequena fenda nos céus e enviou um anjo até um sacerdote ocupado com os assuntos de Deus chamado Zacarias, para anunciar que sua esposa estéril (de ventre selado como os céus de Israel) daria a luz a um profeta, João, que anunciaria a resposta à oração centenária de outro.

Deus abriu outra pequena fenda, e enviou o mesmo anjo para visitar uma mocinha da roça, chamada Maria, para anunciar que ela daria a luz à resposta da oração centenária do profeta Isaías.

“Oh! Se fendesses os céus e decesses!” continuava ressonando nas moradas altíssimas de Deus até que Ele deu um passo, pequenino, e desceu. Ao descer, os céus fenderam-se e abriram-se. Somente alguns poucos pastores sem importância assistiram aos céus abertos. E o restantes dos homens não viram quando os montes se escoaram diante da Sua face. Os adversários pasmaram ante a notoriedade de Seu Nome. Mesmo sem perceberem, as nações tremeram diante da Sua presença. Sim, os céus se fenderam e Jesus desceu. Deus se fez carne e habitou entre nós.

Avivamento é a chegada de Jesus

Avivamento é a chegada de Jesus. Quando Jesus chega coisas terríveis acontecem. O povo recorda-se dos grandes feitos dEle no passado e a memória recente dos famosos se dissipa e desaparece. O povo pára de tropeçar, pecar e experimenta descanso do Espírito do Senhor. O zelo pelo Senhor e pelo Seu Reino torna-se sua plena ocupação.

A bondade e a compaixão inundam de vida os corações das pessoas enquanto relacionamentos se enchem de fervor e de consideração mútua. Barreiras caem, reconciliações abundam e como ninguém é importante – só Jesus – todos se abraçam e vivem em sintonia. Os nomes perdem o sentido, as estrelas caem, e se alguém é mencionado, só por respeito e carinho, mas nunca para evidência. Notório e elevado, somente o Nome de Jesus. Pois Ele mesmo disse: “Vós sois os que vos justificais a vós mesmos diante dos homens, mas Deus conhece os vossos corações; porque o que entre os homens é elevado, perante Deus é abominação.” (Lc. 16:15)

O povo, com alegria, passa a praticar a justiça; e em tudo o que faz lembra-se do Senhor em todos os seus caminhos. O que chama de secular se torna sagrado e o que era sagrado continua sendo sagrado em qualquer lugar.

Jesus com Sua chegada - Palavra e Poder - sacudiu a religião dos homens. Como Jesus alvoroçou as reuniões sabáticas das sinagogas! Em sua própria cidade ofendeu a maioria dos que O conheciam desde criança. Com a mesma intensidade Sua chegada queimará a lenha de nossos cultos e ofertas religiosas, porque nossas reuniões são previsíveis, programáticas e bitoladas pelos limites de nossos planos e agenda.

Jesus viveu como um Leão. Só se tornou Cordeiro à caminho do Calvário. Era feroz contra a hipocrisia dos pastores e padres de sua época. Sim, Ele nos encherá de furor e ódio contra o pecado, a hipocrisia, a injustiça e a miséria.

A chegada de Jesus muda estruturas, transforma modelos, traz de novo o sobrenatural. O Temor do Senhor e a expectativa ardente pelo próximo mover encherão o coração do que é maravilhoso.

Jesus com Sua presença poderosa e pertubadora destruirá nosso conforto - “modus vivendi” e nos encherá de zelo exagerado pela Sua causa em alcançar os perdidos.

Jesus é o Avivamento

Jesus é o Avivamento que produzirá crentes de palavras mansas e incapazes de ofender ao irmão e ao próximo. Avivamento que produzirá reconciliação pelo perdão. Avivamento que nos levará a atitudes cheias de Amor. Avivamento que nos fará arder de compaixão pelos perdidos. Avivamento de crentes quebrantados e de crentes que oram de verdade. Avivamento que prozuzirá o Caráter de Deus estampado na vida de cada irmão.

A santificação será naturalmente cultivada sem a necessidade de incentivo externo. Avivamento que produzirá uma nova linguagem para os crentes, pureza nas palavras, pureza de pensamentos e nas atitudes.

Avivamento que centraliza a Cruz de nosso Senhor Jesus, o Seu sangue, fonte de perdão, purificação e libertação. Sangue precioso que livra da culpa, da condenação, das mágoas, dos ressentimentos, de pecado e da morte.

Avivamento da alegria sobrenatural do Espírito Santo. Alegria superabundante. Sim, um Avivamento de Alegria, de júbilo, de louvor a Jesus. Avivamento de Unção, Vinho Novo, de um Batismo de Alegria que fará as pessoas agirem como se estivessem embriagadas. Não vos embriagueis com vinho, mas enchei-vos do Espírito. (Ef. 5:18)

Avivamento que levar-nos-á a compaixão pelos irmãos e irmãs. Avivamento de Unidade e União dos crentes. Jesus Cristo revelado e manifestado na vida de cada um. Sua Glória enchendo a Igreja dando-nos a sensação de Sua majestade santa. Que nos fará comtemplativos de Sua soberania.

Ficaremos maravilhados com Sua grandeza, Seu domínio, Seu poder, Sua honra, Seu louvor, Sua presença sem medidas expressos na vida de cada um.

16 Março 2009

Uma análise do humano nas comunidades eclesiásticas brasileiras.

As comunidades eclesiásticas de lingua brasileira nos Estados Unidos são extensões das mesmas entidades eclesiásticas do solo brasileiro.

As “igrejas” das Assembléias de Deus na Grande Boston e em outras cidades e vilas de Massachusetts, por exemplo, importadas do Brasil, foram trazidas reproduzindo a mesma fragmentação do Brasil, e embora sejam unformizadas por pertencerem a mesma denominação, são oriundas de ministérios diferentes, cada um destes ministérios, os mais significativos, procurando estabelecer nas terras americanas sua representação.

É comum encontrar aqui quase todos os Ministérios das Assembléias de Deus do Brasil. Aquelas igrejas que surgiram de divisão de outras Assembléias estabelecidas, acabaram recebendo apoio de algum outro ministério do Brasil e quando não, permaneceram mesmo solitárias empunhando a bandeira da Assembléia: a placa lhes dão legitimidade, o importante é manter o nome, mesmo independentes, e sua liturgia e eclesiologia as identificam. Porém, comum a todas são as divisões que acontecem sempre e pelos mais variados motivos.

A fragmentação do chamado Ministério de Boston, ou Igreja do Avivamento Mundial, produzida especialmente em consequência da publicação do Livro “O Triunfo Eterno da Igreja” e de outros fatores não somente doutrinários e litúrgicos, mas de ordem financeira, produziram muitas igrejas também chamadas Assembléias de Deus ou Ministérios, os mais diversificados, com nomes variados, baseados na figura de seus fundadores. Deste modo reproduzem a mesma estrutura e o mesmo “status quo” da “grande mãe.”

As igrejas Batistas, fundadas por pastores da Convenção Batista Nacional (conhecida como Igreja Batista Renovada), também implantaram igrejas aqui na mesma linha da Renovação Espiritual, com tradições batistas.

Foram fundadas independentemente sem ligações entre os líderes entre si. Aqui a maioria destas igrejas passaram por divisões seguindo os mesmos processos de divisão nas terras brasileiras. Parece-me que carregam este DNA. Não conseguiram permanecer unidos como denominação. Nem mesmo através da CIBRA – que por um bom período agrupou estas igrejas numa harmonia bem exemplar e nem mesmo através da ALIANÇA ligada às Igrejas Batistas Americanas. Estas por sua vez se reuniram representadas por líderes de diferentes grupos e seguimentos batistas renovados, mas exacerbaram aqui as grandes diferenças que já tinham no Brasil.

As igrejas Batistas fundadas por pastores oriundos das Igrejas Batistas da Convenção Batista Brasileira, ligadas nos Estados Unidos, pela Convenção Batista do Sul, mantém um bloco mais homogêneo, por força da tradição e doutrinas batistas, porém apresentam uma tensão entre si bem dinâmica, pela dificuldade de reconciliação e convivência de alguns líderes, que por sua vez, mantendo o DNA dos irmãos Nacionais seguem se dividindo e se multiplicando sempre com o apoio final da Convenção que oferece sua “sombrinha” para todos, desde que permaneçam Batistas.

As Igrejas do Evangelho Quadrangular também se reproduziram e se mantém fiéis à versão brasileira. Por muitos anos têm sido supervisionadas por uma liderança mansa e amiga, reconciliadora, que mantem o grupo unido, motivado e fiel às raizes denominacionais, mas que protege a versão brasileira da influência americana, mantendo esta apenas como cobertura político-eclesiástica. Enquanto durar esta proteção, os brasileiros seguirão avançando e crescendo.

Seguindo esta linha de importação, a Comunidade Cristã Fonte da Vida, os Adiventistas do Sétimo Dia, a Igreja Maranata, os Presbiterianos, os Metodistas, outras denominações e ultimamente a Igreja Internacional da Graça, cada uma já marcam a sua presença representativa nas terras do “Tio $am.”

Os movimentos do G-12, da Visão Celular e da Igreja com Propósitos permearam o universo das igrejas evangélicas nos últimos anos, gerando em todo o canto, aceitação plena, ou rejeição exagerada ou indiferença. É que muitos pastores e líderes sem se preocuparem com a força da uniformização destes movimentos, mantiveram-se vivenciando ao seu peculiar modo de existir e com o que já estavam fazendo e com o que já estavam envolvidos.

Outros grupos considerados por muitos seguimentos evangélicos como proscritos, surgiram à parte deste universo evangélico brasileiro nos Estados Unidos, como a Igreja Local e a “Comunidade dos Discípulos” como é identificada por alguns.

E à revelia teem surgido outros grupos de crentes que se reunem nas casas por terem rompido com o modus evangelical eclesiástico vigente, com tendências de se multiplicarem e de crescerem. Não têm “pastor” e se reunem para orar, ler e estudar a Bíblia e terem comunhão, observando um mínimo de estrutura. George Barna no livro “Revolução” constata estatisticamente que este é o seguimento que mais cresce nos Estados Unidos.

No meio deste universo, muitos pastores fundaram igrejas independentes e comunidades as mais variadas, geralmente organizadas como frutos de rompimentos com grupos estabelecidos, como subdivisões das divisões no processo prematuro histórico recente destas igrejas “evangélicas”, gerando ordenações de obreiros apenas por necessidade de justificarem sua liderança sobre estas novas igrejas ou mesmo por auto reconhecimento, passando a se auto denominarem de “pastores ou pastoras” ou “apóstolos”.

Neste grupo ainda encontram-se os que foram achados em alguma falta, especialmente moral, e rejeitando a disciplina do grupo onde estavam inseridos, romperam com o grupo, divorciaram-se, casaram-se novamente e começaram novas igrejas. Com o passar do tempo, geralmente em alguns poucos anos, passam a serem aceitos dentro da comunidade dos pastores de uma certa região.

Quem olha de fora imagina que haja uma grande organização por trás de tudo isto, que promove esta diversificação enorme, que engendra esta implantação de tantas igrejas como se fora resultado de um planejamento estratégico.

De fato, em parte, é em alguns poucos grupos o processo normal de um crescimento planejado. Mas em sua maioria é um grande caldeirão de relacionamentos rompidos, de rejeição conveniente dos padrões bíblicos, de uma aversão à praxis e ética do Novo Testamento, de uma dinâmica de convivência difícil produzida pela luta pelo “poder eclesiástico”, pela luta pela sobrevivênca ou simplesmente por avareza, por causa da intolerância, da discórdia e da pobre compreensão da vocação e do chamado ministeriais.

Todas estas comunidades eclesiásticas, teem em comum, com raríssimas excessões, o desenvolvimento de uma mesma liturgia nas suas reuniões, que chamam de “culto” ou “celebração”. Todos os cultos basicamente em qualquer “igreja” teem o período de louvor, um período de orações ou da oração, dos avisos, do testemunho, das apresentações de cantores, conjuntos ou grupos de dança, da oferta (que atualmente toma boa parte do tempo), da pregação, do apelo, da ida ao altar e da oração pelos que atendem ao apelo.

Tudo é previsível e já se espera o que vai acontecer. Esta uniformidade das igrejas evangélicas reflete uma forma de culto centenária. Esta baseada no dirigente, que geralmente é o pastor, e não tem a participação do grupo de crentes intensivamente, mas de alguns esporadicamente e exclusivos.

Na maioria das igrejas, especialmente as pentecostais e as neo-pentecostais, o culto sempre tem que trazer elementos de atração ou novidades, e é carregado de muitos simbolismos e atos, que em alguns seguimentos, chamam de “atos proféticos”. A personalidade é marcante, distinta, carrega uma iluminação especial, opera algum milagre, o povo espera dele ou dela a benção... O sacerdócio real dos crentes foi esquecido!

Na maioria das igrejas a Teologia Bíblica, a Pregação Expositiva da Palavra e a Pregação da Mensagem da Cruz tornaram-se raridades, pois o que é valorizado é a experiência espiritual ou a prática, mesmo que não tenha embasamento bíblico. Verbalizando, a coisa é mais ou menos assim: se dá resultado, deve ter a aprovação de Deus!

O texto bíblico funciona sempre como pretexto para se transmitir a Revelação Especial de Deus, que em última análise, nem confere com as Escrituras, é um caso. A interpretação do texto é livre, cada palavra embora com significado próprio, é apenas o instrumento da “exegegue” que justifica o discurso já antes preparado, sem sequer ter sido consultado e interpretado previamente o texto das Escrituras. As expressões “Deus me revelou” ou “Deus me disse” são comuns, e atribuem ao lider uma autoridade quase absoluta e inquestionável, pois afinal de contas quem ousaria questionar o que Deus fala e quem ousaria contradizer ou mesmo dialogar com um homem ou uma mulher tão próximo de Deus.

O perigo de uma certa divinização do líder é quase inevitável com implicações éticas liberalizantes, pois a quem Deus fala assim passa a viver acima de qualquer repreensão e ter o direito de fazer o que quiser.

Na maioria das igrejas a música segue sempre uma moda atual vigente, assim é comum assistirmos os estilos, os trejeitos, os modos virem e irem. Houve tempo em que se adorava de costas. Passou! Aí devíamos deitar... E todo mundo deitava... E assim por diante... Faltando uma genuinidade e expontaneidade natural nos adoradores sem se preocuparem em seguirem formas e modelos massificados pela mídia evangélica.

A maioria das igrejas copia sempre a maior influência do momento e se sujeita a seguir modismos que tornam todo mundo igual por fazer as mesmas coisas sempre até que algo novo surja.

É preciso ensinar aos crentes e aos pastores que o culto que se oferece a Deus é racional. Não anulamos as emoções porque Deus é um Deus tão cheio de sentimentos como nós somos, mas é preciso arrazoar para não continuarmos sendo estações repetidoras ao invés de nos tornarmos estações transmissoras. Gente que raciocina a Palavra e dialoga a Palavra, porque o tempo de amadurecer chegou tanto quanto o de aumentar o discernimento das coisas espirituais.

Urge imediatamente uma análise não humana, mas de Deus sobre nós. “Sonda-me, ó Deus...”

Nossa relevância para conosco mesmo é medida pela profundidade de nossa honestidade ao sermos iluminados pela Luz da Palavra, e conscientemente ressonarmos o que a Palavra diz a nosso respeito.

Não podemos brincar de faz de conta. Não podemos amenizar a nossa dor e o sofrimento
produzidos pela tristeza que vem Deus que opera o arrependimento “decretando” a diminuição da “espada de dois gumes que penetra até a divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração.” (Hb 4:12)

É preciso repensar e estudar nas Escrituras o que significa Igreja e Reino, porque acho que não experimentamos ainda nenhum nem outro.

É preciso renunciar a todo o misticismo que nos afasta da Cruz de Cristo.

É preciso rogar, chorar e gemer se preciso for, para conhecermos o que significa sermos aprovados por Deus, porque se esta igreja estampa em si algum carimbo, é este: “Desaprovada por Deus.”

É preciso renunciar a todo o simbolismo e ritual medievais, pois não precisamos de sombras para nos achegarmos a Cristo, só precisamos ir.

É preciso restaurar o centralização da Mensagem e Teologia Bíblicas, mesmo que isto custe a perda das multidões e consequentemente de seus dízimos e ofertas.

É preciso pregar expositivamente a Palavra de Deus significando todo o Conselho de Deus, ainda que nos custe horas de estudos das Escrituras e aquelas orações com gemidos inexprimíveis que há muito não conhecemos mais, se é que as conhecemos algum dia.

É preciso pregar e proclamar da Mensagem da Cruz e viver a obediência do que significa renunciar tudo, tomar a Cruz e seguir a Cristo.

Josimar Salum
Pompano Beach, FL USA
14/03/2009

07 Fevereiro 2009

A TRAIÇÃO DE ABSALÃO

Em II Sm. 15:1-6 lemos: “E aconteceu depois disto que Absalão fez aparelhar carros e cavalos e cinquenta homens que corressem adiante dele. Também Absalão se levantou pela manhã e parava a uma banda do caminho da porta. E suscedia que a todo o homem que tinha alguma demanda para vir ao rei em juízo, o chamava Absalão a si, e lhe dizia: De que cidade és tu? E dizendo ele: Duma das tribos de Israel é teu servo. Então Absalão lhe dizia: Olha os teus negócios são bons e retos, porém não tem quem te ouça da parte do rei. Dizia mais Absalão: Ah, quem me dera ser juiz na terra! para que viesse a mim todo o homem que tivesse demanda ou questão, para que lhe fizesse justiça. Sucedia também que quando alguém se chegava a ele para se inclinar diante diante dele, ele estendia a sua mão e pegava dele e o beijava. E desta maneira fazia Absalão a todo o Israel que vinha ao rei para juízo; assim furtava Absalão o coração dos homens de Israel.”

Absalão agiu assim porque guardava uma grande ofensa e uma grande mágoa de seu pai. E ele agiu assim não somente por alguns dias, mas por muitos anos.

O problema foi que Absalão matou a seu meio-irmão Amnon que havia cometido um incesto com sua própria irmã. Depois deste assassinato foi obrigado a viver longe de Jerusalém por muitos anos e só depois deste longo exílio, seu pai, o rei Davi, permitiu que ele retornasse a Jerusalém com a condição que não visse o seu rosto. Absalão porém implorou ao seu pai que o recebesse. Ao vê-lo novamente Davi o beijou, mas a reconciliação de ambos não foi completa.

Quando intentamos a reconciliação com um irmão ou irmã, deve ser completa. Não pode ficar nada escondido nem reservas que não sejam tratadas. Não podemos fingir de reconciliação, mas tratar tudo à luz do Senhor. Se uma reconciliação não é completa nos padrões que Jesus estabeleceu para nós, mais cedo ou mais tarde uma raiz de amargura irá brotar e irá contaminar a muitos e até toda a igreja.

Pessoas que se ofenderam mmutuamente um ao outro com profundidade devem reconciliar-se com profundidade. Não será dando um tapinha no ombro do outro e ignorando os fatos acontecidos ou fingindo que tudo o que aconteceu deve ser esquecido, que se resolverá o assunto diante de Deus. O próprio Senhor chama-nos para nos arrazoarmos com Ele. Com um coração cheio de amor e perdão podemos tratar do passado e estabelecer uma verdadeira reconciliação.

Sem revolver o assunto com seu pai e primordialmene em seu coração, Absalão começou a ficar então à porta do palácio para saudar todos os israelitas que vinham resolver suas demandas com o rei. Com engano e bajulação pouco a pouco foi desmerecendo e diminuindo a autoridade de seu pai.

Este espírito de Absalão, espírito de traição, ataca a igreja hoje operando através principalmente de líderes, mas também de membros ofendidos ou descontentes, que traem a autoridade da liderança da igreja. Líderes e membros que têm um desejo de controle, agem independemente e gostam das atenções voltadas para eles. Se não estão desempenhando um papel de evidência ou não têm alguém de seus familiares ou alguém de seu grupinho de amigos em evidencia não têm motivação alguma na casa de Deus.

Em II Sm. 15:11 nós lemos que pelo menos duzentos homens foram enganados por este jogo sujo de Absalão. Há líderes, diáconos, obreiros e outros pastores, geralmente os mais antigos da igreja, que de repente não desejam mais ser liderados pela VERDADEIRA, GENUINA E AUTÊNTICA LIDERANÇA DE DEUS e assim tornam-se vulneráveis a este espírito. É que muitos não conseguem e não podem trabalhar na igreja somente desempenhando um papel de apoio.

Meus irmãos, como crentes sinceros vocês irão se guardar deste espírito não aceitando criticas nem criticismo contra a liderança espiritual de sua igreja. Recuse-se a ouvir qualquer crítica de seus líderes. Digo mais, recusem-se a ouvir críticas de qualquer líder espiritual de qualquer igreja.

Um espírito de traição que está atuando numa outra localidade pode afetar a nossa própria localidade se tomamos parte nas críticas de outros crentes aos seus líderes.

“Não confiem numa pessoa simplesmente por causa de seu título ou sua posição na igreja. Procure ver o fruto que estes líderes produzem nas suas vidas e relacionamentos.” (Picket)

Uma desavença entre um líder e seu pastor quando não é resolvida apropriadamente irá abrir uma brecha para a atuação deste espírito de Absalão.

Há crentes que se tornam abertos e desprotegidos aos ataques deste espírito quando começam a criticar o trabalho de seus líderes e de seus pastores.

Precisamos entender que Deus aponta pessoas para cada área de liderança. Se sua posição na igreja é a de um professor da Escola Bíblica, um "levita", um diácono, um "evangelista", ou mesmo "um membro que participa dos cultos simplesmente com sua presença e contribui com suas orações e ofertas" esteja contente com isto. Você estará neste lugar de segurança e no lugar onde Deus derramará sobre ti a Unção.

Muitos pensam que podem agir independentemente ou paralelamente junto ao ministério da igreja. Não seguem orientação da liderança da igreja. Só se envolvem na "obra" se são suas idéias que estão sendo trabalhadas.

Aquele que não está debaixo (no sentido de cobertura, não de dominação) da autoridade da liderança de uma igreja local não deve ser digno de confiança.

Não confie em alguém rebelde, crítico e insubmisso aos seus "pastores e líderes". Fuja de todo aquele que só oferece críticas aos seus líderes.

Um líder verdadeiro é conhecido pela sua capacidade de trabalhar com outro líder. Se você como líder não pode aceitar a orientação certa de outro líder que compartilha a mesma posição que a sua, você não está preparado para ser um líder na igreja do Senhor.

Pessoas escandalizadas ou ofendidas na igreja são aquelas que foram tratadas injustamente ou pensam que foram tratadas injustamente.

Muitas saíram de algumas igrejas escandalizadas com o erro ou a queda de seus pastores ou líderes. Ficaram muito ofendidas e escandalizadas. E enquanto não perdoarem a seus pastores no passado não ficarão totalmente sadias.

Todo o crente que justifica sua frieza como sendo o resultado de ter-se escandalizado com o pecado de seus líderes foi apanhado por este espírito sujo. Precisam deixar de ser orgulhosas e de achar que teem razão em agirem assim, para que possam ser curadas e libertas.

Quando a pessoa não resolve a ofensa começa a ficar agressiva e depois seu coração se enche de ódio. A partir daí somente agiram com críticas e apontando as coisas negativas e escandalosas que tomam conhecimento. Amargura gera ódio, ódio que leva a a uma ira desenfreada de tudo e de todos que finalmente levará à morte.

As causas da ofensa geralmente estão na nossa própria mente e são alimentadas pelos nossos próprios pensamentos e julgamentos.

Nós achamos como todo o mundo pensa que afinal temos nossos direitos: “Estes são os meus direitos!” E nosso orgulho defendendo nossos direitos, procurando nossos próprios interesses e de fato a nossa própria promoção recusa-se a perdoar aqueles que não nos reconhecem ou, como pensamos, não entendem que não poderíamos jamais sofrer este ou aquele tipo de ofensa!

Assim é que toda a igreja está sendo abençoada, o Senhor está operando em todo lugar abençoando o Seu povo e estes crentes com seus “direitos exclusivos” estão padecendo e sofrendo uma situação de amargura e tristeza por distanciarem-se da comunhão dos santos! Crentes isolados dentro de casa, que se reunem somente com familiares e entre os outros que pensam da mesma forma, que não teem comunhão com o Corpo de Cristo são grupos de seitas espalhadas por todo o canto.

Pior, não somente ficam isolados, de cabeça baixa, rostos entristecidos, coração amargurado, mas contaminam os outros com seus argumentos e reclamações.

Já ouviu um crente dizer: "Ah! mas o pastor fulano não agia assim, não. Ah! Eu aprendi assim e não vou mudar. Este é o meu direito." Irmãos, nós somente temos um direito em Cristo que é o privilégio de dever amar a todos como Ele nos amou!

Nós podemos nos sentir ofendidos pelos próprios desafios, testes e provas que o próprio Deus nos dá. Deus desenvolve o Seu caráter em nós através destas tribulações. Mas se respondermos positivamente a estas provas seremos livres de ficarmos escandalizados e ofendidos. Se alguém nos ofendeu ou fez alguma coisa que pudesse nos escandalizar Deus já sabia disto antes e permitiu que passássemos por tudo isto. Somos provados por estas circunstâncias. Mas se nossa vontade e atitude é de perdoar sempre quem quer que seja, estaremos livres dos estragos deste espírito maldito.

Em Lucas 17:1 nós lemos: “É impossível que não venham escândalos (ou ofensas), mas ai daquele por quem vierem.”

Escândalo e ofensa é a mesma coisa. Não há como vivermos nesta vida sem passar por uma ou por outra coisa.

Porém, não é a ofensa em si que é o problema, mas como reagimos a ela. Só o nosso orgulho e soberba nos impede de perdoar. De perdoar até a nós mesmos por coisas terríveis que praticamos. Sim é soberba, pois se Jesus nos perdoa todas as iniquidades, pecados e ofensas, quem somos nós para não perdoarmos? A nós ou a qualquer quem que seja?

Saaiba de uma coisa: quem ofende ao seu irmão ofende ao próprio Jesus. Deixe Jesus, portanto, agir em seu favor se você for ofendido ou escandalizado. Jesus estabeleceu este princípio: “E respondendo o Rei lhes dirá: Em verdade vos digo que, quando o fizerdes a um destes meus pequeninos irmãos a Mim o fizestes.” (Mt. 25:40)
É melhor pois, deixar Senhor cuidar de todas estas estas questões!

Injusta ou justamente ninguém tem o direito de ficar ofendido. A ordem de Jesus é a mesma em qualquer situação: Perdoai! Perdoai!

O caminho para vencer a ofensa é mostrar amor ao ofensor.

Há líderes que influenciados por este espírito de traição procuram enganar os membros da igreja e estes começam a tomar partido, a admirá-los e a achar que o ofendido tem mesmo razão. Eles começam a criticar e a recusar a seguir as decisões da liderança. Começam a tentar resolver problemas que não lhes competem resolver. No fundo muitos líderes estão querendo promover a divisão, pois somente nãio divisão é que poderam obter uma carnal promoção.

Muitos ouvem a VERDADEIRA, AUTÊNTICA, GENUÍNA LIDERANÇA ESPIRITUAL - balançam os ombros! - mas ignoram as orientações do líder espiritual deixando-as entrar por um ouvido e sairem pelo outro.

Pouco a pouco, com "tom espititual", sob o pretexto de orarem sobre o assunto começam a ressaltar as imperfeições e limitações do líder.

E então, já tendo orado, introduzem na conversa a motivação oculta: "Ah! Se o Senhor me chamar para esta Obra!"

Verdadeiramente, o Senhor não o chamou, mas por causa de seu orgulho e soberba, o Senhor mesmo o entregou a este espírito faccioso.

Noventa por cento das divisões em "igrejas, ministérios, congregações" que tomei conhecimento ou vivenciei de perto em minha jornada ministerial aconteceram exatamente por estes caminhos e causas, influenciados pelo que chamamos de "Espírito de Traíção."

"Pois não é um inimigo que me afronta, então eu poderia suportá-lo; nem é um adversário que se exalta contra mim, porque dele poderia esconder-me; mas és tu, homem meu igual, meu companheiro e meu amigo íntimo. Conservávamos juntos tranquilamente, e em companhia andávamos na casa de Deus. Aquele meu companheiro estendeu a sua mão contra os que tinham paz com ele; violou o seu pacto. A sua fala era macia como manteiga, mas no seu coração havia guerra; as suas palavras eram mais brandas do que o azeite, todavia eram espadas desembainhadas. (Salmos 55:12-14, 20-21)

Em seu livro "O Próximo Mover de Deus" a irmã Fuscia Picket compartilhou uma palavra que acredita tre sido dada por Deus. Deus lhe advertiu, dizendo: Eu não, Eu não, - três vezes - Eu não permitirei ninguém que toca no Meu Plano, no Meu Programa, nos Meus Profetas e na Minha profecia ser parte ou participar no próximo mover de Deus."

"Todos os salvos são ungidos de Deus. Quando eles eram ainda poucos em número, de pouca importância, e forasteiros nela, andando de nação em nação, dum reino para outro povo, não permitiu que ninguém os oprimisse, e por amor deles repreendeu reis, dizendo: Não toqueis nos meus ungidos, e não maltrateis os meus profetas." (Salmos 105:12-15) Deus lidará duramente com todo o líder que oprime os servos do Senhor.

Como não é assunto sem importância para Deus alguém envolver-se em criticismo e em traição contra um servo ungido de Deus, refiro-me as líderes que o Senhor estabeleceu sobre Seu Povo.

"Contudo, semelhantemente também estes falsos mestres, sonhando, contaminam a sua carne, rejeitam toda autoridade e blasfemam das dignidades. Mas quando o arcanjo Miguel, discutindo com o Diabo, disputava a respeito do corpo de Moisés, não ousou pronunciar contra ele juízo de maldição, mas disse: O Senhor te repreenda. Estes, porém, blasfemam de tudo o que não entendem; e, naquilo que compreendem de modo natural, como os seres irracionais, mesmo nisso se corrompem. Ai deles! porque foram pelo caminho de Caim, e por amor do lucro se atiraram ao erro de Balaão, e pereceram na rebelião de Coré. Estes são os escolhidos em vossos ágapes, quando se banqueteiam convosco, pastores que se apascentam a si mesmos sem temor; são nuvens sem água, levadas pelos ventos; são árvores sem folhas nem fruto, duas vezes mortas, desarraigadas; ondas furiosas do mar, espumando as suas próprias torpezas, estrelas errantes, para as quais tem sido reservado para sempre o negrume das trevas." (Judas 8-13)

Se dermos lugar a este "espírito de traição" sofreremos as consequências. Muitos já estão sofrendo as consequências deste pecado e precisam clamar por misericórdia, confessar seu pecado diante de Deus, rogando-Lhe Seu perdão e mais, precisam pedir perdão e reconciliar com aquele que os ofenderam ou foram ofendidos.

Proteja-se meu irmão, proteja-se minha irmã, de guardar qualquer ressentimento contra os líderes da igreja ou contra quem quer que seja. Perdoe sempre. “Se algúem tem queixa contra o outro, assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós também.” (Cl. 3:15)

E regozijem-se! Os verdadeiros líderes ungidos por Deus, ainda que não sejam perfeitos e que não acertem sempre, triunfarão contra este espírito de Absalão, na medida que colocam suas vidas nas mãos de Deus como fez Davi.

O ESPÍRITO FARISAICO

No Evangelho segundo Mateus cap 23 Jesus dirigiu-se aos fariseus com muita dureza.

Os fariseus eram os membros de uma seita do judaísmo muito severa quanto à observância literal da lei como também dos milhares de preceitos de interpretação da lei que no decorrer dos anos haviam acumulado. Eram religiosos ao extremo e se você ler todo o capítulo 23 do Evangelho de Mateus você irá encontrar ali uma análise profunda desta seita e de como Jesus confrontou-a severamente.

Em Mt. 23:23 lemos: “Mais ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que fechais aos homens o reino dos céus e nem vós entrais nem deixais entrar aos que estão entrando.” Eu diria que na nossa modernidade é a turma dos dificultadores da vida cristã, dos fiscais e juizes que estão sentados nos bancos das igrejas apenas para observarem e julgarem os seus semelhantes. Senão vejamos!

Pessoas governadas pelo espírito de farisaismo gostam dos elogios dos homens. Estão sempre preocupadas com sua própria posição e sua própria honra. Gostam de receber glória para si mesmos por sua retidão simulada. São movidas a elogios e jamais aceitam ser exortadas. Se escondem atrás de sua pseudo-espiritualidade, pois são “super-espirituais” e menosprezam a autoridade e verdadeira liderança espiritual.

Os fariseus modernos são também individualistas e se firmam no seu pseudo-direito de serem crentes por conta própria, por acharem que não precisam da comunhão da igreja. Afirmam que todos os pastores e igrejas estão errados, pois de fato, assumiram uma posição de juiz e condenam a todos que diferem de suas convicções.

Os fariseus modernos são “muito espirituais” para serem corrigidos. Andam de igreja em igreja, nunca se submetem aos líderes que Deus estabeleceu e quando param numa igreja exaltam as suas próprias posições, são amargos, críticos e vivem para censurar e julgar os outros.

Os fariseus modernos ficam irritados quando encontram líderes livres, alegres e que não impõem regras e leis pesadas sobre a igreja. “Onde está o Espírito do Senhor aí a liberdade” (II Co. 3:17) É o Senhor quem transforma o coração do homem, de glória em glória, pois expostos ao ensino da Palavra de Deus somos santificados pela operação poderosa e livre do Seu Espírito. A liberdade do Espírito Santo não é liberdade para dar ocasião à carne e aos ses desejos, mas é a liberdade tanto do jugo do pecado como também do jugo da lei. A liberdade que o Espírito Santo oferece é a liberdade para sermos santos não porque observamos preceitos, mas porque Ele operou em nós a libertação da impureza e do pecado. Porque temos sido santificados com Seu Espírito e Sua Palavra.

Jesus revelou um Evangelho de Amor e Perdão, mas o espírito de farisaismo está sempre com pedras nas mãos para jogar contra os que pecam. São severos quando um irmão peca. São tão duros contra aqueles que erraram e muito cruéis na disciplina. São tão duros que esquecem que “o Senhor quer misericórdia e não o sacrifício” (Mt. 12:7), que o Senhor veio para buscar e salvar o que se havia perdido e que o Senhor veio para curar os doentes e enfermos.

Satanás sabe que a Revelação da Palavra de Deus para os nossos corações implicará na sua deposição, na sua derrota total e na sua aniquilação. A Revelação da Palavra como ela é resultará na quebra do domínio de Satanás sobre as nossas vidas. O Evangelho proclamado liberta-nos da tirania e da opressão do Diabo e do poder do pecado.

Muitos destes fariseus modernos estão presos as suas doutrinas e tradições. Eles estimam a palavra escrita (ao pé da letra) e não a Palavra Viva.

Saiba de uma coisa, toda a palavra usada para oprimir e pressionar não provém do Espírito de Deus. Se queremos o Avivamento precisamos obedecer a Palavra de Deus, mas não aos preceitos, as tradições e ás idéias próprias dos homens.

A Sã doutrina é aquela que nos conforma com a Imagem de Jesus. Ela nos capacita a determinar a Vontade de Deus para que possamos obedecê-Lo. Ela nos revela a Graça de Cristo e Seu amor demonstrado por nós quando derramou Seu sangue na cruz do Calvário.

A Sã doutrina nos leva a uma posição de gratidão e de constrangimento a fazer a vontade de Deus, pois “o Amor de Cristo nos constrange; julgando nós assim, que se um morreu por todos, logo todos morreram. E Ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si, mas para Aquele que por eles morreu e ressuscitou.” (II Co. 5:14-15)

A Sã doutrina nos liberta do esforço próprio para agradar a Deus, das obras próprias, da justiça de nossas obras. Porque “os que estão na carne não podem agradar a Deus.” Porque a justiça da Lei se cumpre em nós, porque não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito. A inclinação do Espírito é Vida e Paz. (Rm. 8:6-8) Porém, onde o espírito farisaico opera há um clima de julgamento e condenação, de culpa e dor. Mas onde o Espírito do Senhor opera aí há liberdade para servir ao Senhor com alegria e há muita paz.

Deixa-me ser mais claro. A vida cristã não está baseada numa enorme de lista de “não podes”. Nós andamos e vivemos pela fé e não por obras.

A santidade do Senhor em nós é mais profunda que nossas atitudes externas. Não mentimos mais porque Ele nos revestiu de Sua Verdade. Não fumamos mais pois Ele nos libertou dos vícios e das drogas. Não nos embriagamos com vinho nem com bebida alcoólica nenhuma, porque Ele nos embriagou com Seu Espírito Santo. Mas muitos insistem em impor sobre os crentes jugos pesados de roupas, de usos e costumes, jugos de comportamentos estreitos baseados em doutrinas legalistas. Jugos de uma falsa espiritualidade, pois está baseada na aparência e não na obra que Deus faz no coração do homem.

Deixa-me ser mais claro ainda. Doutrinas baseadas em usos de jóias, cortes de cabelos, pinturas, roupas, na lista dos “nãos”, do não a todo o lazer como a prática de esportes, do não ao futebol, ao boliche, ao vôlei, etc., do “não” a televisão, ao rádio, ao computador, doutrina de regras e tradições humanas são doutrinas inspiradas pelo espírito farisaico, que trazem mais culpa a consciência que libertação. Estes usos e costumes impedem o homem de entender a santidade de Deus. A visão da santidade de Deus não pode ser baseada no enfeite do exterior, do frisado dos cabelos, no uso de jóias de ouro, na compostura dos vestidos, “mas o homem encoberto no coração; no incorruptível trajo de um espírito manso e quieto, que é precioso diante de Deus.” (I Pe. 3:3-4) Pois há muitos que não usam enfeites nem jóias e são terrivelmente impuros, pois são maus no julgamento e na condenação de seus irmãos.

Quer ficar livre do legalismo e dos “não podes” e das regras, das tradições e dos usos e costumes, comece a ler e estudar as Escrituras pedindo a iluminação do Espírito Santo!

Estude à Palavra não de acordo com aquilo que aprendeu pelas tradições daqueles que te ensinaram, mas entendendo a vontade de Deus, “esperando inteiramente na graça que se vos ofereceu na revelação de Jesus Cristo.” Esperar inteiramente na graça é basear-se inteiramente na oferta de salvação que está em Jesus, no Seu sangue vertido, no Seu sacrifício pelo pecado, na Sua justiça e no Seu favor. A salvação não está baseada na observância de leis e preceitos, mas somente na Graça de Deus.

E “como filhos obedientes, não vos conformando com os desejos que antes havia em vossa ignorância. Mas como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver; porquanto escrito está: Sede santos, porque Eu sou santo. E se, invocais por Pai aquele que, sem acepção de pessoas, julga segundo a obra de cada um, andai em temor, durante o tempo da vossa peregrinação; sabendo que não foi com estas coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que por tradição recebestes dos vossos pais, mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado.” (I Pe. 1:13-19)

Jesus diz: “Este povo honra-Me com os lábios, mas o seu coração está longe de Mim. Em vão porém, me honram, ensinando doutrinas que são mandamentos de homens. Porque deixando o mandamento de Deus, retendes a tradição do homem... Bem invalidais o mandamento de Deus para guardardes a vossa tradição... Invalidando assim a Palavra de Deus pela vossa tradição que vós ordenastes. E muitas coisas fazeis semelhantes a estas... Nada há fora do homem que entrando nele o possa contaminar, mas o que sai dele isso é que contamina o homem. Se alguém tem ouvidos para ouvir, ouça... O que sai do homem isso contamina o homem. Porque do interior do coração dos homens saem os maus pensamentos, os adultérios, as prostituições, os homicídios, os furtos, a avareza, as maldades, o engano, a dissolução, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura. Todos estes males procedem de dentro e contaminam o homem.” (Mc. 7:6-9, 13, 15-16, 20-23).

Todos aqueles que julgam e condenam seus irmãos baseados no seu legalismo sempre caem em pecados escandalosos. Jesus mesmo advertiu: “Não julgueis para que nãos sejais julgados. Porque com o juízo com que julgardes, sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido, vos hão de medir a vós’ ” (Mt. 7:1)

Dr. Wanderlei Salum escreveu um artigo sobre julgamentos, explicando o que significa este tipo de julgamento.

“O Evangelista São Mateus registra, no capítulo 7 do livro de sua autoria, algumas palavras do seu Mestre: ‘Não julgueis, para que não sejais julgados. Porque com o juízo com que julgardes, sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido, vos hão de medir a vós’.

Alguns anos mais tarde, o apóstolo São Paulo, em sua epístola aos crentes da Igreja de Corinto (a primeira), declara: ‘ ...mas o que é espiritual, julga todas as coisas...’ (I Co. 2:15)

Oooooops. Será que o Livro Sagrado estaria se contradizendo? Qual dos mandamentos devemos seguir? O primeiro, por serem palavras do Nosso Senhor, ou o segundo, por ser posterior e o Cristianismo já estava se consolidando como religião em expansão?

Não. Uma boa análise dos contextos nos leva às reais intenções daquelas personagens bíblicas:

Primeiro: Ao declarar ‘Não julgueis...’, Jesus se referia ao que ia no coração, às intenções, às motivações das pessoas. Como nós não conhecemos o seu coração, não temos acesso à sua intimidade, estamos desautorizados a emitir juízo de valor sobre o que se passa no seu interior.

Segundo: Ao recomendar aos seus filhos na fé: ‘...o que é espiritual julga todas as coisas...’, o apóstolo Paulo se referia às posturas, às ações e omissões que iam de encontro ao ensinamento evangélico que vinha, então, sendo ministrado e, com muito zelo! Assim, o fato, a situação, a condição delituosa, fraudulenta tinha que ser denunciada, confrontada, combatida e, eventualmente, punida. Na mesma epístola, ele identifica vícios de comportamento de membros da igreja local nascente, que necessitavam ser corrigidos, o mais urgente possível. Aos crentes da Igreja de Éfeso, ele recomenda: ‘ ... e não sejais cúmplices das obras infrutuosas das trevas, mas antes condenai-as...’ (Efésios 5:11).”

Entretanto, o espírito de farisaismo atuando nas pessoas faz com que elas vivam julgando tudo, vivam sempre analisando e observando a vida dos irmãos e dos pregadores para acharem um motivo para falarem, enfim, suas opniões são sempre emitidas como se fossem os guardadores da doutrinas e os juízes da igreja.

Fomos libertos por Jesus para vivermos em santidade e pureza, libertos do pecado e da lei do pecado, fomos libertos do jugo da lei.

Toda doutrina que procura oprimí-lo e que delineia para sua vida um determinado comportamento como se você fosse um soldadinho de chumbo, que tenta colocá-lo dentro de uma forma, que lhe rouba a liberdade em Cristo e a Paz é doutrina falsa.

Os fariseus e os doutores da lei rejeitaram o conselho de Deus contra si mesmos e eles mesmos foram os que crucificaram a Jesus. “E disse o Senhor: A quem, pois compararei os homens desta geração e a quem são semelhantes? São semelhantes aos meninos que, assentados nas praças, clamam uns aos outros e dizem: Tocamo-nos flauta e não dançastes; cantamo-vos lamentações e não chorastes. Porque veio João Batista que não comia pão nem bebia vinho e dizeis: Tem demônio; Veio o Filho do homem que come e bebe e dizeis: Eis ai um homem comilão e bebedor de vinho, amigo dos publicanos e pecadores.” (Lc. 7:30-34)

Aqueles que estão debaixo da influência deste espírito farisaico estão sempre insatisfeitos na igreja, estão sempre amargurados, são os que se enchem de razão, mas para eles também há uma palavra de libertação da parte de Deus: “Arrependei-vos... Arrependei-vos.... Arrependei-vos...”

O espírito farisaico ama o legalismo. O espírito farisaico odeia a Graça de Jesus que liberta as vidas.

“O Reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça e paz e alegria no Espírito Santo” (Rm. 14:17) Nossa Justiça vem de Deus pelo Sangue de Jesus. “Sendo justificados pela Fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo.” (Rm. 5:1) Temos paz com Deus, porque Jesus nos reconciliou com o Pai. Por isto podemos ter paz com os homens. Aleluia, pois nossa vida cristã é gozo e alegria no Espírito Santo.

Enquanto estes espíritos malignos tentam atuar na igreja, o próprio Senhor envia Sua palavra profética para desmascará-los e libertar o Seu povo de toda a justiça própria. Enquanto estes espíritos procuram a difamação e a desestabilização da liderança espiritual que Deus instituiu na Sua Igreja, o próprio Senhor está dizendo um basta as suas ações demoníacas.

O ESPÍRITO DE FEITIÇARIA

Uma igreja inteira pode ser controlada pelo espírito de feitiçaria.

Enquanto o espírito de Jesabel odeia a palavra profética este espírito de feitiçaria abomina o ensino da Palavra de Deus.

Aqueles que não suportam o ensino da Palavra estão debaixo da influência de feitiçaria.

Sem querer generalizar, muitos filmes, vídeo games, músicas e produções mundanas são usados pelo espírito de feitiçaria para neutralizar e paralizar os crentes de tal modo que fiquem desatentos quando a Palavra de Deus é ensinada, especialmente as crianças e os jovens. Crianças, jovens e até adultos que não conseguem prestar atenção no ensino da Palavra geralmente agem assim por influência destas diversões que citamos.

Nós não temos razão para ter medo do diabo, “porque maior é o que está em nós do que aquele que está no mundo.” (I Jo. 4:4) Mas não podemos e não devemos ignorar os seus truques e as suas artimanhas.

Feitiçaria é uma das obras da carne enumeradas em Gl. 5:19-21. Feitiçaria é a manipulação de forças sobrenaturais para se obter um fim próprio. Toda vez que usamos poder emocional para manipular outros nos engajamos numa forma de feitiçaria. Seja numa venda que fazemos, seja com filhos, amigos, irmãos, etc.

A feitiçaria vem de um espírito impuro e mau que tenta falsificar a verdadeira autoridade espiritual usando a dominação, a manipulação, a intimidação e controle sobre outros crentes.

O Espírito Santo nas palavras do apóstolo Pedro exorta aos pastores a apascentar o rebanho de Deus, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente, nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto, nem como tendo domínio sobre a herança de Deus (nem como tendo domínio sobre ele), mas servindo de exemplo ao rebanho. (I Pe. 5:1-3).

Todo líder que manipula, controla e exerce influência dominadora sobre o liderado ao ponto de roubar-lhe a liberdade, ao ponto do liderado sentir-se oprimido, está atuando sob este espírito de feitiçaria.

Crentes que se sentem culpados quando visitam outras igrejas que são genuinamente cristãs porque seus pastores não aprovam estão debaixo deste tipo de influência carnal e diabólica.

Todo o lider que usa sua autoridade espiritual para dominar e controlar os crentes tanto o líder quanto os crentes estão sob a influência do espírito de feitiçaria.

Até a oração se é motivada por um desejo de controlar ou manipular é um trabalho de feitiçaria. Geralmente este tipo de oração vem na forma de uma pregação com poderes tão reais quanto os encontrados na magia negra.

A feitiçaria “carismática” encontra sua fonte na fofoca, nas manobras políticas, no ciúme e na inveja. Crentes que ficam tão interessados e comentam os escândalos e os acontecimentos negativos de outras igrejss, por exemplo, estão atuando debaixo de um espírito de feitiçaria. Todo o cochicho de pé de ouvido que visa comentar negativamente qualquer coisa de um irmão e de uma irmã é fruto da operação deste espírito.

Enfim, qualquer tática manipulativa usada no sentido de alcançar um fim egoísta pode qualificar-se como uma forma de feitiçaria. Usar táticas manipulativas e artifícios para estabelecer e manter nossa posição é feitiçaria. Porque a Biblia ensina o seguinte: “Semelhantemente vós, jovens, sede sujeitos aos mais velhos, e sede todos sujeitos uns aos outros, e revesti-vos de humildade, porque Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes.” (I Pe. 5:5)

QUAL É A NOSSA DEFESA CONTRA O ESPÍRITO DE FEITIÇARIA

1 - Tomemos cuidado com uma coisa. Nós podemos idendificar estas formas de feitiçaria e recusarmo-nos a ser manipulados. Mas se ficarmos ressentidos e magoados contra quem está agindo deste modo conosco permitiremos o inimigo ganhar terreno em nós. Nós vencemos o espírito de feitiçaria respondendo a estas pessoas com oração, com perdão, com o Fruto do Espírito: Amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, domínio próprio.

Precisamos sempre praticar o que Jesus nos ensinou: “Amai a vossos inimigos, bendizei (falai bem) os que vos maldizem; fazei bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem.” (Mt. 5:44) Mas para perdoar estas pessoas não significa que tenhamos que manter comunhão com elas se elas persistirem em usar a manipulação e o controle através do poder da feitiçaria. O perdão irá nos libertar das amarguras e do ressentimento contra elas. Nossas orações se agirmos assim serão poderosas para trazer a libertação destas vidas.

2- Para nos defendermos deste espírito de feitiçaria precisamos andar em verdadeira autoridade espiritual, estabelecendo nossas vidas na verdade. Ande em sinceridade. Fale sempre a verdade. Não ande na penumbra. Seja sincero em todo o tempo. Fale sempre a verdade. Ande na Luz.

3- Mantenhamos sempre uma atitude de humildade. Revesti-vos de humildade, porque Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes. Quando amamos verdadeiramente desejamos sempre o bem de nossos irmãos. Se andamos em humildade este espírito não pode atuar sobre nós.

Protegermo-nos a nós mesmos com atitudes humildes manterá apagada nossa carne e seu desejo de buscar sua própria glória.

4- Se pensamos que prosperaremos manipulando e controlando as pessoas mesmo achando que é em benefício da obra de Deus, enganamo-nos a nós mesmos, pois Deus não abençoará nossa carnalidade.

Estejamos certos de uma coisa: não vencemos as obras das trevas simplesmente com palavras nem com atitudes carnais. Destruimos as fortalezas de Satanás, toda a soberba e arrogância que se levanta contra o conhecimento de Deus e levamos cativo todo o entendimento e toda a mente a obediência de Cristo quando obedecemos a Vontade de Deus. Jesus disse: “Vós sereis meus amigos se fizerdes o que vos mando.” (Jo. 15:14)

Se você pertence a Jesus viva em odediência à Sua Palavra.

Se você pertence a Jesus levante-se como verdadeiro soldado para pelejar pela Sua Causa e pela Verdade.

Milhares de pessoas morrem por dia em todo o mundo, dentre elas, no mínimo sessenta mil vidas preciosas que nunca sequer ouviram falar o Nome de Jesus. Para onde elas vão não tem retorno, nem misericórdia, nem Graça, nem Amor.

Dezenas de pessoas passam ao seu lado todos os dias, vidas que precisam de salvação e você é a Voz, as mãos e os Pés de Jesus no mundo para alcança-las.

Nesta hora levante-se como um valente de Deus para orar, para interceder, para estudar, obedecer e pregar a Sua Palavra.

Hoje, agora, dê total liberdade ao Espírito Santo para atuar no seu coraçao e na sua vida. Arrependa-se de seus erros, de seus pecados. Converta-se radicalmente ao Senhor e deixa o refrigério da presença de Jesus invadir o teu coração.

Mude de atitude para com teus irmãos, amigos e familiares. Seja humilde. Tenha um coração de servo. Ame sua esposa. Trate-a bem. Ame seu esposo. Respeite-o. Ame seus filhos. Ame seus irmãos. Ame sua comunidade. Ame as vidas que estão perecendo sem Jesus.

Levante-se contra todo espírito de feitiçaria e todo espírito de Jesabel, porque estes espíritos malignos não prevalecerão e todos os que usam suas táticas não prosperarão.

O ESPÍRITO DE JESABEL

O espírito de Jesabel é uma referência à rainha Jesabel, mulher do rei Acabe. Uma mulher rebelde, manipuladora que destruiu os profetas do Senhor, conforme narrado no livro de I Reis, na época do profeta Elias.

Jesabel é identificada em Ap. 2:20-26 atuando na igreja: “Mas tenho contra ti que toleras Jesabel, mulher que se diz profetiza, ensinar e enganar os meus servos, para que se prostituam e comam dos sacrifícios da idolatria. E dei-lhe tempo para que se arrependesse da sua prostituição e não se arrependeu. Eis que a porei numa cama e sobre os que adulteram com ela virá grande tribulação se não se arrependerem das suas obras. E ferirei de praga a seus filhos, e todas as igrejas saberão que Eu sou aquele que sonda os rins e os corações. E darei a cada um de vós segundo as suas obras. Mas eu vos digo a vós e aos restantes que estão em Tiatira, a todos quantos não têm esta doutrina, e não conheceram como dizem, as profundezas de Satanaz, que outra carga vos não porei. mas o que tendes retende-o até que Eu venha. E ao que vencer e guardar até ao fim as Minhas obras Eu lhe darei poder sobre as nações.”

Jesabel não consegue ter amizade nem comunhão com ninguém que ela não possa manipular e dominar no seu relacionamento.

Este espírito pode atuar sobre homem ou mulher, mas as mulheres são mais vulneráveis a ele porque as mulheres quando manipulam e controlam o fazem sem usar força física. Este espírito energiza mulheres que são inseguras, vãs, ciumentas e dominadoras, que têm um desejo consumidor para controlar. O alvo principal deste principado é controlar e usará até a paixão sexual como uma de suas armas.

O espírito de Jesabel é encontrado geralmente nas posições de influência e liderança. Procura conquistar a confiança das pessoas para poder influenciá-las. Na igreja, segundo a irmã Pickett, tem uma vontade muito forte, é religiosa e talentosa. Apresenta-se prestativa ou prestativo para serviços especiais, mas sua motivação é controlar. Pode até ser a esposa do pastor, ás vezes. Pode ser então qualquer líder cuja motivação de liderança é aparecer e controlar os outros.

Se a pessoa sob a influência deste espírito não pode ser um líder, procura ganhar a confiança dos líderes a tal ponto que eles irão confidenciar suas fraquezas e até pecados que ela usará contra eles mesmos para dominá-los. Quando esta pessoa apresenta-se servil é só para ganhar um lugar de influência e controle. E odeia os verdadeiros profetas porque eles condenam o pecado em todas as suas formas e entronizam Jesus como o Único Senhor e Comandante da Igreja.

QUAL É A NOSSA DEFESA CONTRA O ESPÍRITO DE JESABEL

1- Nossa defesa contra este espírito é dar ao Espírito Santo total liberdade e preeminência nesta Igreja. Só Ele deve ser agradado. A aparência das pessoas não pode ser respeitada. O Espírito Santo revela o profundo e o escondido. Nós agora mesmo estamos sob Sua Luz Reveladora. Tudo o que é oculto, toda a impureza, toda a prostituição, todo o mal intento, toda a fofoca, toda a maledicência, toda a murmuração e insatisfação será descoberta e apagada pelo Espírito de Deus nesta Igreja. Toda raiz de divisão, de facção, de contenda será tratada. Todos sabem que Ele é Aquele que sonda os rins e os corações. Ele dará a cada um de nós segundo as nossas obras.

2- Combatemos o espírito de Jesabel pregando o Arrependimento verdadeiro que traz a presença de Jesus, que limpa e purifica a Igreja e estabelece-a em pureza e poder.

Pregamos o arrependimento não para atacar pessoas e discriminar vidas. Todos carecemos da graça de Jesus, porque todos somos pecadores e todos carecemos de arrependimento em alguma área de nossas vidas.

Pregamos o arrependimento que segundo Deus vem pela tristeza e o quebrantamento.

Quem vive magoado, ressentido, ofendido com seus parentes, amigos, irmãos e até com os líderes da igreja e com seu pastor é chamado a perdoar e buscar a reconciliação, pois se não perdoardes aos homens as suas ofensas também o vosso Pai Celestial não vos perdoará.

Quem anda por caminhos tortuosos é convidado a andar direito.

Quem vive amasiado é convidado a casar-se conforme manda a Lei de Deus ou então que se separe até que regularize sua situação ou então que se separe mesmo e busque uma vida de santidade. Jesus mostrou muito amor a mulher samaritana e deu-lhe as palavras de vida eterna, mas não deixou de tratar do seu pecado, pois ela tinha tido cinco maridos mas o que com ela estava vivendo não era seu marido.

Quem anda mexericando e falando da vida dos outros é convocado a mudar suas palavras.

Quem anda fornicando, se prostituindo, de namoricos e desejos impuros e lascivos é convocado a mudar de vida, porque sem santificação ninguém verá o Senhor.

Pregamos e buscamos nesta igreja o arrependimento que produz uma vida de testemunho santo.

3-Combatemos o espírito de Jesabel buscando humildade. Queremos ter um coração de servo. Consideramos os outros superiores a nós mesmos buscando cultivar o mesmo sentimento de humildade que houve em Cristo Jesus.

4- Nossa defesa está operando eficazmente contra este espírito malígno e sua influência, porque nós cremos e desejamos ouvir os profetas de Deus que nos anunciam todo o conselho de Deus. Profetas que têm visões de Deus, que levam o povo de Deus a aproximarem dEle e que nos apontam que a solução de todos os nossos traumas, de todos os nossos pecados e fraquezas é a Cruz do calvário, a Cruz que Jesus usou para nos salvar.

O ESPÍRITO DE PSEUDO-ACONSELHAMENTO

O ESPÍRITO DE PSEUDO-ACONSELHAMENTO

Um dos ministérios mais necessários para a Igreja hoje como foi no passado é o ministério de aconselhamento.

Aconselhamento está imbutido no ministério pastoral como delineado pelo apóstolo Paulo em Efésios capítulo 4: “Ele mesmo deu uns para... pastores...”: Pastores é um dos cinco dons ministeriais que Jesus deu aos homens para o equipamento dos santos para a edificação do Corpo.

Não vou entrar nos méritos, na amplitude e no ensino desta questão do ministério pastoral nem dizer que o aconselhamento é somente tarefa dos pastores, porque definifivamente não é. Vou afirmar que o verdadeiro conselheiro é aquele que é guiado pelo Espírito de Deus, conhece pessoalmente e intimamente o Maravilhoso Conselheiro e os seus conselhos são baseados somente na Palavra de Deus.

Hoje quando se menciona em aconselhamento logo relaciona-se a ele “o ministério de cura interior” como é chamado.

Jesus cura o espirito do homem na sua amplitude. Jesus cura o corpo humano completamente e Jesus também cura a alma do homem com sua vontade, com seu intelecto e com suas emoções e sentimentos.

É preciso ter cuidado com estes conselheiros que ficam valorizando demais os seus traumas do passado e usam estes traumas para justificarem suas reações no presente. Com estes que usam frases como estas: “Você age assim porque seu pai tratou você assim no passado. Você está traumatizado porque no passado você sofreu este tipo de bloqueio, quem sabe até quando você estava no ventre de sua mãe. Você tem alguma coisa guardada no seu coração que ninguém sabe, você não sabe, eu não sei, precisamos descobrir... Etc. Etc. Etc.”

De fato quando nos convertemos a Jesus trazemos mágoas em nossas memórias e no nosso interior. Como também quando vimos a Ele existem pactos feitos com Satanás no passado que precisam ser conhecidos e quebrados.

Mas aquele que vem a Jesus e crê e confia no Seu sacrifício na Cruz do Calvário recebe poder para perdoar, recebe poder para ser curado e recebe poder para quebrar todas as maldições e pactos de Satanás sobre a sua vida.

A Cruz de Jesus é o centro de toda a restauração do homem. O Sangue que Jesus verteu na Cruz tem poder para purificar, tem poder para perdoar, tem poder para apagar todas as marcas de pecado e destruir todos os pactos satânicos da sua vida.

O Calvário, a morte de Jesus satisfez o coração de Deus, o coração do Pai quanto aos nossos pecados. O Pai aceitou o Sacrificio de Jesus. Sua justiça foi satisfeita. A morte de Jesus, o Seu corpo ferido, o Seu sangue derramado, o Seu sofrimento, a Sua agonia, Seu grito de “Está consumado” satisfez o coração de Deus. Deus aceitou e aceita o sacrifício de Jesus e por isto nos perdoa. É por isto, que todo o pedido que Jesus faz ao Pai em relação a nós, Ele atende. O Pai bradou várias vezes e todo o universo escutou Sua voz. Todo o inferno escutou a voz de Deus quando Ele disse: “Este é Meu Filho, NEle está todo o meu prazer.” Aleluia.

A irmã Pickett em seu livro “The Next move of God” (O Próximo mover de Deus) pergunta: “Se o Calvário, a morte de Jesus satisfez o coração de Deus quanto aos nossos pecados, por que o Calvário não seria suficiente para satisfazer nossas mentes?”

Assim é que quando você vem a Jesus com seus traumas, opresso pelo diabo, endemoniado, amargurado, traumatizado, emocionalmente ferido, você vem arrependido de seus pecados e clama a Ele o Seu perdão, Ele Jesus, o amado Jesus te salva, te cura, te liberta.

A obra de Jesus no Calvário é eficaz (não há nada mais a ser feito para que você seja salvo ou nada ha nada que o diabo venha exigir para que possa ser expulso da sua vida). O Sangue de Jesus é todo eficaz é completamente suficiente. Quando clamamos o Nome de Jesus Satanás tem que fugir. Ele foge mesmo. Quando aplicamos o Sangue de Jesus o poder das trevas não pode atuar mais. Aleluia.

O sacrifício de Jesus no Calvário é substitutivo. Ele morreu em seu lugar. Jesus é o seu mediador, Ele está entre você e Deus. É reconciliador. Deus aceita a intercessão de Jesus em seu favor. Ele é Aquele e só Ele pode fazer as paz entre você e Deus.

O sacrifício de Jesus é vicário. Ele morreu em seu favor, no seu lugar. Jesus aceitou sobre si todo o juízo e a ira de Deus que seria contra você.

O sacrifício de Jesus no Calvário é o bastante para redimir, remir, resgatar, alforriar, libertar e livrar você das penas do inferno e de Satanás.

Assim também o sacrifício de Jesus no Calvário é o bastante para te curar interiormente, para restaurar suas emoções e seus sentimentos, para restaurar seus relacionamentos com seus pais, com o marido, com a esposa, com os filhos, com seus parentes, com seus irmãos.

O sacrifício de Jesus no Calvário é o bastante para te livrar dos fantasmas do seu passado, de ressentimentos, das suas mágoas, dos traumas da sua mente, da depressão que aprisiona, da angústia que parece que não vai embora. O Sangue de Jesus tem poder para curar as tristezas do seu coração.

O psicólogo pode entender o meu problema, mas só Jesus pode resolvê-lo. O psiquiatra pode ajudar a aliviar a minha depressão, mas só Jesus pode curá-la. O psiquiatra sabe muito bem diagnosticar nossas enfermidades da mente: neurose, psicopatia, esquisofrenia, etc. Mas Jesus, Jesus levou sobre Si todas as nossas enfermidades. O castigo que nos traz a Paz estava sobre Ele e pelas Suas pisaduras somos sarados.

Se você carrega mágoas, ressentimentos e amarguras eu te convido a chegar aos pés da Cruz de Jesus Cristo. Na Cruz você encontra o Sangue do Cordeiro Bendito, Santo e Imaculado de Deus. O sangue de Jesus tem poder para curar o seu coração ferido.

O pseudo-aconselhamento é aquele que sempre culpa os outros. “Você está assim por causa do seu pai, por causa da sua mãe, por causa do seu marido, por causa da sua esposa. Você está assim, coitado! por causa do seu pastor. Sabe, não existe igreja mesmo boa, é difícil hoje encontrar um lugar onde possamos nos sentir bem!” Saí demônio de engano! Saí demônio de mentira!

Estou cansado de ouvir pregadores do Evangelho, P.h Ds. especialmente, que tentam fazer eu engolir que Freud foi um sábio de nossos tempos e afinal de contas precisamos da ajuda de seus escritos e de sua psicanálise para ajudar a Igreja de Deus. O que será que este filho das trevas, este ímpio chamado Sigmund Freud (que por sinal já morreu) tem para o povo de Deus que a Bíblia não tem? Não desmereço a sua ciência, não me interpretem mal, mas eu prefiro ficar com Jesus, com o Seu Sangue e a Sua cruz. Aleluia.

Se você tem recalques, traumas, mágoas, carnalidades, egoísmos, venha para a Cruz de Jesus e troque tudo isto pela Vida e pelo Caráter de Jesus. Para isto somos chamados por Deus, para sermos santos.

Somos chamados à santificação! Mortificai (fazei morrer) em você a prostituição, a impureza, o apetite desordenado, o vil desejo da carne, a amor ao dinheiro e o amor às coisas materiais, a amargura, a mágoa, o ressentimento, a ira e o ódio. Revista-se de Jesus e de Seu caráter. Quanto ao trato passado, “esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estam diante de mim, prossiga para o alvo...” O alvo é a Vida, o Exemplo e o Caráter de Jesus. (Cf. Cl. 3:5; Ef. 4:24-32; Fp. 3:14, 14)

Seguir a Jesus é negar-se a si mesmo, é renunciar o “eu”. Como ensina Freud, “o ide, o ego e o super-ego. Ajunta tudo e leva para a Cruz! Já pensou! tem até super-ego!

Pois é, tome este ego mal cheiroso, egoísta, mal, pecaminoso, inclinado as paixões da carne e crucifica-o na Cruz. “Já estou cruficado com Cristo, e não vivo eu, mas Cristo vive em Mim e a vida que eu agora vivo na carne, vivo-a na Fé do Filho de Deus, o qual me amou e se entregou a si mesmo por mim.” (Gl. 2:20)

Quer vir a Jesus? Negue-se a si mesmo, tome a cada dia a sua cruz e siga-O. A cada dia você tem que vir à Cruz com todas as ofensas que sofreu, as iras que estravasoi, as mágoas que guardoi, enfim, vai a Cruz a cada dia para ser purificado e tomar a Vida de Jesus sobre você. Vai até a cruz com esta carga de lixo do pecado, deixa Seus sangue limpar seu coração e receba a Vida que há no Seu sangue.

Nós devemos procurar ajuda e aconselhamento de cristãos que ministram a nós através da Unção e da Verdade do Espírito Santo. Palavra de Deus e Poder de Deus. Poder sim, mas Poder que vem da Palavra de Deus.

Encontramos libertação de nossa natureza pecaminosa através do sangue de Jesus. Quando a vida de Cristo flui em nós e através de nós somos livres para amar os outros. Se você não vem a igreja porque está magoado com o pastor, com um irmão, é porque a vida de Jesus não está fluindo em você. Quando você vê mais os defeitos e os erros de seus irmãos do que a qualidade deles é porque você não pode, por causa dos seus próprios erros e defeitos, enxergar melhor. Está em trevas e a vida de Jesus não está fluindo através de você.

Nestes caso, quanto tem um proplema com outro irmão, ou uma reclamação da igreja ou do pastor ou do marido, o que quase algumas pessoas fazem? Vão buscar aconselhamento com pseudo-conselheiros, conselheiros falsos, que irão concordar com elas, nutrirão sua autopiedade e destruirão suas vidas espirituais em vez de curá-las.

Saiba de uma coisa, tudo o que te afasta do convívio da igreja, do convívio dos crentes gerado por conselhos seja lá de quem for vem de Satanás. Na Igreja, debaixo da liderança espitirual estabelecida por Deus você estará protegido. Você pode não concordar com isto, mas é a sua proteção e de sua família que está em jogo. Aquele que perdeu sua fé de que Jesus tem uma Igreja santa, pura, viva, perdeu sua fé em Jesus.

Crentes que se ofendem facilmente, reclamam de tudo e de todos são crentes imaturos, fracos, débeis. Venham a Jesus e peçam para que Ele cure a sua alma, mude o seu modo de pensar. O tempo de reclamar já terminou. Há uma carreira a seguir, há uma vitória a ser alcançada. Dê um basta neste processo de morte na sua vida.

Quando somos cristãos maduros descobrimos que nossa necessidade de atenção é satisfeita quando aprendemos satisfazer as necessidades dos outros.

Creio na cura interior que Jesus oferece. Precisamos de cura de nossas emoções. Precisamos de mentes sadias, mas a cura que vem através de arrependimento, de purificação e da Palavra de Deus.

Não creio num processo de cura interior que me faça recordar de pecados que Cristo Jesus perdou e lançou no mar do esquecimento. Aprendi que se Deus não se lembra dos meus pecados porque os perdoou e os lançou no mar do esquecimento, muito menos Satanás que não é onisciente, que é apenas uma criatura, pode lembrar-se deles. Porque os pecados que Jesus perdoa Ele não somente perdoa, mas purifica e apaga. E por que eu me lembraria deles?

“Se confessarmos os nossos pecados Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda a injustiça. Se dissermos que não pecamos, fazemo-lo mentiroso e a Sua palavra não está em nós. Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis e se alguém pecar temos um Advogado (um Consolador, um Conselheiro), para com o Pai, Jesus Cristo, o justo. E Ele é a propiciação (Ele cumpriu a nossa pena) pelos nossos pecados e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo.” (I Jo. 1:9; 2:1-2)

Nem o diabo pode se lembrar dos pecados que Jesus já perdoou e purificou. Se eu aprendesse a ficar com minha boca fechada e não ficasse lembrando e contando os meus pecados do passado o diabo não teria outra fonte para ficar me acusando. “Quanto mais o sangue de Cristo que pelo Espírito eterno se ofereceu a si mesmo imaculado a Deus, purificará as vossas consciências das obras mortas para servirdes ao Deus vivo.” (Hb. 9:14)

Recusem-se meus irmãos, de ficarem lembrando e contando os seus pecados nem permitam que outros assim façam. “Quanto ao mais irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude e se há algum louvor, nisso pensai.” (Fp. 4:8)

Este espírito de pseudo-aconselhamento que atua hoje no meio do povo de Deus precisa ser desmascarado.

Jovens especialmente que por causa das lutas e tentações que enfrentam precisam de aconselhamento cristão, devem procurar seus pais e mães e na igreja por líderes que não estão envolvidos em desavenças e são submissos. Saiba de uma coisa, se você não encontrar amigos na sua família e na Igreja você não encontrará em nenhum lugar. Não quero dizer que você não possa ter amigos não cristãos, mas somente amigos cristãos podem ministrar a você vida e libertação. O mundo não tem nada para de oferecer espiritualmente, senão morte e perdição. E se você precisa de aconselhamento procure os pastores da igreja, procure irmãos e irmãs que tenham um testemunho confiável.

Há uma provedora de Internet nos Estados Unidos que no seu “site” aparece sempre escrito. “Nenhum funcionário da empresa irá pedir sua senha de acesso e pedir informações sobre a sua conta.”

Assim saiba de uma coisa: nenhum conselheiro cristão, cristão mesmo, irá tentar saber os seus pecados do passado dos quais você já se arrependeu e dos quais você já foi perdoado e liberto por Jesus.

Quando eu ministro libertação para alguém opresso ou possesso pelo diabo eu busco principalmente o discernimento e revelação do Espírito Santo sobre a sua vida. Além disto procuro informações de pactos que a pessoa tenha se envolvido no passado ou até de experiências que envolveu diretamente a ação do demônio na sua vida, mas não mais do que isto. Conhecidos estes episódios ou fatos, ministramos a devida libertação. Mas jamais posso expor a vida e os pecados desta pessoa publicamente ou até mesmo tomar conhecimento de algo que não me interessa saber porque aquilo que não trará benefício a pessoa não pode me interessar.

Cuidado com conselheiros que geralmente são muito curiosos e perguntam demais, pois influenciados pelo espírito de pseudo-aconselhamento irão te expor e terão você nas mãos de tal modo que você ficará com medo de que eles possam usar o que sabem da sua vida contra você.

Jesus nunca expôs publicamente o pecado daqueles que vieram até Ele. Jesus os tratou com amor e respeito, sempre buscando a sua libertação e seu arrependimento para que pudesse libertá-los.

Não conte a ninguém pecado algum do qual você já tenha se arrependido. O escândalo é o propósito principal deste espírito de falso aconselhamento. Pecado perdoado e purificado por Jesus é pecado apagado. É pecado que deve ser esquecido.

E se algum conselheiro contou aos outros os seus pecados e o escândalo veio a acontecer e você sabe que errou, apenas admita que você pecou, mas somente confesse publicamente que você se arrependeu e não seja tentado a justificar-se contando o que aconteceu. Se o seu pecado perdoado não interessa a Deus, muito menos deve interessar a ninguém.

Outro aspecto sobre aconselhamenteo que desejo mencionar. Há uma tendência muito grande hoje em se procurar orar com profetas. O que de fato não é errado nem ruim. Mas, procure saber primeiro se o profeta é profeta de Deus.

Como você sabe se o profeta é de Deus?

Primeiro, veja se o profeta está integrado na igreja. Procure saber se alguns líderes da Igreja, pastores, homens e mulheres de Deus que você conhece e respeita reconhecem tal profeta ou profetiza. Existem hoje muitos “profetas particulares” que se assemelham mais é com estes gurus da televisão, dos disques 900 da vida.

Não existe profecia divina fora da Igreja. A profecia só é profecia se é ministrada no âmbito do Corpo de Cristo. Ou seja, profetas à parte são tumores, não pertencem ao Corpo. Se o homem ou a mulher é profeta de Deus ele ou ela tem comunhão com o povo de Deus. Você facilmente os encontram na Casa de Deus. O que profetiza profetiza abertamente. O pastor pode ficar sabendo. Sua profecia não é segredinho que a liderança da igreja não possa saber. Geralmente, estas profecias secretas vem afirmando, por exemplo, que o tempo de tal pastor ou pastora na igerja acabou e o crente magoado ou que não concorda com o pastor sai feliz da vida satisfeito com a tal da profecia. A profecia de Deus é pública. Tudo o que não pode ser revelado à Igreja é do diabo. É o diabo quem anda na sombra e nas trevas. Portanto, procure saber se o profeta ou profetiza está integrado e tem comunhão na Igreja. Se não tem comunhão e não está intregado à igreja não é profeta de Deus.

E em segundo lugar, procure saber dos frutos e do testemunho destes profetas. Jesus mesmo advertiu: “Acautelai-vos porém dos falsos profetas, que veem até vós vestidos como ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores. Por seus frutos os conhecereis.” (Mt. 7:15-16)

E em terceiro e último lugar, o profeta para ser de Deus ele precisa conhecer a Palavra de Deus, a Bíblia. Se um profeta não conhece as Escrituras, ou seja, se ele não pode ensinar a você as doutrinas da Bíblia ele não merece crédito. Um profeta que fala em Nome de Deus, que no sentido principal da palavra é a Voz de Deus e não conhece a Palavra de Deus, é somente cheio de boa vontade, mas não é profeta de Deus. Ainda que, preste atenção, ainda que um dia ela possa ter profetizado não é profeta de Deus, pois a mula de Balaão profetizou somente uma vez também e depois disto nunca mais, porque era mula e não profeta. “Porventura colhem-se uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos?” (v.16) Portanto, não se deixe enganar, porque Deus colocou ao seu lado profetas, pastores e mestres para aconselhá-lo.

E não se esqueça. Existe um Confortador, Consolador e Ajudador Divino, o maravilhoso Espírito Santo que cura nosso passado num só instante. Ele não levará dez sessões para nos curar se realmente nos submetermos a Sua ação sobrenatural de limpeza e pureza.

Nós encontraremos cura e restauração em Deus para podermos servir ao Corpo de Cristo, à Igreja. E estaremos livres de todo espírito imundo que intenciona impedir que participemos do Grande Avivamento que está sendo derramado em toda a terra.

08 Outubro 2008

Quando Deus terá a Sua Igreja? (João 15)

Quando Deus terá a Sua Igreja? (João 15)
Bill Nicoson

Em algumas partes do mundo a igreja está em crise. Nos Estados Unidos, eu creio que a Igreja sofre de uma crise de identidade. Não somente nos Estados Unidos, mas em outras naçðes industrializadas reconhecemos que a Igreja está perdendo a batalha pelas almas das pessoas.

O número em média de membros de uma igreja, nos Estados Unidos, é de 75 pessoas. Estas igrejas resistem às mudanças, porque elas permaneceram focadas nelas mesmas e direcionadas ao consumismo. Elas estão mesmo é voltadas para sua manutenção, seus cuidados, suas regalias, seu patriarcalismo, controle e informação.

Muitos ficam mais aborrecidos em não anunciar o aniversário de alguém do púlpito do que ESTAREM PRESTES A CONQUISTAR OS PERDIDOS PARA JESUS. Seus desejos são por sobrevivência, conforto e conseguirem algo para as criancas e jovens.

Eu creio que isto tem acontecido porque a igreja caiu na onda de consumismo. O Guiness uma vez disse que “se você janta com o diabo, melhor usar uma colher grande.” O que ele diz é que a Igreja tem tentado se acomodar à cultura de modo a transformá-la.

Na América existem igrejas em todo lugar, mas o consumismo tem afetado a igreja desse jeito. Se as pessoas não gostam do pastor ou do que a igreja oferece ou nao oferece, elas simplesmente sairão e irão para outra igreja.

Adoração e música tornaram-se um CAMPO de batalha que tem deixado marcas trágicas na igreja. Eu também acredito que isto é resultado da influência da cultura.

No livro de Bellah “Hábitos do Coração”, ele descreve uma jovem mulher chamada Sheila. Ela realmente respondeu a questão sobre o significado da vida. Está nela mesma. Ela diz que todas as respostas estão nela mesma. Seu conforto, sua paz mental, sua vida é... ELA. Ela encontrou-se a si mesma. Até mesmo a maioria dos membros de igreja não diriam que agem desse jeito. Se eles não gostam dos novos estilos de adoração ou liderança, eles lutarão até o fim pelo controle da igreja ou sairão dela.

O resultado final desta batalha espiritual é que a igreja tem sido tão mal direcionada para longe de seu chamado que tornou-se irreconhecível.

A Igreja tem também se empaturrado de modelos. Existem os modelos de igrejas com propósitos, modelos de discipulado, modelos de igrejas emergentes, modelos G12, modelos de igreja missionária, etc. Cada igreja anda a procura por algo que lhes dara complemento. Qual é o resultado? A consequência? Pastores esgotados, líderes frustrados, e um público não responsivo que continua buscando a pílula mágica para auto-cura.

Nós temos cada vez mais seminários, conferências, web-seminários, eventos de treinamento, contudo a igreja parece estar mais fraca, e mais determinada mais do que nunca em não mudar.

Eu frequentemente procuro saber como nós estamos em relação às sete igrejas que João disse que suas velas estariam apagadas se fossem levadas pela cultura local.

Nós temos tolerado até o ponto em que a paz (não a Paz que Jesus pregou) deve ser mantida a todo custo. Depois de toda tolerância está a virtude daqueles que nao acreditam em nada.

Então aonde tudo isto nos deixa? Esta é a Igreja que Jesus deixou aqui? Estamos em ruína total? Penso que não.

Na verdade eu creio que o Avivamento está apenas no horizonte. Antes que venha o Avivamento, devemos estar prontos. Como João, o Batista, preparou o caminho para o Senhor do mesmo modo a Igreja deve preparar-se para o retorno de Cristo.

Para mim, a pergunta: Quando Deus terá Sua igreja? Quando a Noiva descobrirá quem ela é e qual é seu propósito?

De acordo com Joao 15 a Igreja deve ser frutífera e saudável. Então como nos nos preparamos para o noivo vir e tomar sua noiva? Eu creio que isso começa com uma igreja saudável. Uma igreja saudável é uma comunidade cristocêntrica de crentes vivendo vidas transformadas (pela Pregação da Palavra de Deus) e fazer novos discípulos.

Eis algumas características dessas comunidades:

1. Elas são definidas pelo amor de uns pelos outros e pelo mundo.

2. Elas sao definidas pela vivência encarnacional e transformacional. Elas estão colocando a ‘carne’ em Jesus em suas vidas diárias.

3. Elas são definidas por ser proféticas. Elas estão mantendo suas prescrições e proclamando os pecados da cultura.

4. Elas são definidas por reproduzirem a si mesmas. Pelo menos, irão liderar outros a Cristo e implantar novas igrejas.

5. Elas estarão constantemente identificando novos homens e mulheres jovens para o ministério e desenvolvendo neles futuros ministros e líderes.

6. A igreja deveria sempre mudar. A mensagem sempre permanece a mesma, mas a igreja tornar-se-á diferente daqui a 12 meses para que permaneça corrente e relevante na cultura. Esta adaptabilidade radical será caracterizada como uma Igreja Apostólica.

Isto me leva ao tópico seguinte, sobre a Igreja Apostólica. Estas igrejas vão “ALÉM DA CAIXA”, pensantes. Não apenas estão fora da caixa. Elas apoiam a mudança, produtividade e a missiologia APAIXONANTE.

NÃO HÁ MODELO. ESTÁ DEFINIDA POR como cada igreja trabalhar para servir sua comunidade. Duas congregações não se parecem. Embora elas possam ter algumas similaridades.

O DNA delas está intrinseco somente nelas. Os desejos sao caracterizados pelas culturas cruzadas, ao transformar cidades, e treinar missionários.

Elas são apaixonadas pela prática de disciplinas espirituais. Elas querem expandir a missão e sobreviver ao preconceito.

Elas querem a comunidade antiga, mas com tecnologias modernas.

Assim sendo elas podem reproduzir-se mais rapidamente.

Elas estão ansiosas em compartilhar com outras igrejas que tem paixões similares.

Elas têm coragem radical. Elas não são definidas por líderes carismáticos, mas são definidas pela paixão e autenticidade no Amor pela busca de Jesus a todo custo.

A liderança para qual Deus está nos chamando a fim de liderar a Igreja Apostólica não é o tipo de liderança que vem de um gerente ou modelo de executivo de uma empresa. Não é o carisma de uma pessoa que faz um pastor ou líder.

Jesus nos chama em I João 4:17: “Neste mundo nós somos como Jesus”.

Nós somos chamados para liderar. Todos, que são liderados pelo Senhor Jesus, são chamados para liderar.

Quando Deus terá Sua Igreja de volta?

Deixe-me concluir com alguns pensamentos sobre Jesus, Nosso Salvador e Lider.

Aqueles que ABSTRAEM Jesus de Sua vida, morte, e ressurreição e O transformam em um símbolo ou ícone para a visão de lideranca não tem idéia de quão radicalmente diferente a liderança de Jesus é de qualquer coisa que o mundo tem a oferecer.

Se nós examinarmos o ministério no mundo, como gravado nos Evangelhos, e se estudarmos o ministério da ressurreição do Senhor Jesus, como esta apresentado em Atos e no restante do Novo Testamento, encontraremos um Lider que não é como nenhum outro.

Tudo sobre a liderança de Jesus é única e não pode ser copiada pelo mundo.

Aqueles que usam Jesus como uma figura mestra para idéias sobre liderança e aqueles que alegam ter encontrado em Jesus princípios de liderança que dizem respeito ao mundo estão ambas erradas.

Lideranca no nome de Jesus é diferente de qualquer outro tipo de liderança no mundo. Nada que o mundo tem a oferecer chega perto. Jesus vira tudo de cabeça para baixo, ao avesso e nada sai do mesmo jeito.

Um dos livros sobre Liderança mais vendidos nos Estados Unidos é de autoria de um Cristão, um Presbítéro em uma Igreja Presbiteriana. Ele escreveu 500 páginas sobre administração, gerenciamento, motivação, mentoria, formação de equipe, e comunicações, e nem sequer uma palavra sobre Jesus.

Se Jesus é o maior Líder que já viveu, por que um Cristão que alega seguir Jesus nem sequer mencionaria Seu Nome em seu trabalho definitivo sobre liderança?

Eugene Peterson, pastor e autor, fala dos pastores sendo desnecessários de três modos. E eu penso que sua abordagem está correta.

A) “Nós não somos necessários ao que a cultura presume que é importante: os padrões de bondade e simpatia. A Cultura tém uma razoável alta consideração por pastores como guardas da ordem moral. Somos vistos como pessoas que fornecem uma formação de estabilidade social, que são úteis em tempos de crise e servem como símbolos de significado e propósito. Mas não somos necessarios em nemhum destes meios.”

B) “Também não somos necessários naquilo que nós sentimos que é essencial: como o responsável por manter uma congregação unida. Alguns de nós temos sido criados com a idéia de que ser pastor é ser o ápice do ministério – nos mantemos na mais alta posição na hierarquia daqueles que servem em nome de Jesus. Na verdade, nós levamos isso muito a sério. Porém não somos úteis nestes meios de auto importância.”

C) “E nós não somos úteis ao que congregações insistem que devemos fazer e ser: como os especialistas que os ajudam a ficar a frente da competição e fornecer uma alternativa aos caminhos do mundo. Elas querem pastores para liderar. Elas querem pastores do mesmo modo que os israelitas queriam um rei – para fazer afronta aos filisteus. As congregações conseguem as idéias de como formar um pastor a partir da cultura, não das Escrituras: elas querem um vencedor; elas querem que suas necessidades sejam satisfeitas; elas querem ser parte de algo vibrante e glamoroso.”

Então, para concluir, o que Jesus nos diz em João 15: “ Sem mim, nada podeis fazer.” É tudo sobre Jesus.

Liderança é o que Deus faz de nós e não o que nós fazemos de nós mesmos.

PARA LIDERAR É NECESSÁRIO SER LIDERADO.

É ser dominado pelo Mestre. Qualquer forma de liderança independente do objetivo principal do Espirito Santo é desqualificada imediata e completamente.

Liderança, no nome de Jesus, significa que nós seguimos Jesus em tudo que fazemos.

A diferença entre o melhor do que o mundo tem a oferecer da liderança dominada pelo Espirito é tão grande que cristãos que olham para o mundo para descobrir os “segredos” da liderança verdadeira estão indo na direção errada.

Nós devemos olhar para Jesus.

Quando Deus terá Sua Igreja de volta? Quando nós, como ministros e lideres, O procuramos e somente a Ele para ser nosso Professor Mestre.

Quando colocamos outros acima de nós mesmos.

Quando, serví-Lo, é a única coisa em nossas mentes e corações.

A igreja será grande quando nós ficarmos bem pequenos.


Traduzido por Edivan Salum
Revisado por Josimar Salum
Bill Nicoson é Diretor Executivo da CCN – Cornerstone Church Network - www.ccnetonline.org

02 Outubro 2008

O AMOR É PACIENTE. O AMOR É BONDOSO.

O AMOR É PACIENTE, O AMOR É BONDOSO.
Autora: Nelcileia Santos

No tempo que estávamos unicamente orando e jejuando pela nação da Índia, no meu tempo a sós com o Senhor eu lhe fiz uma pergunta bem diretiva à respeito do povo. Sobre o que Ele gostaria que nós, Igreja, em resposta ao Seu chamado, fizéssemos às pessoas ao quais nos confiou.

Bom, naquela tardezinha eu estava na varanda do quarto do meu filho Jonas que dá para um extenso campo de arroz.

Em espírito eu orava e ao mesmo tempo contemplava aquele campo.

O Senhor começou a ministrar ao meu coração através da cena que via naquele momento: alguns trabalhadores espalhados no campo, pequenos grupos, cada qual no seu alqueire de terra. De uma forma organizada e silenciosa eles trabalhavam cada um exercendo sua função.

E o Senhor fez uma ponderação a respeito do que eu via. Ele disse: “Filha, esses grupos de trabalhadores estão de um lado para outro agitados, com pressa de ver executado o seu trabalho, e o resultado final do mesmo!”

“Eu disse: Não, Senhor. Alguns colhem o arroz, outros ajuntam o feixe, outros colocam o mesmo sobre a cabeça e o remove para o celeiro.”

Ele então perguntou: “Filha, e o trabalho, termina aí?” Nesse mesmo instante o Senhor falou profundamente ao meu coração!

“Filha, você esta vendo que depois de todo o trabalho feito pelos ceifeiros e do arroz recolhido, o trabalho não termina por aí. Há outro processo que é o da limpeza e separação das sementes. É um processo lento, mas no final as sementes estarão prontas para o consumo.”

“O que desejo para os trabalhadores da Minha grande seara (o mundo) é o Meu Amor bondoso e paciente. Pois Eu Sou o Dono da seara e dos ceifeiros. Não me preocupo com quantidade de sementes, mas com a qualidade das sementes que são geradas.”

“Meu desejo é que o Meu povo, a Quem escolhi, viva esse amor bondoso e paciente, sem partidarismo ou vangloria. Pois Eu tenho exercido esse amor com cada um de vocês pacientemente, usando da Minha longaminidade e miséricordia todos os dias, esperando ver cumprida a Minha vontade através de suas vidas, para que Meu nome seja glorificado!”

“Portanto ame o que E amo e espere o Meu agir, pois o Meu tempo não é o tempo de vocês. O tempo de limpeza da semente é lento e doloroso, mas o seu resultado final não é para morte e sim para a vida.”

“Meu coração tem se entristecido em ver meus filhos trabalhando incansavelmente ou muitas vezes ininterruptamente na força do seus braços. Tendo pressa em ver o trabalho, o qual os confiei, concluído. Passando até mesmo por cima da Minha vontade para ver cumprida a sua vontade, sendo que tudo o que Eu quero é que apenas vivam e exerçam meu Amor, pois Eu Sou o Amor.”

O Senhor colocou em meu coração para compartilhar estas palavras... em obediência eu fiz. E a minha oração tem sido esta dia a dia:

“Senhor, nos ajude a viver e a exercer esse Amor bondoso e paciente que procede de Ti, em um mundo, no qual, têm se propagado nos corações dos homens, o sentimento de ódio, a ira, a vingança, a ambição, a cobiça, a inveja, a mentira, o ciúme, o orgulho, a fofoca, a injustiça e tantas outras coisas.”

Que o Espírito Santo possa estar ministrando em seu coração!

No amor de Jesus.

Miss. Neucileia (Léia) e familia.


Nelcileia Santos é missionária na Índia juntamente com seu esposo Fernando, e filhinhos Candace e Jonas. E-Mail: neucileia-india@hotmail.com

Clique aqui para escutar uma canção sobre Amor:
http://br.youtube.com/watch?v=mt1jwNuowXE

Para mais innformações dos Missionários Fernando e Léia

Orkut: http://www.orkut.com.br/Profile.aspx?uid=7739702125273191868

Flog: www.indiafamiliasantos.gigafoto.com.br

Youtube: http://br.youtube.com/user/indiafamiliasantos

05 Setembro 2008

A ingratidão entre os irmãos

Eu amo Jesus. Muito! Meu coração é cheio de gratidão pelo Seu favor em minha vida e na vida de minha família. Não tenho como expressar em palavras Seu cuidado para conosco.

Seu perdão encheu meu ser de alegria. Este tem sido sempre o recurso para a minha Paz. Posso confessar minhas fraquezas e pecados, porque Ele é fiel e justo para me perdoar e me purificar de toda a iniquidade. Nenhuma condenação. Nenhuma acusação. Seu Sangue continua me purificando com o mesmo Poder. Que Graça maravilhosa! Que recurso inefável!

As aflições na vida não me deixam órfão nem me isolam. Em nenhum momento fui abandonado ou deixado sem resposta. Jesus sempre está presente para ouvir, aconselhar e guiar. Não conheço a solidão. Jesus está sempre comigo. Suas promessas são verdadeiras e palpáveis. Ele me corrige. Ele me consola. Em todo tempo. A qualquer hora. Em qualquer lugar. Em todas as circunstâncias.

Por isto tenho sempre um hino de gratidão em meus lábios. Meu coração sempre pulsa de ações de graças. A bondade dEle encheu minha boca de louvor e meus lábios de um sorriso de contentamento. Com Jesus minha alma vai muito bem!

Tenho às vezes somente uma tristeza. Minha tristeza é com alguns de meus irmãos. Não é uma tristeza constante nem contínua. São arroubos momentâneos que vêm e passam ligeiramente. É que alguns de meus irmãos demonstraram e ainda demonstram uma ingratidão muito grande para comigo.

Não me considero um homem bom, por certo que não. Nem tão pouco sou perfeito, certamente não sou. Eu erro. E muito. Muitas vezes. Tenho limitações, muitas. Entretanto, gosto de fazer sempre o bem. Estar pronto para servir e doar e socorrer e atender e ajudar quase que ininterruptamente.

Porém são os intervalos que trazem revolta às pessoas, porque nem sempre podemos atender a todos em todo o momento. Muitas pessoas são insaciáveis. Todo o bem do passado é esquecido quando não posso atender alguma expectativa. É a ingratidão: a única coisa que me fere nesta vida.

Contudo, ouço a voz do meu Senhor soando em meus ouvidos: “Não canse de fazer o bem.” Porque fazer o bem cansa. Sofrer ingratidão também cansa a alma. Se já feriu o coração mais manso e tenro, imagine o meu. É, fere, e muito o meu coração. Já sorvi sua dor muitas e muitas vezes. E vivo presentindo que irei sofrê-la novamente há qualquer momento. Não serei surpreendido, é vero, mas minha dor não será menor por ter esperado conscientemente este momento.

Servir ao Senhor com alegria é um estilo de vida promotor de saúde e satisfação. Por outro lado, a ingratidão de um irmão provoca uma dor impiedosa. E é preciso vigiar para não auto-apiedar-se, pois não sou, repito, o mais bondoso dentre os homens. Definitivamente não.

Apenas o privilégio de ser um canal da bondade do Senhor já é uma coisa tremenda. É que Deus, o Filho anda ainda na Terra por caminhos preparados pelos homens. É Graça ser caminho para Deus.

Nem sempre faço o bem. Uma má resposta que dou. Uma irritação que extravasa. Uma indignação que sai. Coisas comuns a todos os homens. Um irmão me disse: “É por isto que as pessoas acabam se afastando.” É verdade! Os ingratos sempre se afastam. Não conhecem a tolerância nem o perdão.

Justificam as traições, os abandonos, as más conversações, as alianças quebradas, o afastamento e as injúrias com este “direito” de ser ingrato. E todos os favores são esquecidos, um a um. As horas dedicadas, as renúncias pessoais, o deixar de atender a esposa e o filho para atender o amigo, atender altas horas da noite, perder sono, arcar com as despesas, os vários sacrifícios, o prazer da companhia, as lágrimas vertidas juntos, as vitórias e os resultados, todo o bem de muitas vezes: desconsiderados, ignorados, esquecidos. A ingratidão provoca nas pessoas amnesia crônica.

E a obrigação de não poder errar nunca? Não falhar nunca, ser sempre agradável, atender sempre? De fato ser desumano. Gente, quem é humano sempre falha! Sempre erra! Pelo menos sete vezes. Nem que seja uma vez!

Por que os irmãos se afastam e se vão justificados? Por que aqueles que mais ajudamos são os que além da ingratidão se enredam na traição trazendo prejuízo e dor? A ferida com que somos feridos é mais dolorosa e cruel quando é provocada na casa de nossos amigos.

Eu amo Jesus. Muito! Meu coração é cheio de gratidão pelo Seu Amor e favor. Não tenho como expressar Seu constante cuidado para comigo. Seu perdão tem enchido meu ser de alegria. Tenho Paz! Jesus me dá a Paz! Sua Graça é maravilhosa! Mesmo esta Graça especial de sofrer a mesma ingratidão e traição que Ele conheceu tão bem e tão de perto! Contudo, Ele não ficou sozinho. E assim Ele também não me deixa só! Nunca! Nem mesmo quando expresso os sentimentos mais tristes de minha humanidade!

É que com Ele, sem medo, posso pensar como penso, falar o que quero, ser o que sou

30 Julho 2008

Transformação Pessoal – Parte I

Transformação Pessoal – Parte I

Todo seguidor de Jesus Cristo precisa experimentar a perfeita vontade de Deus. E esta experiência somente é possível através da transformação de nossa mente. “E não vos conformeis a este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.” (Rom. 12:2)

Como marca principal da vida moderna a superficialidade tem dominado todo o âmbito de nossas atividades produzindo complacência e estagnação. Isto é devido ao fato de que somos muito bons em falar, conversar e debater muito, mas não nos submetemos voluntariamente e conscientemente aos processos de metamorfose que nos levarão ao experimento prático da perfeita vontade de Deus.



Negativamente o texto simplesmente afirma que não experimentamos a boa, agradável e perfeita vontade de Deus porque nos conformamos com o mundo (seu sistema, seu estilo de vida, o modo de negociar, sua filosofia, etc) e não temos sido transformados pela renovação de nossa mente (de nosso entendimento).

Precisamos compreender que a aceitação do Evangelho do Reino é primeiramente uma questão da mente, do entendimento. “...Se ainda o nosso evangelho está encoberto, é naqueles que se perdem que está encoberto, nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do Evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus.” (II Cor. 4:3-4)

Arrependimento significa a mudança da mente de alguém. “No sentido de abraçar pensamentos além de suas presentes limitações ou padrões de pensamentos”.

O termo grego para arrependimento é metanóia. “Meta”, além. “Noia (nóeu), perceber, pensar, o resultado de perceber e observar. Denota ainda uma reorientação, uma transformação fundamental de vida, da visão pessoal de si mesmo e do mundo, um novo modo de amar a Deus e as pessoas. É uma mudança de coração transformativa e positiva. É uma conversão espiritual que resulta em mudanças práticas de pensamentos, palavras e ações, uma mudança radical, experimental e visível.

A grande batalha da transformação acontece na mente, é um exercício intelectual, racional, que demanda conscientes assimilações e interações.

A Palavra de Deus não interpretada por tradições ou contaminada por pré-leituras e preconceitos tem o Poder de trazer inovações, idéias frescas e conceitos que irão confrontar nossos pensamentos, contradizer nosso modo de vida, desafiar nosso status quo, requerer mudanças radicais e exigir nossas respostas acompanhadas por ações concretas de mudanças.

Existem fortalezas e baluartes de todo tipo que foram construídos durante os anos de nossas vidas e mesmo depois de termos experimentado a salvação foram edificados em nós sob o pretexto de piedade; são torres fortes de uma religião de palavras, raciocínios desenvolvidos de premissas falsas, nem tanto construções de principados e potestades, antes edíficios de pensamentos humanos, anti-cristos interiores, encravados na mente.

“Porque, embora andando na carne, não militamos segundo a carne, pois as armas da nossa milícia não são carnais, mas poderosas em Deus, para demolição de fortalezas; derribando raciocínios e todo baluarte que se ergue contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento À obediência a Cristo; e estando prontos para vingar toda desobediência, quando for cumprida a vossa obediência.” (I Cor. 10:3-6)

Somente profundo arrependimento pode nos tirar da superficialidade, levar-nos a admitir sinceramente que precisamos ser transformados,

Dos discípulos de Cristo, em Atos 17, falaram: “Estes que têm transtornado o mundo chegaram também aqui.” (v. 6)

Por onde passaram o transtorno era a transformação profunda cultural e impacto na religião vigente que a mensagem e a vida daqueles homens de Deus produziram. No mercado de trabalho e nos assuntos da cidade inclusive. Somente pessoas transformadas são capazes de transformar os outros e o ambiente onde vivem.

A falta de influência das igrejas nas suas cidades atestam o fato contundente de que seus membros são tão iguais ao restante de seus habitantes. Não somente iguais mas sem muita influência no tecido social e cultural devido ao distanciamento e afastamento de si mesmos dos assuntos da cidade, em detrimento de sua natureza essencial de ser Sal da terra e Luz do mundo.

Se foram transformados, ao ponto de estarem experimentando a perfeita vontade de Deus, de fato não realmente, estão tão enclausurados nos monastérios (seus templos, seus edifícios) que são de nenhuma influência aonde vivem pelo simples fato de não serem presentes e envolvidos na sociedade onde devem testemunhar - apesar de nelas habitarem. Somente pessoas transformadas podem oferecer transformação aos padrões de uma sociedade.

Ser avivado por Deus é ser transformado por Deus. Avivamento pessoal é transformação pessoal. Primeiramente transformação do pensamento. Mais difícil que ouvir, falar e ver, é pensar.

E o culto racional destacado pelo Espírito Santo aponta para nossa vontade. Nós pensamos e agimos de acordo com a Palavra por uma decisão pessoal volitiva, não por sugestão ou por sentimento. Não precisa sentir para agir, não precisa se emocinar para decidir, não precisa-se de uma oportunidade – a vontade cria a oportunidade e a mudança ocorre como resultado.

Nosso pensamento precisa ser substanciado pela Palavra de Deus.
As expressões dos evangélicos se tornaram vazias porque seu pensamento se esvaziou da Palavra. Devemos renunciar toda a frase de efeito, sem sentido, que não consegue se concretizar e que não se pode por em prática na vida. “Falai de tal maneira e de tal maneira procedei.” (Tg 2:12)

É comum ouvir expressões gritantes em reuniões de culto tais como: “Você vai sair daqui andando nas alturas. Diga para seu vizinho: Você é um campeão. Varão valoroso. Recebe o fogo. O fogo está aí. O fogo vai te queimar.” Geralmente acompanhado de muita histeria.

“Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto nas vides; ainda que falhe o produto da oliveira, e os campos não produzam mantimento; ainda que o rebanho seja exterminado da malhada e nos currais não haja gado. todavia eu me alegrarei no Senhor, exultarei no Deus da minha salvação. O Senhor Deus é minha força, Ele fará os meus pés como os da corça, e me fará andar sobre os meus lugares altos.” (Hab 3:17-19).

Somos desafiados a andar sobre as alturas em meio a falta de frutos, ao aperto econômico, no deserto. Mas deserto, sofrimento, lutas, dificuldades tornaram-se sintomas de falta da benção. O sucesso é medido por padrões seculares. Importados para o nosso meio, paganizaram a teologia, normatizaram o comportamento e quem afirma o contrário é ostracisado para se sentir culpado. É preciso realmente ter coragem para pensar diferente – segundo a Palavra.

Você vai vencer se perseverar até ao fim. “Ao que vencer, e ao que guardar as Minhas obras até o fim, Eu lhe darei autoridade sobre as nações.” (Ap. 2:26)

Você é varão valoroso se é um homem de fé que obedece a Deus em tudo. E se obedece ao Senhor será próspero em tudo. Tudo o que fizer prosperará.

Recebe o fogo... o fogo vai te queimar... Que fogo? O Fogo do Espírito que purifica o pecado? Quer mesmo ser livre do pecado? Abandoná-lo em todas as formas? Quer o fogo da prova, da tribulação? Quer mesmo passar por prova, tribulação e ainda continuar sendo fiel a Deus?

28 Maio 2008

A IGREJA NÃO É DE ROMA



“Que fareis pois irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação.” (I Cor. 14:26)

Desconhecemos a espontaneidade e a liberdade nas reuniões do Corpo de Cristo, com a participação ativa dos crentes e não de alguns poucos, porque não entendemos ainda o que significa Igreja. É preciso compreender: desfez-se a reunião, e o ajuntamento dissolveu-se, não existe mais igreja. Igreja é reunião, é ajuntamento, é assembléia.

“Mas chegastes ao monte de Sião e à cidade do Deus vivo, à Jerusalém celestial... à universal assembléia e igreja dos primogênitos, que estão inscritos nos céus e a Deus... e a Jesus...” (Hb. 12:22-24).

O tempo exige espaço para prover sua limitação, para demarcar sua referência de um acontecimento. “Porque onde estiverem dois ou três reunidos em Meu Nome, ai estou no meio deles.” (Mt. 18:20). Jesus manifesta Sua presença na temporalidade dos encontros humanos nesta igreja de dois ou três pararelamente reunindo-se eternamente naquela igreja (assembléia) de milhares de primogênitos.

Estavam todos reunidos no mesmo lugar (At. 1:2), era a igreja. Dizer que a igreja estava reunida é uma redundância. Era a comunidade de irmãos e irmãs que numa constante dinâmica de relacionamentos entre si e em comunhão com Deus aguardava o derramamento do Espírito Santo, que João Batista chamou de Batismo. (At. 1:5).

A igreja não é de Roma, são todos os que estão em Roma, amados de Deus, chamados santos. (Rom. 1:7). A igreja de Deus está em Corinto (I Co. 1:3; II Co. 1:1), quando se reúnem no Nome Jesus e Ele está no meio deles. São as igrejas da Galácia; em cada cidade ou vila se congregam e porque estão congregados naquele tempo determinante são igreja (Gl 1:2). São os santos que estão em Éfeso e fiéis em Cristo Jesus (Éf. 1:1). São os que estão em Filipos (Fp 1:1) e em Colossos (Cl. 1:2). É a igreja dos tessalonicenses em Deus, não que pertença a eles, são eles mesmos quando estão reunidos, em assembléia (I Ts 1:1, II Tes. 2:1).

Dissociar IGREJA da ídeia de lugar definido, templo, denominação, prédio, edifício, “igreja” que continua sendo “igreja” mesmo quando não estão reunidos é exercício difícil do pensamento; tem-se que renunciar violentamente os axiomas e dogmas estabelecidos; tem que se desvencilhar e se desatar das tradições dos séculos protestantes e evangélicos; tem que ter coragem para romper com paradigmas cauterizantes e engessados de natureza puramente religiosa; tem que romper com sistemas hermenêuticos históricos que há muito roubaram os meios de se chegar até às Escrituras despreconceituosamente e tem que santificar-se, separar-se para a Verdade, pois é possível se libertar deste hibridismo – santo-profano – para entender por Revelação a discernir o Corpo de Cristo que definitivamente não está dividido.

Toda “igreja” tem um altar e um púlpito. O altar serve para uma classe sacerdotal exercer suas funções e o púlpito serve para discriminar os santos de Deus. “Mas vós sois a geração eleita, sacerdócio real (sacerdotes e reis), a nação santa, o povo adquirido para que anuncieis as virtudes daqueles que vos chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz.” (I Pe. 2:9).

O rebanho de Deus reconhece que o Espírito Santo constituiu bispos que o apascenta, mas sendo resgatado com o próprio sangue de Deus (conforme Atos 20:28), tem acesso livre ao Altar nos céus que elimina categoricamente qualquer altar na terra. Existiram na terra até à crucificação de Jesus altares pagãos e altares para Deus, depois da Cruz de Jesus, o último altar de Deus na terra, todo altar na terra se tornou pagão. Jesus é o Altar Eterno de Deus e é somente Nele e através Dele que nos encontramos com Deus.

O púlpito sacraliza a voz do que fala em Nome de Deus. É somente para “os escolhidos.” Não é canal de todos os santos. Estes se silenciam para ouvir a voz do que fala. De fato, o púlpito roubou a liberdade dos santos de edificarem uns aos outros, porque se um somente edifica o culto não é do Corpo, mas do pastor ou daqueles que falam ou ministram. O púlpito atrai para si o referencial do próposito essencial da igreja em relação a nós, que os santos se reúnem para edificar uns aos outros. O apêndice tornou-se o destaque e aniquilou a função do corpo.

A figura do pastor-regente é exigência do programa, projeto escrito e minucioso, que dá a conhecer os pormenores de um espectáculo. Leituras, período de louvor, avisos, coleta, pregação, com algumas variantes, todo domingo é o mesmo. Os shows evangélicos moderninzaram o culto e o sofisticou. Mas continua sendo o sistema de palco e platéia, espetáculo e pláteia, figura do Panteão grego. E os deuses se multiplicam.

Se somos santos de Deus e entendemos as coisas do Espírito, não seria o caso de percebermos que o tipo de culto que temos é o mesmo praticado a 500 anos? Não seria o caso de voltarmos para o Novo Testamento e examinarmos as Escrituras para comprovar se estas coisas eram assim? (At. 17:11)

É preciso restaurar o culto às Igrejas, onde irmãos e irmãs edificam-se uns aos outros com o que Deus lhes deu, numa comunhão perene de gente que não segue um programa, não requer um animador para conduzí-los e que dispensa estrelismos. O que passar disto é entretenimento. Por melhor e até edificante que seja é outra coisa, não chame de igreja, à Luz da Biblia não pode ser e definitivamente não é.

Igreja: “onde estiverem dois ou três reunidos em Meu Nome, ai estou no meio deles.” (Mt. 18:20).

30 Abril 2008

Por que alguns pastores não se reúnem com os outros?


É muito comum nos encontros de líderes, especialmente de pastores, preletores nem sempre ministrarem para satisfação geral, mesmo porque os ouvintes vêm de diversas denominações, crêem diferentemente dos outros, têm estilos e gostos distintos que são mesmos peculiares a cada um.

Entretanto, isto é perfeitamente compreensível para cada um daqueles que decidiram valorizar mais os relacionamentos, respeitando as pessoas pelo que elas são, do que pelas suas formações religiosas, crenças, estilos e gostos peculiares.

Contudo é comum algum líder discordar do que ouviu, ofender-se com alguma posição compartilhada e rejeitar o estilo do preletor e a partir daí, infelizmente, nunca mais voltar ao encontro, rejeitando radicalmente a oportunidade de relacionamento com outros líderes, irmãos em Cristo.

Tenho observado na caminhada de relacionamento com líderes cristãos de várias nacionalidades que o egoísmo, a intolerância, a arrogância, o exclusivismo, o espírito crítico e a desobediência a Palavra de Deus têm desempenhado papéis preponderantes na disseminação de contendas, divisões e insucesso dos encontros entres líderes.

O Espírito Santo determina que a única licença que temos para recusarmos a associação é com aqueles que dizendo-se irmãos, são devassos, ou avarentos, idólatras, maldizentes, beberrões, roubadores. (Conf. I Cor. 5:9-11)

O egoísmo evidencia-se nas agendas próprias, no discurso mascarado de “Reino” quando o que se promove mesmo é o “reino pessoal”, com a promoção exclusiva de programações pessoais e personalistas. A compreensão do que é o Reino de Deus e como se manifesta é essencial para romper com estes comportamentos egoístas que impedem a comunhão com os irmãos.

A intolerância se manifesta na impaciência para com os erros dos irmãos, pela incompreensão de que todos, inclusive nós, temos o direito de pensar e falar diferentemente. Falta espírito de mansidão para encaminhar aquele que foi surpreendido em alguma falta. (Conf. Gal. 6:1). A humildade e o quebrantamento de nosso coração rompe com toda a intolerância, quando reconhecemos que Deus nos aceita como somos, e nos recebe como filhos pelos méritos exclusivos de Jesus Cristo, Aquele que não se envergonha de nos chamar de irmãos.

A arrogância combinada ao orgulho, demonstrados no sentimento de superioridade, na exibição inconveniente de mostrar-se que é melhor e na falsa percepção de auto-importância isola o líder dos outros, e o impede de desfrutar do privilégio da comunhão. É urgente tomar e cingir-se com a toalha de Jesus e abaixar-se para lavar os pés dos irmãos. Servir é a vocação maior do Ministro de Cristo. É a vocação maior de Seus discípulos. Quem não serve não é discípulo DEle, muito menos ministro.

O exclusivismo se manifesta no excessivo particularismo voltado para o ministério pessoal ou da denominação, inflado pela percepção falsa de que se é suficiente para fazer a obra de Deus, é melhor do que os outros e que os outros não sabem tanto. A simples compreensão de como funciona o Corpo de Cristo eliminaria todo exclusivismo, pois individualmente somos de fato membros uns dos outros. E se não somos membros uns dos outros não somos do Corpo.

O espírito crítico é claramente percebido nas conversas entre líderes. Parece que se tornou um hábito indispensável. A Palavra de Deus declara: “Examinai tudo e retende o que é bom.” Porém muitos líderes geralmente examinam tudo e retêm o que é ruim. A intolerância gerada por este cristicismo impiedoso têm condenado muitos preletores ao descrédito, simplesmente porque uma ou duas de suas expressões em seu ensino ou pregação não foram apropriados. Revestir-se da verdadeira humildade é a cura para esta enfermidade da alma, pois leva a reconhecer quem somos e a perceber que também erramos.

Jesus orou ao Pai pela Unidade de Seus discípulos. É desobediência e rebelião a Sua vontade recusar a participar da comunhão dos santos na cidade. Todo esforço deve ser empreendido por cada um de nós para promover reconciliação e a união dos irmãos. Sem comunicação isto não é possível. Nossa indiferença não nos isenta de nossa responsabilidade. Não enxergar esta verdade é miopia espiritual. É não enxergar a amplitude e a diversidade do Corpo de Cristo. É preciso, pois, obedecer a Jesus. Para que todos os Seus discípulos sejam um.

11 Abril 2008

E o Senhor fartará a tua alma em lugares secos.

Esta promesa faz sorrir qualquer um de nós. Estas poucas palavras têm um poder acalentador e provocador de esperança enorme que nos transporta de nosso dia mais sombrio para além das nuvens, onde o sol brilha sem sombras.



Quem nesta vida não experimentou lugares secos? Quem nesta existência não passou por vales de angústia, de águas (alegrias) escassas, lábios secos, cabeças curvadas, mãos trêmulas esfregantes ininterruptamente uma contra a outra?

Lugares secos no lar, no trabalho, na escola, na igreja. Sim, na igreja, onde deveria ser sempre um lugar de águas cristalinas que descedentasse a sede de todo mundo, numa oferta indiscriminada de Graça abundante.

É fato para muita gente que a igreja tornou-se um lugar seco pelas competições, invejas e jogos de poder de alguns entulhadores de poços. Filisteus carregados de entulhos de amargura, fofoca, negativismo, legalismo e ódio mascarado de espiritualidade.

Muitos lugares frescos de águas cristalinas se tornaram áridos pela presença daqueles cujas palavras deixaram de ser águas profundas e ribeiro transbordante. Cujas palavras maltratam, perturbam, machucam e secam amizades, relacionamentos e toda a esperança.

Como alguém que teme a Deus pode jejuar para contendas e debates (rixas quero dizer)? Como se distanciou tanto o discurso de Evangelho da prática de vida? Como pode-se, em sã consciência, fingir que se pratica a justiça apelando para uma santidade somente moral e esquecendo-se o mais importante que é a misericórdia, a bondade, a compaixão e o amor?

Como uma vida religiosa de aparência, de encenação, de gestos, de orações bonitas podem esconder alguém do olhar penetrante e profundo do Deus que não vê a aparência mas o coração do homem? “Não há criatura encoberta diante Dele; antes todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos dAquele com quem temos de tratar.” (Hb. 4:13)

Nós precisamos tornar a nossa fé mais prática. Precisamos tomar aquilo que chamamos de fé e transformá-la em fé verdadeira. Fé somente contemplativa não é fé; é yoga evangélica. Fé de palavras repetitivas não é fé, é catolicismo evangélico. Fé de palavras de efeito, imponência e “evangeliquês” não é fé; é fantasia, maluquice, psicopatia.

É preciso repartir o pão com o faminto, recolher em casa os pobres desterrados e cobrí-los. Discursar não mata a fome de ninguém. Interceder não abriga pobre algum. Nossas igrejas precisam seriamente considerar esta obra de Deus: abrir a alma ao faminto e fartar a alma aflita. Ao contrário, nossa doutrina e prédica somente apontam para um enriquecimento cada vez maior de nós mesmos, ou pelo menos um desejo enorme de prosperar e ficar rico, possuir carros cada vez mais luxuosos e casas cada vez mais abastadas, e para Lázaro apenas algumas migalhas, sobrinhas que acidentalmente porventura venham cair de nossas mesas ricas e fartas.

Em nosso meio há um jugo tão opressor de palavras, preconceitos comportamentais, júízos, produtos de tradições religiosas totalmente despidas da Graça de Deus, que é insignificante a conversão genuína de prostitutas, homossexuais, viciados e jovens “rebeldes”, enfim, de gente que a maioria considera irrecuperáveis. Muitos daqueles não se aproximam de nós porque têm medo de se sentirem piores do que são. Não suportam o estender do dedo quando deveriam receber uma mão amiga estendida de amor.

Estava ele num lugar seco, fétido, passando fome, angustiado, um pedaço de gente sem nome, sem casa, sem identidade, sem vez, sem chance na vida. “Quantos empregados de meu pai teem abundância de pão e eu aqui pereço de fome!”

“E levantando-se, foi para seu pai, e quando ainda estava longe, viu-o seu pai e se moveu de íntima compaixão, e correndo, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou.”

“Pai, pequei contra o céu e perante tí, e já não sou dígno de ser chamado seu filho.”

“Mas o pai...” Oh! Que expressão bendita! Mas o Pai... Eu gosto de repetir isto e choro de alegria e gozo. Mas o Pai...

Mandou trazer-lhe o MELHOR vestido e vestiu-lho. O pai o vestiu! Pôs-lhe um anel na mão e sandálias nos pés. O pai pôs!

“Este meu filho estava morto, e reviveu, tinha-se perdido e foi achado. E começaram a alegrar-se.”

Apenas começaram... Porque o vinho na casa do Pai jamais acaba muito menos a alegria.

06 Janeiro 2008

De uma vez por todas (Parte II)

Nosso território de influência precisa ser alargado e o modo como estamos acostumados a pensar e a raciocinar precisa ser transformado.

"Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente...” (Rm. 12:2). Nossa mente precisa ser transformada radicalmente pela revelação da Palavra de Deus para conhecermos a Sua Vontade.

A Unidade de Seu povo é a Vontade de Deus, "porque alí o Senhor ordena a benção e a vida para sempre." (Sl. 133:3). A bondade e a suavidade de estarmos unidos como irmãos é a experiência da boa, agradável e perfeita vontade de Deus.

Precisamos ler textos como Ezequiel 37 e João 17 deixando que o ensino do Espírito Santo permeie nosso modo de pensar a tão ponto que leve a uma mudança radical em nossas atitudes, palavras e ações.

A Palavra do Espírito Santo para a Igreja hoje é esta: "Amplia o lugar da tua tenda e as cortinas das tuas habitações se estendam; não impeças; alonga as tuas cordas e firma bem as tuas estacas. Porque trasbordarás à mão direita e à esquerda; e a tua posteridade possuirá as nações e fará que sejam habitadas as cidades assoladas." (Is. 54:2-3).

Apossamo-nos desta promessa, cada um de nós para a nossa "igreja" justificando-nos assim: "Se minha igreja cresce cresce a obra." Que engano!

Entendamos o "ampliar o lugar da tua tenda" além de nossas estacas e de nosso território. A promessa aqui é para a IGREJA. O lugar da tenda é a tenda do povo de Deus. As estacas da Igreja na Cidade são as divisas da cidade, portanto inclue a todos. O propósito de Deus é alcançar as nações e ninguém alcancará as nações sozinho e independente, mas com parceria e colaboração mútuas.

Alargar a tenda é consequência do alargamento do entendimento da mente. Não podemos continuar pensando em termos de nosso ministério e nossa missão, mas no Ministério de Cristo e na Missão da Sua Igreja. É preciso enxergar o Plano de Deus para nossas cidades e nações e alinharmos nossos ministérios com esta grande visão.

O Ministério de Cristo é a Unidade e a Missão da Igreja é buscar o que se havia perdido. Vai cumprir esta missão, um só povo sob a ordem de um só General: Jesus Cristo. Não consigo ser mais claro do que isto! Apenas que temos corrido o risco de estarmos pregando o Evangelho fora do propósito de Deus que é através da Unidade da Igreja e não do esforço próprio e independente de alguns de nós e de nossos ministérios.

Denominamos igrejas do avivamento - uma igreja local que está avivada e não as outras seu redor. O Espírito de Deus será derramado sobre toda a carne e o grande avivamento é para toda a cidade. Não se mencionará então a igreja do avivamento, mas a cidade, a região e a nação do avivamento. Não é isto que todos desejamos e rogamos ao Senhor em nossas reuniões de oração? Deus quer fazer-nos a TODOS transbordar à mão direita e à esquerda, coletivamente e não individualmente. Isto vem do Avivamento que é para todos. "Derramarei o Meu espírito sobre TODA a carne” (Jl. 2:28) é a profecia que está se cumprindo em nossos dias.

Mais do que palavras e orações isoladas precisamos nos reunir, como líderes, em reuniões de conselhos e cafés da manhã para nos relacionarmos uns com os outros, com coração quebrantado, numa renúncia honesta de agendas próprias e com uma visão ampla do Reino de Deus e de Seus planos.

Deus me mostrou há alguns anos atrás que estádios e lugares públicos serão tomados por servos de Jesus, para dias de jejum e oração. Já está acontecendo!

De um modo prático pastores e igrejas devem se organizar para juntos e unidos reunirem-se em praças públicas e estádios, para dias de jejum e oração. Imagine você milhares de jovens reunidos para orar e jejuar e não para se divertirem e serem abençoados, mas para se oferecerem em sacrifício a Deus para que Ele derrame o Seu Espírito sobre a cidade.

É preciso colocar a Unidade da Igreja como prioridade em sua vida, porque é contemplando a Unidade da Igreja que os habitantes de nossas cidades crerão que Deus enviou a Jesus.

De uma vez por todas: Povo de Deus, uní-vos! "Até que se derrame sobre nós o Espírito lá do alto; então, o deserto se tornará em campo fértil e o campo fértil será reputado por um bosque." (Is. 32:15)

De uma vez por todas (Parte I)

Estamos parados na encruzilhada da história. Surge a nossa frente dois caminhos. Escolheremos um ou outro. Um caminho nos conduzirá ao nosso destino. O outro caminho represemta o retrocesso que leva a terrível apostasia. O caminho da UNIDADE DA IGREJA, de uma vez por todas. Ou o caminho da DIVISÃO.

JESUS CRISTO unirá o SEU POVO de qualquer modo. É Sua Vontade. Operando Ele ninguém impedirá! Se trilharmos o caminho de separação e denominação poderemos estar nos caracterizando como povo que de fato não é de Deus. Denominador é o termo de uma fracção que indica em quantas partes está dividida a unidade.

O termo destino usado aqui significa o futuro traçado por Deus para cumprir Seu propósito eterno: "Os reinos do mundo vieram a ser de nosso Senhor e do Seu Cristo (O Ungido), e Ele reinará para todo sempre." (Ap. 11:15).



Nossas conquistas como Corpo de Cristo se tornaram extremamente grandes desde que o Senhor enviou Seu Espírito sobre os 120 irmãos e irmãs no cenáculo de Pentecostes, quando foram "agregadas naquele dia à Igreja quase três mil almas."(At. 1:41).

Um exemplo: nos últimos anos o ministério Cristo Para as Nações liderado pelo evangelista Reinhard Boonke registrou em cruzadas na Nigéria mais de 1 milhão e 200 mil decisões para Cristo, 400 vezes o número de decisões no dia de Pentecostes.

Um fato: "Os evangélicos estão crescendo três vezes mais do que a taxa de crescimento mundial." (Patrick Johnstone - A Igreja é Maior que você pensa - Missão Horizontes) e poderia aqui mostrar dezenas de estatísticas de fatos exagerados que mostram a intervenção exagerada de Deus nas nações do mundo.

Nunca na história da igreja estivemos tão pertos de em nossa geração pregarmos "o Evangelho do Reino em todo o mundo, em testemunho a todas as gentes..." (Mt. 14:14: o tempo da restauração de todas as coisas na plenitude dos tempos com a vinda gloriosa do Rei Jesus.

É vero que o plano e ação de Deus são bem maiores e mais amplos que os pequenos planos de nossas igrejas e ministérios.

Não podemos nos sujeitar ao risco de retroscedermos como indíviduos e igrejas. Um pequenino desvio hoje no caminho significará mais adiante um grande desvio. Retrosceder significa apostasia, abandono da fé, abdicação fatal do propósito de Deus para as nossas vidas.

Deus quer salvar uma nação inteira e nós estamos perdidos em nossa vilazinha, super ocupados em construir nosso ministério local. Delineados pelas quatro estacas que colocamos ao nosso redor, marcamos nosso território não somente físico, mas de influência. Desejamos exercer influência somente sobre os membros de nossa congregação… Dentro destas quatros estacas que delineam nossas divisas armamos nossa tenda e nos ocupamos em trabalhar incansavelmente por nós mesmos, nos convencendo de que é para o Senhor, quando de fato, trabalhamos é para nós mesmos.

Quando nossa ação em pregarmos o Evangelho em nossa cidade não contempla colaboração e união com nossos irmãos para fazermos juntos o mesmo, promovemos a divisão do Corpo de Cristo, tornando-a uma ação contra Cristo ao invés de ser a Seu favor.

É que entendemos mais de competição do que de oração, quando trabalhamos para o crescimento de nossa igreja e nos motivamos a ganhar vidas para o Reino desde que "venham para nosso rebanho." É hora de nos unirmos para alcançarmos nossas cidades e as nações do mundo através do jejum e da oração, como caminho que se abre para evangelizarmos juntos.



Mais do que nunca nós precisamos priorizar a Unidade e a União da Igreja em nossas vidas. Deus quer unir o Seu povo, mas nos recusamos a nos relacionar com os pastores e líderes de Deus de nossa cidade, pelo menos com alguns. Geralmente há alguma unidade entre igrejas com a mesma visão e envolvidas no mesmo tipo de ministério. Mas para que o propósito de Deus se cumpra em nós, precisamos nos unir em torno do Nome de Jesus e de Seu propósito e não em torno de uma visão.

Deus quer unir o Seu povo na cidade, mas nos recusamos a orar e a nos juntar uns aos outros, de fato, a amar verdadeiramente uns aos outros, não de palavras, mas por obra.

O apelo do Espírito Santo é que deixemos de andar pelo caminho do retrocesso histórico, do continuismo religioso, do remar contra o mover de Deus "para que todos sejam um... para que o mundo conheça" que Ele enviou a Jesus.

05 Dezembro 2007

CORAGEM PARA SER TRANSFORMADO

Não posso parar de aprender. É o aprendizado constante que me faz vibrante, ativo, entusiasmado. É preciso buscar sempre novas coisas, desafiar limites, expandir, caminhar para frente, desenvolver.

Deus me fez assim: inteligente, pensante, criativo, apto para exceder, inspirado para triunfar, ávido para descobrir, capacitado a renovar e pronto para recomeçar sempre que preciso.

Para transformar e ser transformado, para agenciar mudanças e ser mudado, para romper com velhos paradígmas e aceitar o novo.

Para experimentar a agradável, boa e perfeita vontade de Deus sou exortado a não me conformar com o mundo, mas a transformar a mim mesmo pela renovação de minha mente.

Convicções que eram baluartes foram substituídas por outras num processo de metamorfose que provocou em mim muito desconforto, insegurança e renúncia. Para melhor.

Nestes processos de metamorfose, descobri que “as verdades” que cria eram de fato o absoluto de tradições humanas que um dia aceitei, sem questionamento, porque era criança. Todavia, na medida que cresci, digo, comecei a pensar, abrí-me para o novo da Revelação da Palavra, e reputei-as como mitos.

Ainda hoje admito que nem tudo o que creio é Verdade infalível da Palavra de Deus. Assuntos escatológicos, por exemplo, alimentados pela fantasia desta geração “deixados para trás” não me convencem nem um pouco. Fico aqui muitas vezes perguntando como as contradições, e as questões não respondidas, e as datas marcadas, esta miscelânia dispensacionalista deste escapismo horroroso podem estar baseados na Palavra de Deus!

Aqui corro o risco de ser tido como herético, cético, inimigo do arrebatamento, etc. Não me importo, já que decidi ser livre para procurar a Verdade, e assim sendo, questionar todas as confissões de fé, as vacas sagradas e os paradígmas ao meu redor.

Decidi não me conformar com este mundo - o que não é Reino de Deus. Nas esferas da criação existem o mundo e o Reino de Deus. Um dia os reinos deste mundo se tornarão o Reino de Deus e de Seu Ungido, mas no momento este é distinto daquele.

Vivo constantemente desafiado por Jesus a não viver segundo o mundo, porque “o mundo passa e as suas concupiscências, mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre.”

Decidi transformar a mim mesmo pela renovação da minha mente. Sou então incomodado a pensar diferente, a questionar “os absolutos da fé e da doutrina.” Sou motivado a repensar a teologia, sem medo de perder a Fé, porque a minha fé não é credo, uma confissão de Fé, mas confiança absoluta numa Pessoa, que é Jesus de Nazaré, o Filho de Deus. Posso até perder a doutrina mas não perco o Evangelho. Posso rejeitar as declarações de fé e os credos sem rejeitar a Palavra que Deus exaltou até sobre Seu próprio Nome. O Evangelho, a Palavra, é uma Pessoa!

Não preciso simplesmente aceitar o que me dizem, principalmente se tem sido ensinado pela maioria dos pregadores. Verdade não é verdade porque a maioria resolveu interpretar como verdade. Porque se petrificou como verdade ou convencionou-se a chamar de verdade. As religiões mais fanáticas na terra são alimentadas por fundamentalismos que não podem jamais ser questionados, contraditados e nem sofrerem qualquer oposição sob risco de vida.

“Entendes tu o que lês?,” ainda é a pergunta de Filipe a todos que estão viajando na carruagem da vida. “Examinai tudo” ainda é a exortação de Paulo a todos os que tiveram a coragem de parar a carruagem para buscar respostas para os mistérios do Evangelho.

Decidi que vou crer somente naquilo que entendo. A Fé não é cega, irracional, “um salto no escuro”, porque a Fé vem pelo ouvir a Palavra de Deus.

Decidi que continuarei confiando na Pessoa de Jesus mesmo não entendendo ainda muito, mesmo não tendo respostas para tudo, mesmo tendo que às vezes engulir em seco minhas dúvidas.

Neste exercício contínuo é tão bom reconhecer minha humanidade com todas as suas contradições, é tão bom saber que não sei tudo, que não posso tudo, que sou fraco como devo ser, sendo levado a este sentimento gostoso de dependência de Deus.

Decidi questionar, pensar e racionalizar até mesmo o que Deus me diz. Como uma criança questiona o Pai o que não entende. Porque o Pai ama dialogar com Seus filhos, se satisfaz em contemplar a inteligência deles, aquela medida de coragem e ousadia que têm em perguntar tudo o que querem, pois só assim experimentam a descoberta do que não sabem.

“Invoca-Me e Te responderei, anunciar-Te-ei coisas grandes e ocultas que não sabes.”. Resolvi, então, perguntar tudo o que quero e a descrer do que não entendo sem me sentir culpado.

30 Novembro 2007

AVIVAMENTO PESSOAL



“Não tornarás a vivificar-nos para que o Teu povo se alegre em Ti” (Salmos 85:6)


Precisamos de Avivamento

Precisamos de avivamento gerado pela Palavra, porque os necessitados nos batem à porta e pedem pão, "Pão dos Céus".

Precisamos de avivamento porque há muitos trabalhadores do Reino que querem fazer a obra, mas carecem de recursos dos céus.

Precisamos de avivamento, porque há muitos acomodados e confortáveis no porão do navio "da Igreja" que precisam de despertamento espiritual e de conversão à obediência da Palavra.

A maioria dos últimos "avivamentos localizados", especialmente os das últimas duas décadas estão cheios de curas e milagres, emoções exuberantes e manifestações espirituais - algumas até exóticas, porque de fato são manifestações mais da alma humana do que propriamente do Espírito! Mas nenhum deles não produziu transformação social, nem mesmo nas comunidades onde se manifestaram.

Carecemos de avivamento que gere santidade nos crentes ao ponto de transformá-los em melhores esposos e esposas, melhores filhos, melhores amigos, gente que saiba se relacionar com amor e paz e que saibam viver em comunhão e unidade, sem dissenções ou divisões.

Carecemos de avivamento que leve os crentes a viverem a vida na terra com testemunho e honestidade.


Carecemos de avivamento gerado pela Palavra da Cruz que gera a manifestação da Graça de Deus "trazendo salvação a todos os homens, ensinando-lhes que, renunciando a impiedade e os desejos mundanos, vivam neste presente século sóbria e justa e piamente". (Tito 1:11-12)

Carecemos de avivamento de Pão que mantém o Fogo do Espírito, o Fogo que consome todo o pecado, injustiça e iniquidade. Se é somente "fogo", sem Palavra, não é o Fogo do Espírito, mas fogo estranho que geralmente se manifesta em profecias falsas que prometem sucesso e prosperidade para quem vive no pecado e é amigo do mundo nos seus feitos e diversões.

Porque o Espírito manda dizer "aos justos que bem lhes irá, porque comerão das suas obras. Ai do ímpio (o que pratica o pecado)! Mal lhe irá, porque a recompensa das suas mãos se lhe dará" (Is 3:10-11). "O que medita na Lei do Senhor de dia e noite... tudo quanto fizer prosperará. Não são assim os ímpios, mas são como a moinha que o vento espalha (quanta gente boa, mas gente ímpia espalhada!). Pelo que os ímpios não SUBSISTIRÃO NA CONGREGAÇÃO DOS JUSTOS. Porque o Senhor conhece o caminho dos justos, mas o caminho dos ímpios perecerá" (Sl 1:1-6).

Por tudo isto, não deveríamos estranhar quando "escândalos" estouram em nosso meio, no meio dos santos e justos do Senhor! É que o íniquo não pode subsistir na congregação dos justos! "Porque até importa que haja entre vós heresias, para que os que são sinceros se manifestem entre vós"(I Co 11:19).


Carecemos de avivamento da Palavra Viva do Deus vivo que leva aos crentes a não se escandalizarem quando "proeminentes e carismáticos pregadores e cantores" caem em pecado e se "desviam" trazendo vergonha e afronta para seus "ministérios" Por isto é que carecemos mesmo de um avivamento de sede e fome da Palavra que gera maturidade e discerninento espirituais, porque a Palavra ensina que se conhece a árvore pelo seu fruto. Em outras palavras, não se conhece o pregador pela sua pregação nem o cantor pelas músicas que canta, mas pelo seu testemunho que somente conhece quem convive com eles. O profeta é aprovado não pelo seu dom, mas pelo seu caráter. E a nós cabe prová-los, porque não se pode acreditar na mensagem e na pregação de falsos profetas.


“Oh! Se fendesses os céus e decesses!”

“Oh! Se fendesses os céus e decesses!” - clamou ardentemente o profeta muitas vezes, e Deus, consigo mesmo, resolveu responder.

Deus abriu uma pequena fenda nos céus e enviou um anjo até um sacerdote ocupado com os assuntos de Deus chamado Zacarias, para anunciar que sua esposa estéril (de ventre selado como os céus de Israel) daria a luz a um profeta, João, que anunciaria a resposta à oração centenária de outro.

Deus abriu outra pequena fenda, e enviou o mesmo anjo para visitar uma mocinha da roça, chamada Maria, para anunciar que ela daria a luz à resposta da oração centenária do profeta Isaías.

“Oh! Se fendesses os céus e decesses!” continuava ressonando nas moradas altíssimas de Deus até que Ele deu um passo, pequenino, e desceu. Ao descer, os céus fenderam-se e abriram-se. Somente alguns poucos pastores sem importância assistiram aos céus abertos. E o restantes dos homens não viram quando os montes se escoaram diante da Sua face. Os adversários pasmaram ante a notoriedade de Seu Nome. Mesmo sem perceberem, as nações tremeram diante da Sua presença. Sim, os céus se fenderam e Jesus desceu. Deus se fez carne e habitou entre nós.

Avivamento é a chegada de Jesus

Avivamento é a chegada de Jesus. Quando Jesus chega coisas terríveis acontecem. O povo recorda-se dos grandes feitos dEle no passado e a memória recente dos famosos se dissipa e desaparece. O povo pára de tropeçar, pecar e experimenta descanso do Espírito do Senhor. O zelo pelo Senhor e pelo Seu Reino torna-se sua plena ocupação.

A bondade e a compaixão inundam de vida os corações das pessoas enquanto relacionamentos se enchem de fervor e de consideração mútua. Barreiras caem, reconciliações abundam e como ninguém é importante – só Jesus – todos se abraçam e vivem em sintonia. Os nomes perdem o sentido, as estrelas caem, e se alguém é mencionado, só por respeito e carinho, mas nunca para evidência. Notório, somente o Nome de Jesus.



O povo, com alegria, passa a praticar a justiça; e em tudo o que faz lembra-se do Senhor em todos os seus caminhos. O que chama de secular se torna sagrado e o que era sagrado continua sendo sagrado em qualquer lugar.

Jesus com Sua chegada - Palavra e Poder - sacudiu a religião dos homens. Como Jesus alvoroçou as reuniões sabáticas das sinagogas! Em sua própria cidade ofendeu a maioria dos que O conheciam desde criança. Com a mesma intensidade Sua chegada queimará a lenha de nossos cultos e ofertas religiosas, porque nossas reuniões são previsíveis, programáticas e bitoladas pelos limites de nossos planos e agenda.



Jesus viveu como um Leão. Só se tornou Cordeiro à caminho do Calvário. Era feroz contra a hipocrisia dos pastores e padres de sua época. Sim, Ele nos encherá de furor e ódio contra o pecado, a hipocrisia, a injustiça e a miséria.

A chegada de Jesus muda estruturas, transforma modelos, traz de novo o sobrenatural. O Temor do Senhor e a expectativa ardente pelo próximo mover encherão o coração do que é maravilhoso.

Jesus com Sua presença poderosa e pertubadora destruirá nosso conforto - “modus vivendi” e nos encherá de zelo exagerado pela Sua causa em alcançar os perdidos.

Jesus é o Avivamento

Jesus é o Avivamento que produzirá crentes de palavras mansas e incapazes de ofender ao irmão e ao próximo. Avivamento que produzirá reconciliação pelo perdão. Avivamento que nos levará a atitudes cheias de Amor. Avivamento que nos fará arder de compaixão pelos perdidos. Avivamento de crentes quebrantados e de crentes que oram de verdade. Avivamento que prozuzirá o Caráter de Deus estampado na vida de cada irmão.

A santificação será naturalmente cultivada sem a necessidade de incentivo externo. Avivamento que produzirá uma nova linguagem para os crentes, pureza nas palavras, pureza de pensamentos e nas atitudes.

Avivamento que centraliza a Cruz de nosso Senhor Jesus, o Seu sangue, fonte de perdão, purificação e libertação. Sangue precioso que livra da culpa, da condenação, das mágoas, dos ressentimentos, de pecado e da morte.

Avivamento da alegria sobrenatural do Espírito Santo. Alegria superabundante. Sim, um Avivamento de Alegria, de júbilo, de louvor a Jesus. Avivamento de Unção, Vinho Novo, de um Batismo de Alegria que fará as pessoas agirem como se estivessem embriagadas. Não vos embriagueis com vinho, mas enchei-vos do Espírito. (Ef. 5:18)

Avivamento que levar-nos-á a compaixão pelos irmãos e irmãs. Avivamento de Unidade e União dos crentes. Jesus Cristo revelado e manifestado na vida de cada um. Sua Glória enchendo a Igreja dando-nos a sensação de Sua majestade santa. Que nos fará comtemplativos de Sua soberania.

Ficaremos maravilhados com Sua grandeza, Seu domínio, Seu poder, Sua honra, Seu louvor, Sua presença sem medidas expresso na vida de cada um.

(*)Uma composição com alguns textos de artigos diferentes e escritos em diferentes épocas

22 Novembro 2007

“A gratidão é a memória do coração”

Pensando bem, as pessoas geralmente não são gratas e nem são incentivadas à gratidão. É que o consciente coletivo de nossas sociedades está impregnado de ingratidão.

O volume de notícias de crimes, corrupção e desastres a que as pessoas estão diariamente expostas têm fomentado um endurecimento de seus sentimentos. Os gestos de ternura que aos milhares nos circundam passam desapercebidos quando nossas atenções estão voltadas somente para as manchetes de violência, destruição e ódio. É realmente fato que as notícias ruins se espalham velozmente. Notícias boas não repercutem com a mesma intensidade. E somos muito inclinados a responder negativamente e não positivamente aos fatos com a mesma frequência que retransmitimos notícias ruins com presteza.

Assim sendo, tornou-se mais fácil enfatizar o negativo e encontrar defeitos que reconhecer benefícios recebidos ou as qualidades das pessoas. Os defeitos que são comuns a todos nós são enfatizados porque é natural que os projetemos nos outros - identificamos nos outros o que nos é peculiar.



Ultimamente tenho sido alertado para uma lição de vida muito importante que é primeiro exercitar a misericórdia antes de emitir alguma condenação. Afinal de contas condenar é candidatar-se à condenação.

Outra tendência muito comum é a facilidade em desaprovar e censurar os outros. Nosso padrão de julgamento é excessivamente alto, especialmente para com aqueles que estão bem próximos de nós. Como não conseguimos viver um padrão de perfeição, exageradamente exigimos este padrão nos outros. Em outras palavras, como estamos todos sempre àquem do que é perfeito, compensamos nossos fracassos exigindo que os outros cumpram um padrão de perfeição que nem mesmo nós seguimos.

Assim o conselho “examinai tudo e retende o que é bom” não é praticado mesmo. Examinamos realmente tudo, mas retemos o que é ruim. Seja o ruim de uma pregação que assistimos ou de um texto que lemos de tal modo que condenamos o pregador ou o escritor pelas pouquíssimas coisas erradas que disse ou escreveu. Deveríamos reter o que é bom, mas insistimos em criticar e censurar pelo pouco ruim. Coamos um mosquito e engolimos um camelo.

Uma das mais importantes virtudes de um homem nobre é a gratidão, porque "a ingratidão é sempre uma forma de fraqueza. Nunca vi homens hábeis serem ingratos". (Goethe)

Mais que expressar atos de gratidão homens nobres os vivem como estilo de vida. Aprenderam desde cedo a valorizar e apreciar todas as coisas. Seja o cantar de um pássaro ou a chuva copiosa que cae sobre a terra sobre justos e injustos. Seja um gesto gracioso de uma criança ou a impaciência de um idoso.



Todas as coisas a seu tempo têm seu propósito. O homem de coração grato encontra motivo para louvar em toda a situação. Mesmo não sendo possível agradecer por tudo, porque existem realmente acontecimentos e coisas na vida que são impossíveis de serem apreciados, é a vontade de Deus para cada um de nós que demos graças em tudo, ou seja, em toda e qualquer situação.

Gratidão é a capacidade de reconhecer o que as pessoas fizeram de bem mesmo que em algum momento tenham feito algum mal. Portanto, definitivamente não é uma capacidade do raciocínio, mas do coração. Sim, "a gratidão é a memória do coração". (Antístenes)

Uma das tradições mais belas da cultura americana é a comemoração do Dia de Ações de Graças, feriado instituído para celebrar a colheitas do outono com comidas, festa e louvor a Deus. Foi assim observado pela primeira vez em 4 de dezembro de 1619, o dia em que um grupo de 38 ingleses colonizadores chegaram em Berkeley Hundred em Virgínia. Os “Pilgrims” de Plymouth da colônia de Massahusetts observaram-no em meio à primeira colheita em 1621.

Porém foi o Presidente Abraham Lincoln quem finalmente perpetuou este feriado no calendário oficial dos Estados Unidos, como “um dia de Ações de Graças e Louvor ao nosso beneficente Pai que habita nos céus.” Ele recomendou em seu decreto “que enquanto oferecessem a Ele as atribuíções que Lhe são devidas por tão singulares livramentos e bençãos, deveriam também, com humilde penitência pela nossa perversão nacional e desobediência, confiar em Seu terno cuidado para com todos...” (3/10/1863)

Por que não seríamos gratos a Deus? Aquele que não poupou Seu próprio Filho por amor de nós, como não nos dará com Ele todas as coisas? Verdadeiramente tem nos dado o que nunca merecemos, o que nos faz encher nosso coração de gratidão, não somente a Ele, mas para com todos aqueles que têm sido instrumentos de Sua bondade para conosco.

23 Outubro 2007

“OH! SE FENDESSES OS CÉUS E DECESSES!”

O profeta cheio de ardor em seu coração, quiçá com suas mãos erguidas aos céus, ainda que sua cabeça permaneceu reclinada, seus olhos cheios de lágrimas, elevou sua voz e intensamente clamou: “Oh! Se fendesses os céus e descesses! Se os montes escoassem diante da Tua face!” (Isaías 64:1-3).

Nos dias do profeta, como hoje, pés também correm para o mal, apressando-se para derramar o sangue inocente. As estradas estão cheias de destruição e quebrantamento. O juízo e a justiça longínquos. A verdade desfalece - violência, corrupção e maldade sem medida.

Os líderes religiosos, envoltos em avareza, estão desacreditados pelas suas práticas mercantilistas. A indiferença do povo pelas coisas de Deus, cada um ocupado com seus próprios planos e afazeres. O Senhor onipresente não està no meio deles. Verdadeiramente Ele està acima das nuvens negras, e o céu de nuvens abaixo selado em bronze escuro.

“Oh! Se fendesses os céus e decesses!” - clamou ardentemente o profeta muitas vezes, e Deus, consigo mesmo, resolveu responder.

Deus abriu uma pequena fenda nos céus e enviou um anjo até um sacerdote ocupado com os assuntos de Deus chamado Zacarias, para anunciar que sua esposa estéril (de ventre selado como os céus de Israel) daria a luz a um profeta, João, que anunciaria a resposta à oração centenária de outro.

Deus abriu outra pequena fenda, e enviou o mesmo anjo para visitar uma mocinha da roça, chamada Maria, para anunciar que ela daria a luz à resposta da oração centenária do profeta Isaías.

“Oh! Se fendesses os céus e decesses!” continuava ressonando nas moradas altíssimas de Deus até que Ele deu um passo, pequenino, e desceu. Ao descer, os céus fenderam-se e abriram-se. Somente alguns poucos pastores sem importância assistiram aos céus abertos. E o restantes dos homens não viram quando os montes se escoaram diante da Sua face. Os adversários pasmaram ante a notoriedade de Seu Nome. Mesmo sem perceberem, as nações tremeram diante da Sua presença. Sim, os céus se fenderam e Jesus desceu. Deus se fez carne e habitou entre nós.

Avivamento é a chegada de Jesus. Quando Jesus chega coisas terríveis acontecem. O povo recorda-se dos grandes feitos dEle no passado e a memória recente dos famosos se dissipa e desaparece. O povo pára de tropeçar, pecar e experimenta descanso do Espírito do Senhor. O zelo pelo Senhor e pelo Seu Reino torna-se sua plena ocupação.

A bondade e a compaixão inundam de vida os corações das pessoas enquanto relacionamentos se enchem de fervor e de consideração mútua. Barreiras caem, reconciliações abundam e como ninguém é importante – só Jesus – todos se abraçam e vivem em sintonia. Os nomes perdem o sentido, as estrelas caem, e se alguém é mencionado, só por respeito e carinho, mas nunca para evidência. Notório, somente o Nome de Jesus.

O povo, com alegria, passa a praticar a justiça; e em tudo o que faz lembra-se do Senhor em todos os seus caminhos. O que chama de secular se torna sagrado e o que era sagrado continua sendo sagrado em qualquer lugar.

Jesus com Sua chegada - Palavra e Poder - sacudiu a religião dos homens. Como Jesus alvoroçou as reuniões sabáticas das sinagogas! Em sua própria cidade ofendeu a maioria dos que O conheciam desde criança. Com a mesma intensidade Sua chegada queimará a lenha de nossos cultos e ofertas religiosas, porque nossas reuniões são previsíveis, programáticas e bitoladas pelos limites de nossos planos e agenda.

Jesus viveu como um Leão. Só se tornou Cordeiro à caminho do Calvário. Era feroz contra a hipocrisia dos pastores e padres de sua época. Sim, Ele nos encherá de furor e ódio contra o pecado, a hipocrisia, a injustiça e a miséria.

A chegada de Jesus muda estruturas, transforma modelos, traz de novo o sobrenatural. O Temor do Senhor e a expectativa ardente pelo próximo mover encherão o coração do que é maravilhoso.

Jesus com Sua presença poderosa e pertubadora destruirá nosso conforto - “modus vivendi” e nos encherá de zelo exagerado pela Sua causa em alcançar os perdidos.

Jesus transformará os nossos corações. Verdadeiramente quem é salvo salvo será, e como salvo viverá. E a Santidade do Senhor será a marca na vida de pessoas que pela força se apossarão do Reino de Deus. Desde agora e para sempre.

10/23/07

02 Outubro 2007

SEM CRISE PARA QUEM TEM ESPERANÇA.

Há uma onda de frustração muito forte no meio da comunidade imigrante devido às reformas imigratórias não terem sido aprovadas. Isto gerou uma crise sem precedentes. E a crise econômica que está assolando muitos seguimentos da economia americana atinge cidadãos e imigrantes, justos e injustos, ateus e incrédulos.

Por causa da crise, centenas de famílias brasileiras estão retornando para o Brasil com um sentimento de derrota. Conversava hoje com o amigo Eliel Pinheiro da Editora Vida, quando compartilhou comigo as palavras desalentadoras de muitos líderes evangélicos diante dos problemas sérios e até ameaçadores que os imigrantes, incluindo os cristãos, estão enfrentando nos Estados Unidos.

Dizíamos um ao outro que a hora é crítica, a crise é palpável, mas não é o fim. Crises vêm como oportunidades para a criatividade, para nosso fortalecimento e sobretudo para nos aproximar de Deus.



É nesta direção que os líderes devemos caminhar. Os Estados Unidos não é o paraíso, mas a maioria de nossos conterrâneos vive aqui muitíssimo bem. Segurança, habitação, educação, trabalho e saúde ao alcance. Não é por causa da questão imigratória que preocupa muito que os brasileiros não devemos reconhecer que a maioria de nós tivemos oportunidades aqui que nunca tivemos no solo brasileiro.

Há alguns anos atrás ficou claro para mim que este tempo difícil, de aperto, de perseguição e de insegurança iria vir para os imigrantes. Ao mesmo tempo senti da parte de Deus que deveria alertar meus irmãos a que não se envolvessem com as coisas desta terra prioritariamente, mas que colocassem o Reino de Deus em primeiro lugar em suas vidas. Que colocassem a sua confiança exclusivamente em Deus e não nas riquezas. Deus sempre guarda os fiéis.

Há crise! Mas a crise maior é de desesperança, desânimo e desistência.

A incerteza bateu na porta de cada casa imigrante. O que fazer? Desesperar, desanimar, murmurar, desistir? Amaldiçoar a terra que nos acolheu? Absolutamente não. É hora de clamarmos a Deus por livramento, de rogar sabedoria para enfrentarmos os problemas, de ouvir Sua Voz para discernir Seus planos para nossas vidas e de nos aproximarmos dEle e rogar que nos sustente.

Reconheço que é dever das autoridades americanas a nível federal combater a imigração ilegal, principalmente aquela aliada às atividades criminosas. Mas não se deve combatê-la através da repressão indiscriminada. Esta repressão aterroriza famílias de bem. É preciso conferir condições legais para milhões de indocumentados que aqui vivem não só por uma questão vital para a economia americana, mas sobretudo por uma questão humanitária. E é preciso criar meios legais e justos que facilitem a imigração para este país.

Em meio a crise, dois acontecimentos dos últimos dias já podem ser vistos como rebentos de esperança para este povo peregrino das terras abençoadas da América.

1 - Há mais de um ano, a Câmara Municipal de Riverside, New Jersey aprovou uma lei penalizando quem contratasse ou alugasse para imigrantes ilegais. Milhares de imigrantes recentes do Brasil e de outros países latino-americanos fugiram da cidade. Com a saída de tantas pessoas, a economia local sofreu. Salões de beleza, restaurantes e lojas que atendiam os imigrantes viram seus negócios despencarem ou fecharam. Diante disto, na semana passada, a cidade revogou a lei, se juntando à pequena mas crescente lista de municipalidades de todo o país que começaram a repensar tais leis, à medida que suas conseqüências legais e econômicas se tornaram mais claras.

2 - O Governador Eliot Spitzer do Estado de Nova York anunciou uma nova política para a aquisição de Carteiras de Motoristas que tornarão os imigrantes indocumentados elegíveis para obtê-las se cumprirem com alguns requisitos.

Enquanto as portas estiverem abertas para você nos Estados Unidos mantenha-se firme. Há crise! Para vencê-la é preciso ter coragem de enfrentá-la. É necessário trabalhar com segurança e poupar, prevenir-se para o amanhã, mas hoje encher-se de esperança.

Para aqueles que conhecem a Jesus, “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na tribulação.” (Salmos 46:1). Nosso Deus não esta alheio às nossas aflições, não ignora as nossas batalhas, não nos deixa sós em meio a angústia e não nos abandona nas lutas da vida.

Jesus, Deus conosco, se interessa por cada um de Seus irmãos. “A cana trilhada não a quebra, nem apaga o pavio que fumega; em verdade trará a justiça” (Isaías 42:3). E a Justiça vem. É preciso crer e confiar NEle! Desanimar e desistir... jamais!

Josimar Salum é Diretor Executivo do BMNET- Brazilian Ministers Network e do Greater Revival Ministries - Contato: Email jsalum@greaterrevival.com, telefone 508-519-1773

15 Setembro 2007

A MARCA DA BESTA


Existe muita besta por aí. Besta de todo o tipo. Grande, pequena. Magra, gorda. Inteligente, burra. Religiosa, política. Besta quadrada. Besta do campo, da cidade. Para todo o gosto. Animal irracional, quadrúpede cavalgante, estúpido, tolo, ignorante e transportador de carga. Tem gente que não é besta, mas faz de besta, isto é, finge não compreender ou passa por inocente. E tem ainda gente metida a besta, ou seja, vaidosa, pretenciosa. Simplesmente besta.

O profeta viu uma besta marítima com 7 cabeças e 10 chifres. Ele ficou admirado! Há muita gente também admirada com a besta, e no decorrer da história atribuiu em vão o título-mor de besta para muitas personalidades. Que eram bestas, mas não a Besta.

O anjo perguntou: “Por que te admiras? (...) A besta que viste foi e já não é... e os que habitam na terra (cujos nomes não estão inscritos no Livro da Vida desde a fundação do mundo) – ‘sobre isto Calvino explicou bem!’ - se admirarão vendo a besta que era e já não é... Aqui está a mente que tem sabedoria. As sete cabeças são... também sete reis.” (Ap. 17:7-9).

Besta que sobe do abismo que tem 7 cabeças que são reis não é uma besta. Esta besta coletiva abre a sua boca em blasfêmias contra Deus, contra Seu Nome e faz guerra aos santos e os vence. O mundo inteiro adora (está à serviço) dela. Os santos, porém, têm fé e paciência e aqui são manifestos.

O profeta também viu uma outra besta, que subia da terra, fazendo sinais, exercendo todo o poder da primeira besta, ao ponto de dar vida à sua imagem, enganando os que habitam na terra.

“Faz que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos, lhes seja posto um sinal na sua mão direita ou nas suas testas, para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tiver o sinal, ou o nome da besta, ou o número do seu nome. Aqui há sabedoria. Aquele que tem entendimento, calcule o número da besta; porque é o número de um homem, e o seu número é 666.” (Ap. 13:16-18).

É preciso calcular o número da besta, mas pode calculá-lo somente aquele que tem entendimento, ou seja, não pode ser besta. Seu número é definitivamente um controle para dar direito a comprar e a vender. Sem muitos “números” já não podemos há muito tempo comprar ou vender.

Dou risadas desta “vaca sagrada” que fascina tanta gente. Confesso que também quero trazer uma marca na testa - aquela marca que o ‘homem vestido de linho, com um tinteiro de escrivão à sua cinta recebeu do Senhor a ordem para marcar “os que suspiram e que gemem por causa do que se cometem no meio da cidade de Deus!’ (Ez. 9:1-8)

O profeta também viu e ouviu uma multidão vitoriosa que tinha as harpas de Deus nas mãos e que cantava uníssona o cântico de Moisés, sim, “os que saíram vitoriosos da besta....” (Ap. 15:2) Ele também ouviu a voz de Jesus Cristo: “Eis que venho como ladrão. Bem-aventurado aquele que vigia e guarda os seus vestidos, para que não ande nu e não se vejam as suas vergonhas” (Ap. 16:15)

Jesus Cristo diz que vai voltar. Assim sendo, esperamos a manifestação dEle e não a manifestação da besta. “Eis que (JESUS) vem com as nuvens e todo o olho o verá, até os mesmos que os traspassaram e todas as tribos da terra se lamentarão sobre Ele.” (Ap. 1:7)

“Rogamo-vos pela vinda de nosso Senhor Jesus Cristo e nossa reunião com Ele. Ninguém de nenhuma maneira vos engane, porque não será assim (a vinda de Jesus Cristo e a nossa reunião com Ele) sem que antes venha a apostasia e se manifeste o filho do pecado, o filho da perdição” (II Tes. 2:3).

A apostasia - que é o abandono e uma revolta total contra Deus - e a manifestação do iníquo, acontecerão ANTES da Vinda de Jesus Cristo e da nossa reunião com Ele (o arrebatamento). “E então será revelado o iníquo, a quem o Senhor desfará pelo assopro da Sua boca e aniquilirá pelo ESPLENDOR DA SUA VINDA, a este cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás, com todo o poder e sinais e prodígios de mentira..” (vs. 8-9)

Os que estão inscritos no Livro da Vida do Cordeiro não devem se ocupar com este frenesi da marca da besta. A besta não nos interessa. Nenhum besta. Aqueles que arrependeram-se de seus pecados, se converteram ao Senhor Jesus, lavaram suas vestiduras no sangue do Cordeiro e creram no Seu sacrifício na cruz do Calvário e na Sua ressurreição, têm seus olhos e sua atenção voltados somente para a Vinda de Jesus. Exclusivamente.

08 Setembro 2007

COM MUITO DINHEIRO E SEM PODER DE DEUS

Por que o sucesso tornou-se uma prioridade na vida de milhares de líderes cristãos e os meios para alcançá-lo cada vez mais distantes da Palavra de Deus que dizem proclamar?

O deus deste século é Mamon e as medidas de seu dominío há muito invadiram os arraiais evangélicos. A busca sórdida dos prazeres deste mundo fizeram sucumbir muitos líderes recentemente. E nem mesmo todos os escândalos e exemplos negativos são capazes de impedir que outros caiam.

As medidas de sucesso de muitos líderes estão enganando seus corações, e estes, seja pelos prazeres deste mundo, do adultério e da prostituição física ou espiritual, pelas luxúrias ou pela ganância, somente proclamam domingo após domingo mensagens de prosperidade falsa, abundância de bens, tesouros na terra, riquezas sem fim.

A santidade e a salvação do Senhor há muito já foram substituídas pela pregação de ofertas cada vez mais gordas. E os olhos das ovelhas que contribuem piscam sem parar, cheios de cifrões, porque querem cada vez mais para satisfazer seus desejos consumistas como que dizendo: “Ah! Os milhões que perecem sem o Evangelho que morram, não são minha responsabilidade. São destes missionários pobres, sem dinheiro, que abandonaram tudo para viverem nas searas de Deus! De vez em quando a gente envia uma ofertinha para um deles. Aí estampamos no mural da “igreja” que somos uma igreja que ama missões”.

Mentira! Mais de 50% das entradas de nossas igrejas não são gastas com a obra missionária e a maior parte do dinheiro que se gasta não gera sequer uma alma para o Reino.

Se temos 500 igrejas brasileiras na América, temos 500 pregadores que pregam 500 sermões todos os domingos. Se estas igrejas têm dois cultos por semana são 500 igrejas com 500 pregadores que pregam 1000 sermões por semana. São ao final do ano 52.000 sermões pregados... E mais de 80% por cento dos brasileiros que aqui vivem continuam perdidos. E provavelmente mais de 50% de sua igreja, prezado leitor (a), continua perdida, porque “aquele que vive na prática do pecado nem viu nem conheceu a Deus.” (I Jo. 3:6)

Esta igreja da pregação da prosperidade, das campanhas de ofertas pelo rádio, pela TV, pela internete, dos milhões de negócios dos evangélicos está perdida, sem poder, não pode salvar-se a si mesma. É preciso humilhar e reconhecer que somos pobres de Poder de Deus.

Odeio a pobreza a miséria na vida das pessoas. Odeio o pecado que leva às pessoas a viverem como andarilhas. Mas também odeio a riqueza opressora, que faz outros miseráveis.

Não venham me dizer que sou contra dízimos e ofertas, que não creio no Deus que dá poder para adquirir riquezas, que não creio no Deus que deseja que eu seja cabeça e não cauda, que empreste em vez de tomar emprestado e que coma o melhor desta terra.

Esta insistência de pedir dinheiro sem parar na vida de muitos líderes é apenas o sintoma de uma queda que se anuncia. A resposta que obtêm de milhares é a razão pela qual vivem: para enriquecerem a si mesmos e continuarem desprezando ao pobre, à viúva, à obra missionária e as causas do Reino de Deus.

É preciso reconhecermos que estamos numa crise terrível de ligitimidade na liderança evangélica, que esta avalanche de líderes que se divorciam, que se envolvem em escândalos, que vivem numa competição desenfreada entre si, que constroem impérios cada vez maiores em torno de si mesmos é sintoma de uma igreja apóstata que vive a manifestação do anti-cristo em seu seio.

Uma igreja que precisa voltar-se totalmente para Deus e para Sua Palavra, para a simplicidade do Evangelho, para a exclusiva Pregação da Mensagem da Cruz. Uma igreja que precisa abandonar os modismos, os exoterismos, os misticismos, os amuletos, o brilho do palco e da plataforma e voltar-se aos joelhos dos quartos escuros, aos montes onde os corações quebrantados encontram com o Espírito, ao viver hoje como se Jesus fosse voltar hoje e a trabalhar para ganhar recursos para fazer a Sua obra, enquanto Ele não retorna.

Um Igreja que se ocupa exclusivamente com o que é em Cristo – sua identidade - e não com o que tem ou o que possue. Que aprendeu somente a buscar o Reino de Deus e a Sua Justiça pelo que Deus é, e não pelas coisas que serão acrescentadas. Sim, uma Igreja que busca a face de Jesus mais do que busca as Suas Mãos. Porque o sucesso com Deus é medido pelo que ela é em Cristo e não pelo que tem.

Negligência

O Senhor Jesus vem e fará contas com cada um de nós. A um Ele dirá: ”Bem está, servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel sobre o muito Te colocarei, entra no gozo do Teu Senhor. (Mt. 25:21)

Naquele dia que já preparou alguém dirá a Ele, procurando justificar-se a si mesmo pela infidelidade para com o pouco que o Senhor lhe confiou, mesmo tendo recebido proporcionalmente à sua capacidade as mesmas dádivas que os outros receberam: ”Senhor, eu conhecia que és um homem duro, que ceifas onde não semeaste e ajunta onde não espalhaste e atemorizado escondi na terra o teu talento, aqui tens o que é Teu.“ (v.24)

Onde escondestes o talento que pertence a Deus? Onde cavastes o buraco para enterrar o talento que não te pertence? Onde enterraste o talento?

Onde tens enterrado as tuas forças, tua juventude, tuas habilidades, teu tempo? Onde tens enterrado o relacionamento com a tua esposa, teu esposo, teus filhos? Onde tens enterrado teu dinheiro, tua capacidade, teu empenho, tuas conquistas?

Onde tens enterrado as palavras, os avisos, os recados de Amor que Teu Senhor tem te dado? Onde tens colocado em prática todo o ensino e todo o conhecimento que Deus tem te dado de Sua Palavra?

Deus tem falado ao teu coração te chamando ao arrependimento, a converter-se, a mudar de vida, a buscá-Lo em primeiro lugar, a dedicar-se totalmente a Ele.

Deus tem demonstrado Seu Amor no cuidado com as mínimas coisas em tua vida, com uma constante oferta de amor ao cuidar de pequenos detalhes de sua caminhada.

Deus demonstrou o grande amor para contigo quando enviou Jesus para morrer em teu lugar, o Justo pelos injustos, o Santo pelos pecadores. Jesus derramou Seu sangue precioso para salvar a tua alma, porque transgredistes a Sua Lei não uma, mas muitas vezes, e ao invés de exercer Justiça contra ti Ele lhe oferece Seu perdão. Ele tem derramado sobre a tua vida uma medida de Unção. Unção que quebra todo o jugo para te fazer livre para viver. E o que fazes com tua vida?

Ele te abençoa para que você abençoe a outros. Você recebe, porém não compartilha o que recebeu. Você tem a mensagem do Evangelho, mas recusa-se a compartilhá-la com outros.

Lembra-te de quanto tens sido visitado pelo Poder de Deus! Pela Sua misericórdia a cada manhã, que se renova cada vez que o sol desponta no horizonte; cada vez que o dia nasce, mesmo em dias sombrios e escuros. Deus oferece Seu favor e misericórdia.

Desde que recebestes o Poder de Deus, você tem usado este poder para libertar outras vidas? O que você tem falado de Evangelho aos teus amigos? E o que dizer da tua vida de oração? Como e quanto você intercede pelos teus companheiros? Como tem investido o teu tempo? Como tem sido a tua vida diante da Santidade do Senhor? Qual é a prioridade da tua vida? Jesus e o Evangelho ou as coisas deste mundo?

Ninguém desejará um dia ouvir estas palavras do Senhor: “Mau e negligente servo, sabes que ceifo onde não semeei e ajunto onde não espalhei... Tirai-lhe pois o talento e dai ao que tem os dez talentos. Porque a qualquer que tiver será dado e terá em abundância, mas ao que não tiver até o que tem ser-lhe-á tirado. Lançai pois o servo inútil nas trevas exteriores, ali haverá pranto e ranger de dentes.” (Mt. 25:14-30).

Negligenciar é descuidar, é desleixar, é deixar de fazer aquilo que deveria ser feito. Você deve orar a sós com Deus e você não ora. Você deve ter prazer e estudar a Palavra de Deus e você não o faz. Você deve usar os talentos que Deus te deu para a Glória dEle e você os usa para agradar-se a si mesmo e para agradar-se das coisas do mundo satisfazendo somente seus desejos.

Você deve conservar-se a si mesmo puro, mas você se mistura e se contamina com as coisas deste mundo. Você deve falar do Amor de Cristo aos outros, mas você nega-se a testemunhar. Isto é negligenciar e descuidar do que Deus tem te dado a fazer.

Onde enterraste o teu talento? Honestamente responda, sem justificar-se, sem desviar o assunto. Deixa o Espírito Santo falar ao teu coração e mudar a tua vida. Agora.

15 Agosto 2007

Imigrante

Não devemos apoiar nem concordar com a entrada ilegal de imigrantes nos Estados Unidos. Por princípio, por razões sociais, porque os riscos relacionados à imigração ilegal são grandes.

Mas o fato é que milhões de pessoas vivem nos Estados Unidos ilegalmente, e que nestes últimos meses cresceu a pressão de alguns seguimentos da sociedade americana urgindo a deportação de todos. Todas as famílias, todos os casais, todas as crianças, todos os velhos, sem excessão, pais de americanos, inclusive. Como fazê-lo? Ninguém sabe.

É preciso esclarecer de uma vez por todas que todos os imigrantes não são terroristas, não são criminosos e não vivem às custas do erário público. Do mesmo modo que nem todo o cidadão americano é criminoso. A maioria das pessoas são honestas; gente que trabalha arduamente para sustentar suas famílias.

A grande maioria dos novos imigrantes são gente da mesma estirpe dos bisavós e dos avós dos que nasceram nesta terra abençoada: gente de outras nacionalidades que veio aqui para lutar por uma vida melhor e mais dígna.

Peter Stefam, empresário, de Worcester, escreveu um artigo publicado recentemente pelo “Telegram & Gazete” que todo o imigrante deveria tomar conhecimento. Ele conta a história de um brasileiro, solteiro, que veio para os Estados Unidos há cinco anos atrás e vive aqui ilegalmente desde que chegou. Nunca se envolveu em nenhuma atividade criminal, aprendeu o Inglês, paga seu próprio seguro de saúde, e neste período recebeu pelo seu trabalho U$105.000,00 dos quais foi recolhido aos cofres públicos U$15.700,00. Além deste valor, seus empregadores pagaram $8.000.00 de impostos, totalizando U$ 23,700.00.

O Governo Federal estima que U$ 8.7 billhões são recolhidos dos imigrantes ilegais, além do que os seus empregadores pagam em “Social Security” e “Medicare”. Os números de Seguro Social de aproximadamente 70% dos imigrantes ilegais que pagam impostos sobre seus salários não conferem com os registros governamentais.

Com base nestes dados, Peter afirma que “os impostos sobre salários pagos pelos imigrantes ilegais, atualmente contribuem para a estabilidade dos sistemas de “Social Security” e “Medicare.” Sem estas contribuições seria um desastre. Os “baby boomers” (os que nasceram logo depois da II Guerra Mundial) estarão logo na idade de receberem os benefícios (aposentadoria), o que vai colocar uma pressão grande no sistema. Nós precisamos mais de pessoas que pagam impostos do que aquelas que recebem benefícios.” Ilegais não têm direito à aposentadoria, à qualquer crédito na declaração de imposto nem podem receber seguro desemprego em caso de perda do emprego.

Existem de fato duas áreas que os imigrantes ilegais oneram aos que pagam impostos: O sistema educacional e o atendimento hospitalar de emergência. Mas é igualmente verdadeiro o fato de que as contribuições destes imigrantes cobrem estes custos.

Deportações massivas ou redução da entrada legal de imigrantes no país não é uma idéia coerente do ponto de vista econômico. Sobre esta questão da deportação, o Sr. Stefam indaga: “Estima-se que 30% das pessoas que estão nas prisões americanas são imigrantes ilegais. Por que as autoridades não os deportam?”

Se existem 12.000.000 de imigrantes ilegais no país eles movimentam anualmente, por baixo, com a compra de alimentos 44 bilhões de dólares; com consumo de combustível 12 bilhões; com compra de roupas 3 bilhões...

E o que dizer dos milhões de empregos que são gerados por estes consumidores de computadores, brinquedos, artigos para o lar, etc. E a indústria automobilística? E as milhares de empresas que são abertas anualmente por estes imigrantes que receberam uma “idenficação de pagador de imposto” – o número do ITIN?

Se cada imigrante destes recebe uma média de $ 25.000,00 por ano de salário esta comunidade movimenta 300 bilhões de dólares por ano! E as casas alugadas e adquiridas? Os impostos pagos no ato da compra de produtos taxados? Embora possamos mostrar estes dados com base em estimativas mesmo oficiais, não se tem ainda um estudo preciso de quanto esta “nação de milhões” dentro do país representa para a economia americana. Ela contribui, sem dúvida, porque os que aqui trabalham aqui vivem e aqui gastam a maior parte do que ganha.

Também não apoio nem concordo com a imigração ilegal. Mas deve haver alguma maneira para se encontrar uma solução moral para resolver o problema destes milhões de imigrantes que, na grande maioria são trabalhadores que vieram para os Estados Unidos simplesmente por ser este país um lugar de esperança.

É que aqui o corajoso vê resultado para seu esforço. É que aqui, qualquer um pode ser livre e tem a proteção da Constituição Americana. É que ser livre é o desejo mais sublime de todo o ser humano. E todo imigrante, todo cidadão americano, é responsável por manter esta chama viva. Custa! Mas vale a pena pagar.


Josimar Salum é Diretor Executivo do BMNET – Brazilian Ministers Network e Greater Revival Ministries. Email: jsalum@greaterrevival.com , telefone 508-519-1773

18 Julho 2007

Medo

Vivemos em um mundo onde as pessoas sofrem de medo e tornam-se facilmente vulneráveis a crerem em qualquer coisa, a apegarem-se a qualquer um e a fazerem até o que não podem para serem livres, do medo.

No Brasil, em algumas metrópoles, a cultura da violência acabou por criar uma cultura do medo. Nos Estados Unidos imigrantes indocumentados deselvolvem uma cultura de medo, alimentada pelos testemunhos de experiências negativas de outros imigrantes. Estas são compartilhadas de boca a boca e noticiadas em foco pelos meios de comunicação, e se inserem no subconsciente da comunidade imigrante. “Se aconteceu com ele, pode acontecer comigo” é a expressão do pensamento que faz tremer o coração, suar o corpo e paralisar a vida. É o medo!

É comum numa roda de conversa, quando alguém conta uma experiência negativa de algum amigo, o assunto esquentar quando os amigos da roda, cada um de per si, se esforçam para contar uma história pior que a outra. É o processo de amedrontação!

Não falta quem use esta cultura do medo para capitalizar e faturar em cima das pessoas. Empresas de marketing se debruçam em projetos de propagandas de seguros, carros, medicamentos, bancos, , e exploram o medo para provocar alguma necessidade nas pessoas para comprarem algo, que no máximo, vai extinguí-lo só psicologicamente. É a sublimação do medo!

Existem na Bíblia 365 versículos de promessas de Deus relacionadas ao medo do ser humano. Todas estas promessas geralmente têm Deus falando: “Não temas!” Confiar nestas promessas é a Vitória absoluta contra o medo!

A maioria dos problemas da comunidade imigrante indocumentada não é imaginária. O medo se propaga com o risco que se corre em não estar munido de documentação legítima; com o perigo que se expõe à transgressão das leis que são legítimas; com a insegurança diante da possibilidade de ser abordado por uma autoridade policial; com a expectativa dolorosa de a qualquer momento sofrer uma deportação e até com a incerteza de se submeter a um processo de legalização ou à simples pressão de se permanecer sempre saudável sem jamais adoecer, etc.

É comum ver religiões, as mais diversas, usarem o medo para fazerem as pessoas se tornarem suas adeptas. Há quem use os medos da população para fazê-la tornar-se para a sua igreja ou para seu deus falso que exige uma lealdade e uma obediência coersitiva, e geralmente que redunde em gererosas contribuições financeiras, como prevenção celestial contra os males da vida e até de deportação, no caso da população imigrante. É a manipulação! Que segundo a Bíblia, é feitiçaria!

Por outro lado o Deus das Escrituras constrange as pessoas a serví-Lo em resposta ao Seu amor. “Ele provou Seu Amor para conosco em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores.”

Todos os seres humanos, e em especial, os filhos de Deus – os que receberam a Jesus porque creram Nele, são participantes comuns dos perigos, tentações, desafios e os medos que a caminhada oferece. Assim “também Jesus semelhantemente participou das mesmas coisas, para que pela morte derrotasse aquele que tinha o poder da morte, isto é, o Diabo; e livrasse todos aqueles que, com medo da morte, estavam por toda a vida sujeitos à escravidão.”

Não falta mesmo quem use a pregação religiosa para aterrorizar seus seguidores usando o medo para torná-los dependentes de seu sistema religioso, enquanto que a Bíblia apresenta o Deus Verdadeiro, como a Única Fonte de Refúgio contra todo o medo. De fato, o Nome do Senhor é a Torre forte que os justos para ela correm e estão seguros.

Buscamos a Deus e O obedecemos não porque temos medo, mas porque O tememos, somente a Ele. Buscamos a Deus e O servimos porque Ele nos amou primeiro. Contribuimos financeiramente para o avanço de Sua obra, com alegria, nunca constrangidos, e ofertamos pela fé com um coração agradecido, porque Aquele que não poupou Seu próprio Filho merece tudo o que somos e tudo o que temos.

Como Ministros do Evangelho somos vocacionados para pregar a Verdade que liberta do pecado, da escravidão, da morte, do Diabo, mas nunca para amedrontar o povo. Ao contrário, pregamos para confortar os corações, animar os desalentados e encorajar as mãos cansadas e os joelhos trôpegos.

É na contramão destas culturas falsas que se propagam em nosso meio que as seguintes palavras do Espírito Santo podem trazer grande libertação para muitos: “Seja a vossa vida isenta de ganância, contentando-vos com o que tendes; porque Ele mesmo disse: Não te deixarei, nem te desampararei. De modo que com plena confiança digamos: O Senhor é Quem me ajuda, não temerei; que me pode fazer o homem?

28 Junho 2007

Caiu no Senado a reforma imigratória. E agora?

Caiu nas últimas horas da manhã de 28 de Junho o projeto de Lei de reforma imigratória do Senado. De nada adiantou os telefonemas do Líder da Maioria Senador Harry Reid e do Presidente Bush para os senadores republicanos contrários à reforma. Somente 46 senadores votaram a favor do projeto. 53 votarão contra a medida. O Senador Ted Kennedy, um dos autores do projeto, prometeu continuar com a luta pelos princípios do projeto. Mas, e agora?

Muitos são meus pensamentos sobre este assunto que divide a nação americana. Tenho discutido a reforma imigratória com muitas pessoas com diferentes pontos de vista. Mas agora minha mente procura por textos bíblicos que sejam relevantes neste momento, que refresquem meus pensamentos à despeito do fato de que o Senado, Autoridade nestas terras americanas, poderia ter providenciado um solução para trazer os “imigrantes ilegais” para a legalidade, mas não fez. E assim continuo a perguntar a mim mesmo: E agora?

Sei que o Senhor Deus, Criador de todos, continua a velar pelos imigrantes e claramente demanda: ”Não maltratarás ao estrangeiro nem o oprimirás...” (Êxodo 22:21)

O mesmo Senhor demanda de todos, de “legais e ilegais”, dos nascidos na terra e dos estrangeiros, dos cidadãos e não cidadãos: “Toda alma esteja sujeita às autoridades superiores; porque não há autoridade que não venha de Deus; e as que existem foram ordenadas por Deus. Por isso quem resiste à autoridade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos a condenação. (Romanos 13:1-2)

À luz destas últimas palavras muitos demandam: “Julgamento para todos os imigrantes ilegais. Eles não obedeceram as leis quando entraram e permaneceram aqui ilegalmente, então devem sofrer as consequências. Deporte-os todos.”

Outros, incluindo mais de 12 milhões de pessoas - mais de 12.000.000 de pessoas! - somente rogam por anestia. Anestia é o ato de uma autoridade (como Governo) pelo qual concede perdão a um grande grupo de indivíduos.

Permita-me ser mais claro. As mesmas autoridades que promulgam leis para proibírem imigrantes de entrarem no país são as mesmas autoridades que podem conceder anestia. As mesmas autoridades que escrevem leis imigratórias restritas são as mesmas autoridades que podem escrever leis de imigração mais receptivas e favoráveis.

Trago à memória os israelitas que imigraram para o Egito pelos meios que José providenciou. Jacó, seus filhos e servos imigraram para o Egito. Habitaram na região melhor daquelas terras porque o imigrante José era Governador do país.

Mas o tempo passou e as coisas tomaram outro rumo: “Morreu, pois, José, e todos os seus irmãos, e toda aquela geração. Depois os filhos de Israel frutificaram e aumentaram muito, multiplicaram-se e tornaram-se sobremaneira fortes, de modo que a terra se encheu deles. Entrementes se levantou sobre o Egito um novo rei, que não conhecera a José” (Êxodo 1:6-8)

E o novo rei com um decreto tornou todos os israelitas “ilegais” sem nenhum direito. Conhecemos o resto da história. Este é um exemplo do que uma autoridade pode fazer: mudar as leis como lhe apraz. Pode até escrever leis contrárias à Lei de Deus.

Também conhecemos o que Deus fez pelos israelitas no Egito: “Então disse o Senhor: Com efeito tenho visto a aflição do Meu povo, que está no Egito, e tenho ouvido o seu clamor por causa dos seus exatores, porque conheço os seus sofrimentos” (Êxodo 3:7)

Deus disse: “Tenho ouvido o seu clamor. Eu conheço os seus sofrimentos.”

Conheço alguém que rejeita este raciocínio: “Deus ouviu o clamor de Seu povo, Seu povo! não dos imigrantes indocumetnados da America, porque são todos ilegais, todos ímpios e todos rebeldes.” Quando alguém falha em ajudar seu semelhante em nome da lei só há uma coisa que este último pode fazer: Clamar pelo Senhor!

Sem a aprovação deste projeto de lei de reforma imigratória as coisas simplesmente continuam como antes. Milhões de pessoas continuam privados de coisas simples que muitos nativos sequer valorizam, como obter uma Carteira de Motorista, ser apto a mudar para um emprego melhor, conseguir um diploma de universidade ou simplesmente viajar livremente.

Sem a aprovação deste projeto de lei de reforma imigratória as coisas podem até piorar para milhões de famílias indocumentadas. Então o que fazer: É preciso clamar pelo Senhor!

Escrevi e falei muitas vezes nestas últimas semanas que se nós não buscássemos ao Senhor intensamente, se não nos arrependêssemos de nossas ações ímpias e nos convertêssemos totalmente ao Senhor; se não contássemos somente com o socorro do Alto esta lei não seria aprovada. Penso que agora talvez muitos entenderão que o que falei era da parte de Deus, um alerta vindo dos Céus.

O Senhor estabeleceu um princípio eterno que é muito relevante para esta nação que todos temos que considerar, à despeito de nossas opiniões sobre este assunto: “Mas, se deveras emendardes os vossos caminhos e as vossas obras; se deveras executardes a justiça entre um homem e o seu proximo; se não oprimirdes o estrangeiro, e o órfão, e a viúva, nem derramardes sangue inocente neste lugar, nem andardes após outros deuses para vosso próprio mal, então eu vos farei habitar neste lugar, na terra que dei a vossos pais desde os tempos antigos e para sempre.” (Jeremias 7:5-7)

O Senhor diz: “O povo da terra tem usado de opressão, e andado roubando e fazendo violência ao pobre e ao necessitado, e tem oprimido injustamente ao estrangeiro. (Ezequiel 22:29).

Ouçamos, pois o Senhor dizer novamente: “Não perverterás o direito do estrangeiro nem do órfão.” (Deuteronômio 24:17)

Justiça está por ser feita nesta terra em favor da comunidade de imigrantes. Justiça, não julgamento como se isto fosse a única maneira de lidar com aquele que quebra leis humanas.

Existe uma Autoridade Superior que vela por aqueles que estão procurando por alguém que lhes ofereça misericórdia.

“De um só homem Ele fez toda a nação de homens que habitariam em toda a terra; e Ele determinou os tempos certos para eles e os lugares exatos onhe eles deveriam habitar.” (Atos 17:26).

Assim sendo, que os governantes na Terra escrevam suas leis de acordo com este decreto divino. Que os governantes na Terra façam provisão legal para os habitantes que migram neste mundo.

E que a América acorde e cumpra com seu destino, de continuar a ser uma terra para todos os peregrinos e um refúgio para os necessitados.

Josimar Salum é Diretor Executivo do BMNET – Brazilian Ministers Network e Greater Revival Ministries.

16 Junho 2007

O imigrante precisa pensar

É dificil compreender a dinâmica dos processos sociais da comunidade brasileira nesta cultura americana.

A grande maioria dos brasileiros vive fechada em guetos: as comunidades eclesiásticas, os clubes noturnos, os times de futebol, as redes de televisão, as rádios e os jornais brasileiros, os piqueniques em parques e os encontros de fins de semana de famíliares e amigos.

A típica família brasileira encontrou aqui o sustento e o recurso para viabilizar seus sonhos, apesar de viver ilhada entre fronteiras culturais e sociais da realidade e sociedade americanas.

Os milhares de “desintegrados” – solteiros, casados, divorciados, cônjuges que deixaram seus pares no Brasil, jovens e adultos sem conta encontram aqui o recurso para viabilizarem os seus sonhos em detrimento do sustento que é na verdade, uma alimentação sadia, moradia descente e confortável, convívio dos familiares (ver os filhos crescerem), lazer, estudos, etc.

A sociedade americana recusa-se a absorver este povo valente e sofrido porque é plena de “desintegrados.” De fato, os problemas de uma comunidade imigrante por si só a distinguem dos nativos da terra. Por isto, quando os problemas dos nativos se tornam os nossos problemas é que passamos a possuir em vez de ser possuídos, a liderar em vez de ser liderados, a viver ao invés de conviver e a existir em vez de viver na sombra.

As centenas de famílias impactadas pela prisão dos imigrantes de New Bedford refletem uma realidade cruel que a sociedade americana quase na sua totalidade ignora, pois lêem a notícia simplesmente desta forma: “Um bando de transgressores da lei foram presos.”

Por outro lado, a comunidade imigrante solidariza-se por empatia pois é a sua própria história, os filhos e filhas que ficaram em casa chorando, as mulheres amedrontadas pela insegurança e as famílias divididas. A prisão justificada sob o ponto de vista da lei tem consequências desumanas.

A lei precisa ser cumprida, e se assim for, milhões de imigrantes terão que ser deportados. Como isto é impraticável, gera-se aqui uma situação de hipocrisia e de uma injustiça descomunal. A mesma hipocrisia histórica que proibe o imigrante de trabalhar legitimamente, mas já que trabalha conceda-se a ele o “ITIN” para pagar seus impostos.

Há ainda brasileiro que discute consigo que “se me derem a legalização passo a pagar meus impostos, se não, vou embora quando quiser, se não me pegarem.” Vive-se a “ilegalidade” em todo o seu potencial. É preciso mudar de mentalidade.

Primeiro, precisamos dar a volta e parar simplesmente de reagir a todos os acontecimentos. Ainda que tenhamos que solidariamente reagir, o curso a seguir é a liderança no debate e a união gerando representatividade para mudar a fonte dos problemas do imigrante. A maior fonte dos problemas imigratórios é a Lei. A Lei precisa ser mudada.

Segundo, se não assumirmos e não nos solidarizarmos com os problemas da sociedade americana, se estes não se tornarem os nossos problemas, continuaremos vivendo a mentalidade da minoria. A maioria concede algumas benesses à minoria numa relação subserviente que rouba a identidade e a dignidade de nossa gente. A minoria é o apêndice da sociedade. Basta. É preciso ser e pensar como o corpo.

Terceiro, nossos filhos estão liderando naturalmente esta mudança de comportamento social neste êxodo até a sua chegada final. Muita gente ainda continua até hoje imigrando nos seus comportamentos, pensamentos e atitudes. Basta. A integração à sociedade americana levará nossa gente a sair da alienação para uma participação em sua vida cotidiana com possibilidades grandes de influenciarmos na cultura e no pensamento. Ao contrário, por exemplo, as igrejas que insistirem em continuar com seus “cultos brasileiros” deixarão de existir em poucas décadas. É preciso mesclar nossas culturas. É preciso deixar de pensar e ser só brasileiro.

Quarto, as associações comunitárias e as igrejas precisam liderar este processo de integração. Um exemplo negativo foi o episódio da “bandeira brasileira aviltada por um cidadão de Marlboro.” A reação da comunidade brasileira foi irracional. Precisamos debater problemas tangíveis e não simbolismos. Ao condenar a atitude do cidadão, condenamos juntos nosso direito de liberdade de expressão. Basta. Bandeiras americanas foram queimadas nos últimos dias nas ruas brasileiras em protesto à visita do Presidente Bush. Queima-se bandeiras, mas não se pode queimar a honra, a integridade, a história e a vida de uma nação.

E por último, é preciso ter a capacidade para pensar como americano. É preciso, pensando como um americano, descobrir como vamos construir pontes para que nossos pensamentos se encontrem e gerem soluções de convivência para todos. Pensemos, pois, o bem comum numa relação de amizade, de compreensão mútua e de construção de uma sociedade melhor.

É ordem divina: “E procurai a paz da cidade, para a qual fiz que fôsseis levados cativos, e orai por ela ao Senhor: porque na sua paz vós tereis paz.” A Paz vem quando a Justiça é estabelecida. Oremos pois pela Paz, mas além de orar, trabalhemos e lutemos pela Justiça.

Josimar Salum é diretor executivo do BMNET – Brazilian Ministers Network (http://www.bmnet.org/ & http://www.bmnetblog.wordpress.com/) e Diretor do Greater Revival Ministries (http://www.jsalum.blogspot.com/)

Eterna Magia: Mais uma mentira

Pode não ser de seu interesse o que tenho a dizer sobre a nova novela da Globo “Eterna Magia” que Paulo Coelho (escritor) fez uma participação especial em seu primeiro capítulo, segundo o site da Central de Notícias da Globo. Ele fez o papel do Mago Simon, uma encarnação do deus celta Dragda - deus da magia e da Terra.

Segundo a enciclopédia “online” Wikipedia, a trama será ambientada numa cidade do interior, a fictícia Serranias, entre as décadas de 30 e 40. Contará a história de duas lindas irmãs: Eva e Mariana, a Nina, bruxas seguidoras da Wicca, de fato, toda a história será inspirada nesta religião das bruxas. A prática Wiccana mais comum cultua duas Divindades, a Deusa e o Deus, algumas vezes chamado de Deus Cornífero (Do latim, "o que porta cornos"), Deus Verde, Deus Caçador, Deus Criança, etc...

“Pois, ainda que haja também alguns que se chamem deuses, quer no céu quer na terra (como há muitos deuses e muitos senhores), todavia para nós há um só Deus, o Pai, de Quem são todas as coisas e para Quem nós vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo Qual existem todas as coisas, e por Ele nós também.” (I Co. 8:5-6)

A Bíblia Sagrada, a Revelação do Pai dos espíritos (Hb:12:9) declara:

“Quando entrares na terra que o Senhor teu Deus te dá, não aprenderás a fazer conforme as abominações daqueles povos.

Não se achará no meio de ti... nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro, nem encantador, nem quem consulte um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos; pois todo aquele que faz estas coisas é abominável ao Senhor, e é por causa destas abominações que o Senhor teu Deus os lança fora de diante de ti.

Perfeito serás para com o Senhor teu Deus. Porque estas nações, que hás de possuir, ouvem os prognosticadores e os advinhadores; porém, quanto a ti, o Senhor teu Deus não te permitiu tal coisa. O Senhor teu Deus te suscitará do meio de ti, dentre teus irmãos, um profeta semelhante a mim; a Ele ouvirás.” (Deut. 12:9-15)

O profeta Jesus Cristo, Deus Eterno, Criador dos Céus e da Terra e Criador de todos os homens se fez carne e habitou entre nós. Jesus é o Único Caminho para Deus, o Único Mediador entre Deus e os homens. Homens e mulheres, moços e moças e todas as crianças devem ouvir somente a Jesus.

”Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias a nós nos falou pelo Filho, a Quem constituiu herdeiro de todas as coisas, e por Quem fez também o mundo; sendo Ele o resplendor da Sua glória e a expressa imagem do seu Ser, e sustentando todas as coisas pela Palavra do seu poder, havendo Ele mesmo feito a purificação dos pecados, assentou-se ã direita da Majestade nas alturas.” (Hb.1:1-3)

Magia, feitiçaria, espiritismo, candomblé, macumba, mitologias, idolatria, paganismo, wicca, satanismo e todas as religiões que ensinam doutrinas da encarnação são criações híbridas de homens impiedosos e demônios e veementemente condenadas pela Palavra de Deus.

Não me surpreende que a Rede Globo mais uma vez produza uma novela anti-cristã, além de difusora de um culto e práticas pagãos. Confesso, porém, que o que ainda me surpreende é a audiência destas novelas ser engordada pelos milhares de telespectadores evangélicos e católicos que se dizem seguidores de Jesus.

Jesus, a Verdade, morreu na Cruz por nossos pecados, foi sepultado e ao terceiro dia ressuscitou para nos dar Vida Verdadeira. Na Cruz além de morrer em nosso lugar, “despojou os principados e potestades, os expôs publicamente e deles triunfou em Si mesmo.” (Col. 2:14-15)

Quanto às instituições deste mundo, as produções deste mundo, os reinos deste mundo, enfim, o mundo, tudo o que há no mundo, passam. E todos os seus desejos ardentes de bens e gozos materiais...

Permanecer mesmo, para sempre, somente aquele que faz a vontade de Deus. (I Jo. 2:16-17)

“Uma voz diz: Clama. Respondi eu: Que hei de clamar? Toda a carne é erva, e toda a sua beleza como a flor do campo. Seca-se a erva, e murcha a flor, soprando nelas o hálito do Senhor. Na verdade o povo é erva. Seca-se a erva, e murcha a flor; mas a Palavra de nosso Deus subsiste eternamente. (Is. 40:6-8)

(*) Pr. Josimar Salum reside em Worcester, MA. É Diretor do Greater Revival Ministries e Diretor Executivo do BMNET – Brazilian Ministers Network. Contatos pelo tel 508-519-1773 ou pelo email jsalum@greaterrevival.com

13 Junho 2007

Não desisti do Brasil

No Brasil muitos estão amargurados com suas próprias frustrações e com seus fracassos. Muitos estão enojados com a crise moral que escureceu os Palácios de Brasília e tomou conta do muitos seguimentos da sociedade e já por muitos e muitos anos.

Mas frustrados por não poderem superar os obstáculos e impossibilitados de prosseguir – não se ajuntam aos bons porque os desconhecem - tombam fracassados.

Como resultado imediato da inércia produzida por estas frustrações se desembocam numa verborréia perniciosa de culpar a todos, atirando em todos por todos os lados, por causa de uma miopia que não enxerga mais uma flor no canteiro da rua, um pardal pousado no fio de luz e o sorriso brejeiro de um menino atrás de uma bola de papel no campinho empoeirado do lote vazio. Coisas simples da vida que nos fazem ir além do que apenas apegar-se ao existencialismo da desesperança.

O que quero dizer é que muitos perderam a capacidade de verem além da realidade do mal e além da avalanche de “corrupção e a baixeza de nossos políticos” brasileiros. (frase de Luiz Nassif no artigo Elite Privilegiada)

Muitos obscureceram a alma com o negativismo e adoeceram a si mesmos com a mania de falar mal do Brasil e de seu povo por opção sórdida. Amaldiçoam a terrra e seus habitantes num frenesi mirabolante que ressoa na cabeça miúda de outros fanáticos do fracasso e apocalípticos pessimistas.

Muitos passam a generalizar o mal e a maldade como práticas comuns e compartilhadas por todos e passam a afirmar em seu desvario que todo o homem é mentiroso, que não existe ninguém honesto – uns poucos talvez - e que o Brasil não tem jeito mesmo. Desistiram do Brasil. Desistiram de si mesmos. Que o Senhor dos Céus e da Terra se apiede deles e os cure antes que façam mal a si mesmos definitivamente.

É preciso pouco esforço para encontrar homens e mulheres, velhos e velhas, moços e moças e milhares de crianças que têm outros príncipios de vida, que não são corruptos, que não são larápios e que vivem com dignidade e honra nas terras brasileiras e por este mundo a fora. São assim porque além de prestarem contas a uma Corte muito Superior vivem embasados em leis morais gravadas em seus corações.

Estes seres humanos abençoados estão em todo o canto. Como grama que cresce em cada canteiro não cultivado, em cada pedaço de terra mesmo seca e pisada e em cada vaso abandonado, assim são os que fazem a nação brasileira e o Brasil um grande país de cores vivas e de gente que sabe sorrir mesmo quando a dor bate na alma. Que é campeã da solidariedade! Que esbanja talento e meu Deus!, que apesar de por muito tempo “deitado eternamente em berço esplêndido” já acordou para a vida com garra, sucesso e competência. Gente que constrói engenhosas invenções. Gente que sabe cantar, dançar... Médicos, professores, enfermeiros, carpinteiros, pescadores... Estão em todos os cantos, ricos e pobres, de todas as raças, brasileiros e brasileiras de muitas descendências neste Brasil gigante, maior ainda pela grandeza de sua gente.

Gente que avança firme sem pestanejar porque crê em Deus e em Seu Filho Jesus Cristo, que não desconhece a existência do mal, porém fez a opção pelo bem.

Onde estão eles? Sãos os sete mil que não dobraram seus joelhos à idolatria, ao mal, à corrupção, cuja boca bendizem o semelhante e se distinguem pelo que são e não pelo que fazem – no dia a dia da vida cuidam dos seus negócios com a postura de quem cuida de toda a nação. São sete mil, mas simbolicamente! Conte-os se os puder ver, cumprimente-os se os puder achar, abrace-os se puder ver além do véu da decepção com os poucos e maus que a mídia oferece pois comparado ao total da nação não são muitos e nem a maioria – estou certo disto!

O brasileiro não é preguiçoso nem malandro. Nem todos os brasileiros corrompem-se, nem todos roubam, não matam e não vivem de conveniências.

Os brasileiros não são divididos em dois grupos: os que furtam e se beneficiam do dinheiro público e os que querem fazer parte do primeiro. Não são todos iguais. Afinal de contas, gente má e boa – as civilizações são feitas delas.

São muitos os brasileiros que não se cansam de fazer o bem, que lutam pelos outros e ajudam os que precisam de uma mão perto para segurarem.

Estão alí, na escola, na associação do bairro, na classe de corte e costura, na beira do rio onde as mulheres com seus filhos se encontram para lavarem suas roupas.

Encontram-se no ponto do ônibus, na feira de sábado, na pelada do final da tarde.

E as praças, ora, as praças estão cheias de jovens namorando, moças e rapazes que sonham com sua vida em comum no casamento de seus sonhos. Moços e moças ainda se casam no Brasil.

E nas escolas crianças bem tenras em idade continuam pintando garranchos de cores sem sentido que expressam suas esperanças que não podem sem assassindas.

Matam-se crianças e adolescentes, arrastam-nas pelas ruas, mas novas nascem, outros meninos avançam em idade e se tornam jovens e um dia destes milhares deles vão surpreender a todos num Brasil de paz e justiça. O sol sempre nasce. A noite não é eterna.

É muita falta de conhecimento achar que o Brasil é só violência, gangues, tráfico, balas perdidas, máfia de drogas e crime organizado.

É muita ignorância achar que o Brasil é feito de Presidente Lula, José Dirceu, Sarney, Calheiros, Quércia, Maluf, Nelson Jobin, traficantes, deliquentes, pastores ladrões, padres tarados e por ai você pode fazer crescer a lista e chegar a 10 milhões. Acrescente nomes e canse de contar até chegar em 50 milhões. Que nesta lista você não seja achado. É o que conta. É o que importa. Verdadeiramente não são 50 milhões o número daqueles. Não é do jeito que muita gente movida pelo pessimismo, pelo negativismo e pelo mal humor pensa. Não é mesmo!

Todo o mundo tem direito de desabafar. De escrever crônicas. De criticar quem quer que seja. De ficar de luto. De matar e enterrar o Brasil. Enfim, de desistir do Brasil.

Eu também tenho o direito de pensar diferente. Quanto a mim não desisti do Brasil. Não vou desistir do Brasil. Simplesmente porque sou brasileiro.

(*) Pr. Josimar Salum reside em Worcester, MA. É Diretor do Greater Revival Ministries e Diretor Executivo do BMNET – Brazilian Ministers Network. Contatos pelo tel 508-519-1773 ou pelo email jsalum@greaterrevival.com

18 Março 2007

Projeto de Lei no Brasil criminaliza a homofobia

Está tramitando no Congresso Nacional Brasileiro um projeto de lei sobre a criminalização da homofobia (preconceito, medo irracional e ódio em relação aos homossexuais). Já foi aprovado pela Câmara e se aprovado pelo Senado será assinado em Lei pelo Presidente Lula.

O Projeto de Lei (PL nº 5003B/2001) prescreve o seguinte:

a) Qualquer coisa que seja dita sobre o homosexualismo será considerado crime punível com 3 a 5 anos de cadeia. Por exemplo, a conduta de um pastor ou padre que, em uma homilia, condenar o homossexualismo.

b) Será considerado criminoso quem "recusar, negar, impedir, preterir, prejudicar, retardar ou excluir, em qualquer sistema de seleção educacional, recrutamento ou promoção funcional ou profissional....” Por exemplo, um reitor que não admitir o ingresso de um aluno que pratica o homossexualismo, poderá ser preso por 3 a 5 anos. Seminários seriam obrigados a aceitar candidatos homossexuais, etc.

c) Inclui cláusulas discriminatórias. Por exemplo, se os pais demitirem uma babá por descobrir que ela seja lésbica, poderão ser processados e presos.

d) Incrimina qualquer pessoa física ou jurídica (igreja, ministério, casa de recuperação, associação) que de alguma forma não aceite o comportamento homossexual ou que não aceita que a orientação sexual seja uma prática ou padrão social aceitável em qualquer lugar público ou privado. Se esta lei severa e restritiva for aprovada extinguirá todos os ministérios que trabalham com gays por causa simplesmente de seus propósitos.

Se promulgada, esta lei em potencial trará consequências para quaisquer brasileiros quaisquer que sejam suas convicções. Atingirá em cheio as famílias que zelam pela educação de seus filhos com base em princípios sadios e as igrejas e ministérios cristãos, a Igreja Católica, inclusive.

A Palavra de Deus, porém declara:

“Não te deitarás com homem, como se fosse mulher; é abominação, é repugnante” (Lev. 18:22)

“Se um homem se deitar com outro homem, como se fosse com mulher, ambos terão praticado abominação; certamente serão mortos; o seu sangue será sobre eles.” (Lv. 20:13)

“Por causa disso Deus os entregou a paixões vergonhosas. Até suas mulheres trocaram suas relações sexuais naturais por outras, contrárias à natureza. Da mesma forma, os homens também abandonaram as relações naturais com as mulheres e se inflamaram de paixão uns pelos outros. Começaram a cometer atos indecentes, homens com homens, e receberam em si mesmos o castigo merecido pela sua perversão. Embora conheçam o justo decreto de Deus, de que as pessoas que praticam tais coisas merecem a morte, não somente continuam a praticá-las, mas também aprovam aqueles que as praticam. ( Rm. 1:24-27, 32)

Merecem a morte, de acordo com este texto, não somente os homossexuais, mas os adúlteros, os mentirosos, os injustos, os soberbos, os infiéis, os que desonram seus pais, os idólatras, etc. Embora nenhum homem ou mulher tenha o direito de executar o que este texto declara - de que são dígnos de morte os que tais coisas praticam - também ninguém, seja homem ou mulher ou mesmo qualquer Governo ou Autoridade na Terra tem o direito de obrigar quem quer que seja a aprovar tais práticas.

Vocês não sabem que os perversos não herdarão o Reino de Deus? Não se deixem enganar: nem imorais... nem adúlteros, nem homossexuais passivos ou ativos... herdarão o Reino de Deus. Assim foram alguns de vocês. Mas vocês foram lavados, foram santificados, foram justificados no nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito de nosso Deus. (I Co. 6:9-11)

É preciso enfatizar que a Palavra de Deus não endossa o ódio e a discriminação contra os que praticam o homossexualismo. Pelo contrário, Jesus nos ordenou abertamente a amar nosso próximo. O perfeito amor definitivamente não é homofóbico.

“Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor é de Deus... No amor não há medo, antes o perfeito amor lança fora o medo; porque o medo envolve castigo; e quem tem medo não está aperfeiçoado no amor.” (I Jo 4:7-11, 18)

Estamos diante de uma lei que irá provocar a maior perseguição religiosa de que o Brasil tem notícia. Os brasileiros cristãos estão diante de um impasse entre ter que escolher obedecer a Deus ou aos homens.

Este projeto de lei é um atentado a liberdade religiosa. É uma iniciativa imoral, repugnante e abominável de obrigar todo mundo a pensar que o homossexualismo é “normal.”

Quanto a mim, entrando a lei em vigor ou não, continuarei pregando o que a Palavra de Deus contém. Continuarei livremente, de acordo com minha consciência, anunciando que Deus amou o mundo de tal maneira, por isto deu Seu Único Filho para morrer pelos pecadores, por todos, por cada um de nós.

Doutro modo, teria que renunciar a minha fé, teria que abandonar meu ministério, teria que desobedecer a Deus.

Doutro modo teria que invalidar o sacríficio de Jesus Cristo na Cruz, teria que considerar Seu sofrimento vão porque se o homossexualismo não é pecado, então Jesus não pode salvar os homossexuais. E não poderia convidar a todos os que o praticam o homossexualismo ao arrependimento. Teria que negar meu amor por eles, negando-lhes a Vida Eterna.

Quanto a mim mais importa obedecer a Deus do que aos homens. Definitivamente.

08 Março 2007

Boicote? Avivamento já!

Uma onda global invadiu os círculos evangélicos nos Estados Unidos com a “determinação da Direção Comercial da TV Globo Internacional, a partir de 01 de Abril de 2007, de que nenhum anúncio ou propaganda relacionado a Igrejas ou conteúdo religioso, incluindo informações de horários de cultos religiosos, seja veiculado no canal TV Globo Internacional.”

Os ânimos se acirraram e novamente à reboque da história os evangélicos que sabem muito bem reagir e intensamente, deflagaram mais uma vez uma guerra (de palavras) contra o império Global.

Um jovem me escreveu dizendo que "acha que o povo de Deus deveria boicotar a Globo. Além de todo lixo direto e subliminar que ela atira 24 horas nos telespectadores, ainda agora, declarou publicamente a discriminação contra o povo evangélico.” E envolveu o Vaticano no assunto, acrescentando: “O Papa vai ao Brasil este ano... Será que ela vai deixar de anunciar a ida do papa e onde ele vai estar celebrando as suas missas?"

Respondi a ele (na liberdade que tenho em escrever para ele qualquer coisa que penso), que para ser honesto: I DON'T CARE! E no português de minha terrinha: “Tô nem aí!”

É um direito democrático de quem se sentiu lesado ou está se sentindo lesado com a decisão da Globo de protestar e até tomar medidas legais, se for o caso - não sou advogado!

Mas a onda global cresceu e virou um maremoto (de discursos e palavras): Boicote já contra a Globo!

Acho esta proposta muito inviável, pois 80% dos membros da maioria de nossas igrejas assistem diariamente as novelas da Globo. Conheço alguns pastores, diáconos, líderes evangélicos que já torceram para que o adultério da personagem da novela desse certo, ou seja, para que o personagem não fosse flagrado pela mulher. Sei de líderes de louvor que assistem cenas de sexo “quase” explícito na tela do plimplim e presenciei por muitos anos nossos adolescentes serem influenciados pela filosofia libertina do seriado Malhação. Como fazer este povo parar de assistir as novelas da Globo?

Entendo que é direito das pessoas quem quer que sejam assistirem ou não a Rede Globo, pois no caso dos Estados Unidos, são elas que pagam a conta mensal da "dish".

Entendo também que é direito de qualquer pessoa fazer campanha para boicotar a Globo, apesar de achar que é uma perda de tempo porque quanto mais propaganda que se fizer para a Globo melhor, afinal de contas, o ditado "falem mal, desde que falem de mim" é vero!

Acho, contudo, que precisamos promover outro boicote, de cada um individualmente: contra a hipocrisia, o discurso barato e a superficialidade de nossas propostas. Existem outros assuntos relevantes que deveríamos debater entre nós ao invés de vivermos surfando de onda em onda.

Deixo aqui apenas duas considerações:

1 – Os evangélicos não precisam da Rede Globo para crescer. Não precisou no Brasil até agora nem vai precisar.

A mídia é um instrumento poderoso de evangelização, claro que é, mas também tem sido usada como meio de comercialização do “evangelho”. Propaganda de igrejas não ganha ninguém para Jesus, mas sim a proclamação da mensagem de arrependimento do Evangelho do Reino.

Um irmão reclamou comigo em seu programa de rádio: “Pastor, está é uma porta que se fechou.” Eu perguntei: Fechou para quem? Pois Jesus disse “edificarei a MINHA IGREJA e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.”

Na China, por exemplo, não existem programas de rádio, nem jornais, nenhuma mídia evangélica - nem existe tal coisa de ser evangélico - e 25000 pessoas se convertem por dia.

Quanto a nós, creio que que a maioria dos evangélicos precisam nascer de novo e muitos de nossos líderes. I João 3:6-10 declara: “Todo o que permanece NEle não vive pecando; todo o que vive pecando não O viu nem O conhece. Filhinhos, ninguém vos engane; quem pratica a justiça é justo, assim como Ele é justo; quem comete pecado é do Diabo; porque o Diabo peca desde o princípio. Para isto o Filho de Deus se manifestou: para destruir as obras do Diabo. Aquele que é nascido de Deus não peca habitualmente; porque a semente de Deus permanece nele, e não pode continuar no pecado, porque é nascido de Deus. Nisto são manifestos os filhos de Deus, e os filhos do Diabo: quem não pratica a justiça não é de Deus, nem o que não ama a seu irmão.”

2 – Precisamos de um avivamento já.

Avivamento que gera tansformação na vida, no caráter e no testemunho das pessoas e que se reflita na sociedade. Um avivamento que nos ocupe com a Santidade do Senhor, com a Missão da Igreja e com a Comunhão dos Santos. Um avivamento que gere santos e não simplesmente membros de igrejas.

O Brasil não está em avivamento. Nós por estas terras geladas americanas precisamos de Avivamento Já. É mentira dizer que o crescimento dos evangélicos no Brasil é avivamento. O crescimento das igrejas por aqui é na sua maioria por transferência de crentes do Brasil e entre as igrejas existentes. Uma enche enquanto a outra se esvazia. No Brasil é moda ser evangélico. Que avivamento é este que fundou milhares de igrejas no Rio de Janeiro, por exemplo, mas o índice de violência por lá está cada vez maior e a sociedade cada vez mais corrupta?

“Se o Meu povo, que se chama pelo Meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a Minha face, e se converter (desviar dos Seus maus caminhos), então Eu ouvirei do céu, e perdoarei os Seus pecados, e sararei a Sua terra. (II Cr. 7:14). Humilhar, orar, buscar a face parece ser comum, mas converter, dar meia volta, mudar de vida, arrepender... Oh! Deus, tem misericórida de nós! Deus nos ouvirá quando as lágrimas voltarem a correr de nossas faces porque não podemos tolerar mais nossos pecados e não podemos mais viver sem a Santidade e o Amor do Senhor! Esta igreja de oba-oba, de conforto, de sucesso, de propaganda desconhece os ais e os gemidos inexprimíveis, porque não conhece o Caminho da Cruz.

Que avivamento pode ser gerado com esta mensagem corrompida, capitalista, de prosperidade falsa e evangelho de entretenimento.

Precisamos da Mensagem da Cruz: “Quem não renuncia tudo quanto tem não pode ser Meu discípulo? Quem não toma a Sua cruz e Me segue não pode ser Meu discípulo? Quem não aborrecer pai, mãe, irmão, irmã e até a própria vida não é digno de Mim?”

Ai meu Deus, minha alma está doendo e meu ser está explodindo de amor por Ti e pelos meus irmãos! Ah! Irmãos e irmãs, retornemos hoje para o Senhor! Rasguemos o nosso coração e não as nossas vestes... O Espírito Santo nos conclama a todos: “Convertei-vos ao Senhor vosso Deus; porque Ele é misericordioso e compassivo, tardio em irar-se e grande em benignidade, e se arrepende do mal. Quem sabe se não Se voltará e Se arrependerá, e deixará após Si uma bênção...”

Que benção? A benção de seguír Jesus simplesmente. O Senhor mesmo, Ele mesmo! Quem tem a Ele como Deus, Senhor e Amigo precisa de mais alguma coisa? Precisa da Globo?

26 Fevereiro 2007

Por entre os pensamentos...

Por entre os pensamentos...

Por entre os pensamentos de Deus passou a idéia de criar o homem
Alguém especial semelhante a Ele para desfrutar comunhão
Um ser amado e que tivesse a capacidade de amar também
Livre para escolher, livre para arriscar, livre até para fugir
O homem e a mulher criou Deus. E viu que era muito bom

Entre os pensamentos do homem passou a idéia de ser independente
Mesmo que lhe custasse a vida, a comunhão, a alegria
A sensação da independência, de fato, a escravidão
Numa confusão existencial mórbida entre ter independência e ser livre
Uma escolha fatal, triste, sombria, de consequências eternas
Entre as árvores do jardim, encontraram uma para se esconderem
Livres já não eram mais... Independentes, tornaram-se escravos de si mesmos

Da noite para o dia, foi a tarde e a manhã, o primeiro dia de noite densa
Os barulhos da noite já não eram os mesmos - agora traziam o medo e a incerteza
Respirar, o bater do coração, separaram o viver agora, eternamente, do morrer...
O morrer para sempre se morrer agora.

Perdidos, expulsos, independentes... encontraram um lugar em algum canto
Eles, porém, guardavam no peito, no profundo da alma, a Voz de uma Semente
Redenção, salvação, paz, comunhão – a angústia do passado, sem o agora, e a esperança de futuro
Entre noites e dias, um sentimento depressivo: entre dias e noites - a alegria virá pela manhã
Indo e vindo, porém, caminhavam de olhos fitos nos Céus - de lá todas as tardes o Amigo vinha
Reconciliar, restaurar, trazer de volta ao lar – a saudade que doía no peito em cada entardecer
A mesma tarde de separação tornou-se em tarde de redenção, o entardecer que viu Jesus morrer.

27 Dezembro 2006

O mega negócio do evangelho

Li em um site evangélico uma reportagem pedindo oração por uma cantora brasileira que está sendo evangelizada por um pastor. Chamou-me a atenção o fato de que a referida cantora usa expressões comuns dos crentes para comunicar-se com seu público durante os shows. Expressões tais como “a nossa apresentação vai continuar e tudo vai dar certo porque o Sangue de Cristo tem poder” e “Deus vos abençõe ricamente.”

Admiro o trabalho evangelístico que muitos homens e mulheres de Deus fazem no meio artístico. Muitos “destes famosos” têm se convertido genuinamente ao Senhor, e depois de muitos anos têm demonstrado uma vida de testemunho cristão e uma vida pautada pela Palavra de Deus.

Outros tornam-se evangélicos apenas por modismo nesta onda de constantinização moderna. Transferem sua fama suja para a igreja, baseada em sua vida corrupta e perversa, e são disputados em programas evangélicos e em igrejas em busca de audiência e frequência.



O que me chamou a atenção não foi o uso das expressões conhecidamente evangélicas, mas a soma de muitos fatos relacionados a outros artistas e cantores que se dizem cristãos, e como milhares de evangélicos de fato são, porém nominalmente.

Há quem apresente um programa pornográfico de TV e se diga "crente" e é membro de uma “igreja evangélica” inclusive.

Há um conjunto que se apresenta em shows mundanos e programas de TV cantando músicas seculares e são “crentes.”

Há atores e atrizes que se beijam em cenas de novelas, protagonizando triângulos amorosos e fazendo papéis que a Bíblia ordena “nem ainda se nomeie entre vós, como convém a santos” que são “crentes”.

Afinal de contas qual é o problema de trabalharem em novelas, se mais de 70% dos evangélicos as assistem diariamente, as produzidas pelo canal de TV de propriedade de uma igreja evangélica, inclusive? A Bíblia porém declara: “Não vos comuniqueis com as obras infrutuosas das trevas, mas antes condenai-as.”

Deixa eu ir direto ao assunto: se a outra artista famosa, recém batizada ainda rebola, dança axé e tudo o mais, ela pode até ser evangélica, mas ainda não nasceu de novo.

Ninguém que ainda vive na prática do pecado nasceu de novo. “Qualquer que é nascido de Deus não vive na prática do pecado; porque a Sua semente permanece nele, e não pode pecar, porque é nascido de Deus.”

E o que dizer dos pregadores que aceitam somente convites onde suas demandas são aceitas, tais como hotéis de certa categoria, venda estipulada de seus produtos e pagamento de oferta mínima?

O que dizer dos cantores gospel que cobram cachês, alguns deles até continuam tendo a mesma vida devassa de antigamente e apresentam em igrejas e mais igrejas, endossados pela ingenuidade de muitos pastores?

A cantora pode clamar o sangue de Cristo duas mil vezes, que fazendo o que faz no palco e cantando o que canta, suas palavras não passam de jargões evangélicos.

O pregador famoso que prega em todo o Brasil e no exterior, e que há alguns meses atrás cobrou três mil reais para fazer uma cruzada, e quase “depenou” o pobre pastor que não conseguiu levantar o dinheiro para “pagá-lo”, pode até pregar muito bem, mas não passa de um mercenário da fé e um “pentecostal” hipócrita.

E o cantor e a cantora gospel que procedem com tais práticas são “levitas de aluguel”, “paquitos e chacretes evangélicos” que conhecem somente o átrio do templo de Herodes onde os mercadores vendiam seus produtos.

Para milhares a Pregação do Evangelho tornou-se uma profissão e deixou de ser a Pregação do Evangelho da Cruz para tornar-se apenas uma profissão.

A Mensagem da Cruz de nosso Senhor Jesus Cristo tem sido aviltada pelos neologismos e "inventices" desta geração fraca e pobre de pregadores.

Pregadores de um "evangelho" de conveniências que desconhecem a Cruz e a Santificação sem a qual ninguém verá o Senhor. De um “evangelho” de vendilhões do templo que desconhecem a Graça das Palavras de Jesus: “De Graça recebei, de Graça dai!“

Não venham me dizer de que “é dígno o obreiro de seu sálario” como desculpa para suas cobranças de cachês, contratos publicitários e acordos comerciais! O obreiro é digno de seu sálario, mas não o comerciante do Evangelho nem o mercantilista da fé.

"Deixe o ímpio o seu caminho e se CONVERTA AO SENHOR" é a mensagem do Juiz de toda a Terra. Sem conversão não há salvação. Sem testemunho (frutos) o machado que está posto à raiz da árvore vai trabalhar direitinho.

I JOÃO CAPÍTULO 3 AINDA É A PALAVRA DE DEUS! Aquele que vive na prática do pecado ainda não nasceu de novo nem sequer conheceu a Deus. Ainda pertence ao Diabo! Seja cantor, pastor, pregador, crente e quem quer que seja!

A coisa está muito esquisita! As referências e padrões bíblicos de nossos pais na fé há muito já foram desprezadas.

Estou cansado desta mega empresa e deste mega negócio que virou a igreja evangélica brasileira onde a maioria destas empresas de produção musical, igrejas-empresas, etc abarrotam-se de lucros em nome do Louvor e Adoração a Deus. Onde centenas e milhares de seus pregadores levantam ofertas oferecendo a multiplicação do dinheiro e a prosperidade, o paraíso na terra e as bençãos gratuitas de Deus. Protagonizam a versão moderna da venda das indulgências! Seus líderes são opressores dos pobres pastores que precisam bater todo o mês a cota de dízimos de suas congregações! Enquanto a igreja católica comercializa ídolos dos santos eles comercializam-se a si mesmos, suas imagens farisaicas e seus sermões repetidos.

Esta raça de hipócritas deveria deixar de fantasiar e passar a tratar as coisas de Deus à sério.

Muitos deles casam, descasam, furtam, exploram, vivem uma vida de luxúria em nome da prosperidade "divina" e produzem canções para o mercado evangélico. É isto mesmo: igrejas empresas, profissionais da fé, empresários. Sua linguagem é o lucro e a transação comercial seu sangue. Contratos e ofertas: se não receberem não cantam, não pregam, não fazem o show. Gente morna que o Senhor vai vomitar de Sua boca se não se arrependerem. No Evangelho não cabe empresários do Evangelho nem profissionais. O Evangelho não é negócio, definitivamente!

Ah! Que o Senhor levante pelo menos uns 12 João Batistas para desmascarar esta farsa que é a igreja evangélica brasileira.

Que o Senhor tenha misericórdia destes artistas e atrizes famosos para que venham conhecer o Verdadeiro Evangelho que anuncia a Salvação pela Graça, por meio da Fé em Jesus, através do Arrependimento.

"Arrependei-vos, porque é chegado o Reino dos Céus." Se não nos arrependermos não escaparemos da ira do juízo de Deus.

21 Dezembro 2006

O Natal e sua comemoração

O NATAL E SUA COMEMORAÇÃO
Josimar Salum

Chegou a estação do Natal! E a primeira coisa que vem à mente antes mesmo da celebração do nascimento de Jesus é que chegou a época de dar e receber presentes.

As pessoas no mundo ocidental geralmente desconhecem as origens da celebração do Natal associada ao uso e significado das guirlandas, da árvore de Natal, de Papai Noel, enfim de todos os símbolos que acompanham a sua celebração, e da própria data relacionada ao solstício. A data pagã de comemoração do solstício (o primeiro dia do inverno) é próxima ao dia 23 de dezembro. Jesus não nasceu realmente aos 25 dias de dezembro. A Igreja Católica, no Concílio de Nicéia - mais de 400 anos após o nascimento e morte de Jesus, resolveu convencionar o nascimento de Jesus nesta data.

Apenas para citar um dos componentes do Natal moderno “a árvore de Natal tem relação com a Árvore da Vida cabalística e seus Sefirotes (esferas, bolas). As luzes e os enfeites pendurados na árvore como decoração são, na verdade, símbolos do sol, da lua, das estrelas, dos anjos cabalísticos, como aparecem na Árvore Cósmica da Vida.

A Árvore de Natal é geralmente encimada por uma estrela de cinco pontas. Trata-se do símbolo mágico e cabalístico do pentagrama, o homem cósmico, o domínio dos cinco elementos. É a expressão máxima da magia. As luzes e os enfeites da Árvore de Natal representam também as almas dos que já partiram e que são lembrados no final do ano, segundo o xamanismo.” O xamanismo é uma filosofia de vida muito antiga, que visa o reencontro do homem com os ensinamentos e fluxo da natureza e com seu próprio mundo interior.

Prefiro, porém, ver a celebração do Natal como uma boa tradição de milhões de famílias e de milhares de igrejas cristãs em várias partes do mundo. Desconhecer a origem das festividades natalinas facilita a celebração do que diremos ser “o verdadeiro significado do Natal.” É que não há mandamento bíblico para sua comemoração. Falar de seu significado não é uma necessidade imposta pelas Escrituras. Pregamos a Jesus, e este Crucificado. Ele morreu, foi sepultado e ressuscitou para nossa salvação. O “menino jesus” é uma figura idólatra. Jesus Cristo Homem é a Revelação de Deus. Hoje Ele está assentado à dextra de Deus Pai nos Céus de onde aguardamos Sua segunda Vinda para resgatar Seu povo e julgar os vivos e os mortos.

O Natal é uma boa tradição para reunir familiares, alimentar os sonhos das crianças e uma oportunidade para contar o nascimento de Jesus – o Salvador dos pecados de Seu povo. Deus que se fez carne para habitar entre nós – para buscar e salvar o que se havia perdido.

Desfrutar das nuances culturais do Natal a despeito de sua comercialização não faz mal nenhum. A beleza das decorações é uma manifestação rica de nossas culturas e agradam muita gente. Acho fanatismo os que rejeitam às festividades natalinas por terem conhecimento de suas origens pagãs. Não há como negar que o Natal é um elemento cultural de nossas sociedades e desprezá-lo é zelo exagerado. Não faz mal trocar presentes. Não faz mal deixar as crianças esperarem por um presentinho no dia do Natal.

Um dia há dois mil anos atrás alguns “pastores estavam no campo, e guardavam durante as vigílias da noite o seu rebanho. E um anjo do Senhor apareceu-lhes, e a glória do Senhor os cercou de resplendor; pelo que se encheram de grande temor. O anjo, porém, lhes disse: Não temais, porquanto vos trago novas de grande alegria que o será para todo o povo: É que vos nasceu hoje, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor.” (Lc. 2:8-11)

Esta mesma história repetida bilhões de vezes continua trazendo grande alegria para todos os povos. Isto é o que importa!

Dez/06)

A ingratidão entre os irmãos.

A ingratidão entre os irmãos.
Josimar Salum

Eu amo Jesus. Muito! Meu coração é cheio de gratidão pelo Seu favor em minha vida e na vida de minha família. Não tenho como expressar em palavras Seu cuidado para comigo.

Seu perdão encheu meu ser de alegria. Este tem sido sempre o recurso para a minha Paz. Posso confessar minhas fraquezas e pecados, porque Ele é fiel e justo para me perdoar e me purificar de toda a iniquidade. Nenhuma condenação. Nenhuma acusação. Seu Sangue continua me purificando com o mesmo Poder. Que Graça maravilhosa! Que recurso inefável!

As aflições na vida não me deixam órfão nem me isolam. Em nenhum momento fui abandonado ou deixado sem resposta. Jesus sempre está presente para ouvir, aconselhar e guiar. Não conheço a solidão. Jesus está sempre comigo. Suas promessas são verdadeiras e palpáveis. Ele me corrige. Ele me consola. Em todo tempo. A qualquer hora. Em qualquer lugar. Em todas as circunstâncias.

Por isto tenho sempre um hino de gratidão em meus lábios. Meu coração sempre pulsa de ações de graças. A bondade dEle encheu minha boca de louvor e meus lábios de um sorriso de contentamento. Com Jesus minha alma vai muito bem!

Tenho somente uma tristeza. Minha tristeza é com alguns de meus irmãos. Não é uma tristeza constante nem contínua. São arroubos momentâneos que vêm e passam ligeiramente. É que alguns de meus irmãos demonstraram e ainda demonstram uma ingratidão muito grande para comigo.

Não me considero um homem bom, por certo que não. Nem tão pouco sou perfeito, certamente não sou. Eu também erro. E muito. Muitas vezes. Tenho limitações, muitas. Entretanto, gosto de fazer sempre o bem. Estar pronto para servir e doar e socorrer e atender e ajudar quase que ininterruptamente.

Porém são os intervalos que trazem revolta às pessoas, porque nem sempre podemos atender a todos em todo o momento. Muitas pessoas são insaciáveis. Todo o bem do passado é esquecido quando não posso atender alguma expectativa. É a ingratidão: a única coisa que me fere nesta vida.

Contudo, ouço a voz do meu Senhor soando em meus ouvidos: “Não canse de fazer o bem.” Porque fazer o bem cansa. Sofrer ingratidão também cansa a alma. Se já feriu o coração mais manso e tenro, imagine o meu. É, fere, e muito o meu coração. Já sorvi sua dor muitas e muitas vezes. E vivo presentindo que irei sofrê-la novamente há qualquer momento. Não serei surpreendido, é vero, mas minha dor não será menor por ter esperado conscientemente este momento.

Servir ao Senhor com alegria é um estilo de vida promotor de saúde e satisfação. Por outro lado, a ingratidão de um irmão provoca uma dor impiedosa. E é preciso vigiar para não auto-apiedar-se, pois não sou, repito, o mais bondoso dentre os homens. Definitivamente não.

Apenas o privilégio de ser um canal da bondade do Senhor já é uma coisa tremenda. É que Deus, o Filho anda ainda na Terra por caminhos preparados pelos homens. É Graça ser caminho para Deus.

Nem sempre faço o bem. Uma má resposta que dou. Uma irritação que extravasa. Uma indignação que sai. Coisas comuns a todos os homens. Um irmão me disse: “É por isto que as pessoas acabam se afastando.” É verdade! Os ingratos sempre se afastam. Não conhecem a tolerância nem o perdão.

Justificam as traições, os abandonos, as más conversações, as alianças quebradas, o afastamento e as injúrias com este “direito” de ser ingrato. E todos os favores são esquecidos, um a um. As horas dedicadas, as renúncias pessoais, o deixar de atender a esposa e o filho para atender o amigo, atender altas horas da noite, perder sono, arcar com as despesas, os vários sacrifícios, o prazer da companhia, as lágrimas vertidas juntos, as vitórias e os resultados, todo o bem de muitas vezes: desconsiderados, ignorados, esquecidos. A ingratidão provoca nas pessoas amnesia crônica.

E a obrigação de não poder errar nunca? Não falhar nunca, ser sempre agradável, atender sempre? De fato ser desumano. Gente, quem é humano sempre falha! Sempre erra! Pelo menos 7 vezes. Nem que seja uma vez!

Por que os irmãos se afastam e se vão justificados? Por que aqueles que mais ajudamos são os que além da ingratidão se enredam na traição trazendo prejuízo e dor? A ferida com que somos feridos é mais dolorosa e cruel quando é provocada na casa de nossos amigos.

Eu amo Jesus. Muito! Meu coração é cheio de gratidão pelo Seu Amor e favor. Não tenho como expressar Seu constante cuidado para comigo. Seu perdão tem enchido meu ser de alegria. Tenho Paz! Jesus me dá a Paz! Sua Graça é maravilhosa! Mesmo esta Graça especial de sofrer a mesma ingratidão e traição que Ele conheceu tão bem e tão de perto! Contudo, Ele não ficou sozinho. E assim Ele também não me deixa só! Nunca! Nem mesmo quando expresso os sentimentos mais tristes de minha humanidade!

É que com Ele, sem medo, posso pensar como penso, falar o que quero, ser o que sou!

Nov/06

11 Agosto 2006

Existe uma geração sanguessuga

Já fazem alguns anos que constatei não somente que tinhamos chegado ao fim da “Era Protestante” como também ao fim da “Era Evangélica.”

Pregar e não viver resultou na perda da reputação e da credibilidade. E a mercantilização da fé aliada à disseminação de heresias, à avareza e às palavras fingidas culminou neste capitalismo evangélico-protestante de muitos pregadores e representantes que prometem a liberdade, mas são escravos da corrupção (I Pe. 2:1-3, 19).

A Igreja que as portas o inferno não pode prevalecer não é a “igreja evangélica”. Definitivamente. A igreja evangélica é religiosa, impura, corrupta, repreensível e mundana.

A Igreja é pura - foi purificada pela Palavra. É gloriosa, sem mácula, sem ruga nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível. Alimentada e sustentada pelo Senhor da Igreja, Jesus Cristo, a Igreja segue vitoriosa e triunfante. (Ef. 5:25-29)

Seus membros na sua maioria jamais pisaram em palácios, nunca estiveram sob às luzes de holofotes nem tão pouco viram seus nomes publicados em jornais. São os anônimos, gente simples que esperam as promessas, “vendo-as de longe, e crendo-as e abraçando-as, confessando que são estrangeiros e peregrinos nesta terra.” (Hb. 11:13).



Seus nomes estão escritos no Livro da Vida do Cordeiro. Suas mãos são limpas, não entregam a sua alma à vaidade, não difamam com sua língua, não aceitam afronta contra o próximo, aos malvados desprezam, mas honram aos que temem ao Senhor. Empenhando sua palavra não voltam atrás ainda que com prejuízo próprio. Não emprestam seu dinheiro com usura e nem recebem suborno contra os inocentes. Esta é a geração dos que buscam ao Senhor. (Sl. 15:1-5 & 24:3-6)

Esta geração “faz todas as coisas sem mumurações nem contendas. São irrepreensívels e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio duma geração corrompida e perversa, entre a qual resplancem como astros no mundo”. (Fp. 2:14-15)

Porém esta geração corrompida e perversa além de amaldiçoar pai e mãe, ser imunda apesar de ser pura aos seus olhos, ser arrogante e soberba e consumir na terra os aflitos e necessitados entre os homens é também sanguessuga. (Prov. 30:11-14)

“A sanguessuga tem duas filhas, a saber: Dá, Dá. Há três coisas que nunca se fartam; sim, quatro que nunca dizem: Basta; a sepultura, a madre estéril, a terra que não se farta d'água, e o fogo que nunca diz: Basta.” (Prov. 30:15-16)



A sepultura é insaciável – recebe todos os mortos e ainda tem espaço suficiente para receber muito mais.

A mãe estéril não gera filhos, não deixa descendentes e assim seu nome dissipa-se como a nuvem que existia ainda há pouco e um minutinho depois ninguém se lembra dela mais. Somente as rochas permanecem!

A terra não se farta de água – nem mesmo as grandes inundações permanecem para sempre.

E o fogo do inferno nunca diz basta. E por certo, existem lugares mais quentes no inferno preparados para alguns desta geração perdida como haverá no dia do juízo maior rigor para alguns do que para outros. (Mt. 11:24)

O que leva um homem ou uma mulher conspirar contra o Rei de toda a terra?

O que leva um representante eleito em Nome de Deus devorar vidas humanas? O que o leva a tomar tesouros e coisas preciosas à custa da multiplicação das viúvas em suas cidades e campos?

O que o leva a mancomunar com seus líderes espirituais para violentarem a Lei do Senhor e profanarem Suas coisas santas? Que cegueira é esta que o leva a não fazer diferença entre o santo e o profano e a não ensinar a discernir entre o impuro e o puro? Os adoradores de ídolos tornam-se cegos como os ídolos! Avareza é idolatria!

O que o leva a fazer que o Senhor seja profanado por sua causa?

O que o leva como lobo arrebatar a presa, derramar sangue e destruir vidas para adquirir lucros desonestos?

O que leva estes profetas a assinarem manifetos de apoio a fim de os elegerem, advinhado-lhes mentiras, falando coisas que o Senhor jamais falou?

Todos eles estão entre os que oprimem o povo da terra, andam roubando, fazendo violência ao necessitado e oprimindo injustamente ao estrangeiro. (Ez 22:25-29)



O Senhor conhece a todos muito bem e quando praticavam o mal tanto quanto o bem Ele os via a todos. Refiro-me aos que são acusados de “sanguessugas” da saúde do povo brasileiro.

Conheço de perto alguns deles – evangélicos ou não. Alguns testemunhei de perto sua desonestidade, corrupção e maldade. Compartilhei com eles de uma outra opção de vida baseada na cruz de nosso Senhor Jesus que derramou Seu sangue para nos perdoar, purificar e nos transformar em filhos da Luz. Rejeitaram a minha palavra!

Outros os vi começarem muito bem a carreira, mas parece-me - até que provem ao contrário - que se esqueceram do conselho das Escrituras, deixando o caminho direito, preferindo seguirem o caminho de Balaão, que amou o prêmio da injustiça (II Pe. 2:15):

“Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só é que recebe o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis. E todo aquele que luta, exerce domínio próprio em todas as coisas; ora, eles o fazem para alcançar uma coroa corruptível, nós, porém, uma incorruptível. Pois eu assim corro, não como indeciso; assim combato, não como batendo no ar. Antes subjugo o meu corpo, e o reduzo à submissão, para que, depois de pregar a outros, eu mesmo não venha a ficar reprovado.” (I Co. 9:24-27)

Meu coração está triste e contrito. Também preciso me humilhar diante de tudo isto. Preciso vigiar para não emitir nenhuma palavra de condenação temerária. Preciso orar para que o Senhor tenha misericórdia de mim neste tempo em que Ele começou Seu julgamento pela Sua casa. E fico atemorizado com as Palavras de Jesus que têm ressoado em minha mente constantemente:

“Que adianta o homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?”

26 Julho 2006

Amai os judeus, os libaneses e os terroristas...

Ä luz dos fatos desta guerra cruel que se desenrola no Oriente Médio, encontrei estas palavras que diretamente relacionam-se com os seus acontecimentos:

“Eis que os valentes estão clamando de fora; e os embaixadores da paz estão chorando amargamente.

As estradas estão desoladas, cessam os que passam pelas veredas; alianças se rompem, testemunhas se desprezam, e não se faz caso dos homens.

A terra pranteia, desfalece; o Líbano se envergonha e se murcha; Sarom se tornou como um deserto; Basã e Carmelo ficam despidos de folhas.

Agora me levantarei, diz o Senhor; agora me erguerei; agora serei exaltado.” (Isaías 33:7-10)

Os valentes estão clamando em rogos sufocados pelas lágrimas vertidas diante de atrocidades e dores sem fim dos pequeninos, vítimas do ódio, rancor e vingança.

Os embaixadores da paz estão chorando amargamente porque todas as avenidas diplomáticas estão fechadas pelos interesses de muitos poderosos camuflados de agentes da paz.

As estradas estão cheias de destroços, desoladas e vazias – não se ouve mais crianças brincando nem o barulho de famílias caminhando nem de buzinas e motores em funcionamento – os homens estão impossibilitados de trabalhar para sustentar suas casas.

Os pactos se romperam, até os pequenos acordos foram dezprezados, testemunhas se ignoram mutuamente e, meu Deus, não se faz caso dos homens... Ai que dor cortante na alma! Não se faz caso dos homens! Por isto o Líbano se envergonha e murcha e as folhas caem ressequidas pelo vapor do fogo das armas de guerra.

“Não se faz caso dos homens” é também o lamento do Senhor enquanto contempla dos céus a guerra dos homens nestes territórios, israelense e libanês.

Contudo Aquele que “faz cessar as guerras até ao fim da terra; quebra o arco e corta a lança; queima os carros no fogo” (Sl. 46:9) não perdeu o controle do universo nem Sua soberania sobre os negócios dos homens. Ele se levantará e Ele será exaltado em tudo. Ele que conhece tudo e sabe de tudo tem um plano que está levando a cabo para trazer à Terra Sua paz permanente. Não podemos perceber, nem mesmo entendemos como, mas ao final haverá “novos céus e nova terra onde habita a Justiça.”

Vejo muitos em meu redor (o meio evangélico) promoverem o amor aos judeus em detrimento de outros povos, especialmente dos árabes. Shalom é a saudação de paz que soa sempre como espiritual e apropriada, mas Jesus é a Paz, é Assalam tanto quanto é Shalom! Amemos os judeus, é o mandamento do Senhor – o povo que Ele escolheu dentre os povos da terra para abençoar as nações. Mas igualmente por ordem do Senhor amemos os libaneses e todos os árabes. Amemos todos os membros do Hamas e do Hezbolah, pois Ele também ordenou amar os nossos inimigos.

Tenho trabalhado em movimentos de oração pela Paz de Jerusalém porque amo Israel. Neste ano, novamente no primeiro domingo de outubro iremos observar o Dia Internacional de Oração pela Paz de Jerusalém a favor de todos os seus habitantes. Mas não amo mais a Israel do que amo outros povos e nações. Deus não me ensinou isto na Bíblia. Mas em nosso meio vejo muitos defendendo ações ímpias de Israel como justificáveis para cumprimento de profecias e rogando oração somente por Israel quando somos chamados por Deus para orar e interceder por todos os povos, pois o Senhor tem ovelhas que não são deste aprisco em todos os cantos da terra.

A Bíblia que tenho em mãos categoricamente afirma que Deus ama a todos, aos árabes inclusive sem fazer nenhuma acepção.

Esta guerra corrente na região do Líbano, Israel e Palestina é um horror.

Entendo a posição israelita. Entendo que as nações têm o direito de se defenderem contra agressões fortuitas como direito justo diante do Senhor, mas não vejo justificação plausível para todas as ações de guerra de Israel. Em nosso meio tudo o que Israel faz é aceitável e isto não é justo diante de Deus. Deus não aprova ações injustas.

Abomino a posição terrorista de Hezbolah, embora os ame também como vidas que precisam conhecer o Amor de Deus.

Solidarizo-me com a impotência dos libaneses – nada podem fazer diante de tudo, senão aterrorizados esperarem que tudo passe. Estão debaixo de duplo fogo cruzado: o fogo da influência do Hezbolah conquistada com suas benesses sociais ao povo carente libanês e agora sob o fogo dos aviões e tanques israelenses.

Israel está sofrendo também com a morte de civis alvejados pelos mísseis dos terroristas radicais, que indiscriminadamente lançam seus foguetes em direção ao território de Israel não se importando com quem quer que seja atingido, pois afinal é missão principal do Hezbolah exterminar todos os judeus do mapa. Esta é uma proposta demoníaca, ímpia, desumana e totalmente abominável.

“Eis que as trevas cobrem a terra e a escuridão os povos… A terra está em angústia e escuridão...” A Luz do Príncipe da Paz, Jesus, o Messias precisa intervir na região. E nós precisamos orar por todos, indiscriminadamente. E amar judeus, libaneses, árabes e terroristas igualmente.

04 Julho 2006

Pode o crente perder a salvação?

Como responder a uma questão controvertida como esta? A Bíblia é clara a este respeito?

Um irmão perguntou-me se teria alguma coisa a dizer sobre a pergunta: PODE O CRENTE PERDER A SALVAÇÃO?

Apesar de que o tema seja controvertido para alguns, para mim a doutrina bíblica da segurança da salvação eterna é muito clara. O texto abaixo é a âncora desta doutrina da salvação eterna. Todos os textos da Bíblia correlatos convergem para este texto fundamental.

O texto é João 10:9-29:

“Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, salvar-se -á, e entrará, e sairá, e achará pastagens.

O ladrão não vem senão a roubar, a matar e a destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham com abundância.

Eu sou o bom Pastor; o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas.

Mas o mercenário, que não é pastor, de quem não são as ovelhas, vê vir o lobo, e deixa as ovelhas, e foge; e o lobo as arrebata e dispersa. Ora, o mercenário foge, porque é mercenário e não tem cuidado das ovelhas.

Eu sou o bom Pastor, e conheço as minhas ovelhas, e das minhas sou conhecido.

Assim como o Pai me conhece a mim, também eu conheço o Pai e dou a minha vida pelas ovelhas.

Ainda tenho outras ovelhas que não são deste aprisco; também me convém agregar estas, e elas ouvirão a minha voz, e haverá um rebanho e um Pastor.

Por isso, o Pai me ama, porque dou a minha vida para tornar a tomá-la. Ninguém ma tira de mim, mas eu de mim mesmo a dou; tenho poder para a dar e poder para tornar a tomá-la. Esse mandamento recebi de meu Pai.

Tornou, pois, a haver divisão entre os judeus por causa dessas palavras. E muitos deles diziam: Tem demônio e está fora de si; por que o ouvis?

Diziam outros: Estas palavras não são de endemoninhado; pode, porventura, um demônio abrir os olhos aos cegos?

E em Jerusalém havia a Festa da Dedicação, e era inverno.

E Jesus passeava no templo, no alpendre de Salomão.

Rodearam-no, pois, os judeus e disseram-lhe: Até quando terás a nossa alma suspensa? Se tu és o Cristo, dize-no-lo abertamente.

Respondeu-lhes Jesus: Já vo-lo tenho dito, e não o credes. As obras que eu faço em nome de meu Pai, essas testificam de mim.

Mas vós não credes, porque não sois das minhas ovelhas, como já vo-lo tenho dito.

As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me seguem; e dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará das minhas mãos. Meu Pai, que mas deu, é maior do que todos; e ninguém pode arrebatá-las das mãos de meu Pai.”

Ora, diante destas afirmações contundentes do Senhor Jesus cabe a mim apenas afirmar que: - o crente que nasceu de novo, ovelha que o Pai deu a Jesus, ovelha que recebeu a vida eterna dada por Jesus NUNCA HÁ DE PERECER E NINGUÉM PODE ARREBATÁ-LA DAS MÃOS DO PAI.

“As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me seguem; e dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará das minhas mãos. Meu Pai, que mas deu, é maior do que todos; e ninguém pode arrebatá-las das mãos de meu Pai.”

Dizer que eu posso jogar fora a salvação que o Pai me deu é argumento humano. Quem afirma isto geralmente confunde-se com o tema da apostasia. A apostasia é possível apenas para aqueles que conheceram a Fé em Cristo Jesus, entretanto, não significa que tenham sido salvos.

João novamente registra escrituras sobre isto definindo tudo: Eles saíram do nosso meio, entretanto, não eram dos nossos: porque se tivessem sido dos nossos, teriam permanecido conosco; todavia, eles se foram para que ficasse manifesto que nenhum deles é dos nossos. (I João 2:19).

Atente para esta expressão esclarecedora: Eles se foram para que ficasse manifesto que nenhum deles é dos nossos.

Jesus ressaltou esta verdade com as seguintes palavras: Aquele porém que perseverar até o fim, esse será salvo. (Mat. 24:13).

Quem será salvo? Quem perseverar até o fim. O que persevera até o fim é aquele não pôde apostatar-se. E não apostatou-se porque era dos nossos e permaneceu conosco.

Permaneceu conosco porque o Pai o deu a Jesus e Jesus lhe deu a vida eterna e não pereceu. E não pereceu porque Jesus disse que NUNCA iria perecer.

Como me disse meu primo Pr. Joaquim Salum certa vez: Se eu pudesse perder a salvação não quereria e seu quisesse não poderia. Aleluia! Aleluia! Salvo em Jesus, salvo para sempre.

25 Maio 2006

Quando os fundamentos são destruídos, que pode fazer o justo?

Salmos 11:3-4 (Atualizada)
Quando os fundamentos são destruídos: que pode fazer o justo?
O Senhor está no Seu santo templo, o trono do Senhor está nos céus; os Seus olhos contemplam, as Suas pálpebras provam os filhos dos homens.

Neste texto está uma constatação de um fato perturbador. Os fundamentos foram destruídos. Que fundamentos? Os fundamentos da lei e da ordem. Os baluartes da verdade e da justiça não somente na sociedade, como também na igreja.

É num ambiente e numa sociedade com fundamentos escassos que somos chamados a ministrar o Evangelho do Reino de nosso Senhor Jesus Cristo.

Quando os fundamentos são destruídos: que pode fazer o justo?

O que podemos fazer?

1 – Podemos pregar a Palavra.


O apóstolo Paulo escreve em II Tim. 4:1-4:
Conjuro-te diante de Deus e de Cristo Jesus, que há de julgar os vivos e os mortos, pela Sua vinda e pelo Seu Reino;
prega a palavra, insta a tempo e fora de tempo, admoesta, repreende, exorta, com toda longanimidade e ensino.
Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo grande desejo de ouvir coisas agradáveis, ajuntarão para si mestres segundo os seus próprios desejos, e não só desviarão os ouvidos da verdade, mas se voltarão às fábulas.

É muito fácil sob pressão desviarmos da pregação da Palavra para agradar nossos ouvintes.

O enfoque de nosso ministério não deve ser como agradar e atrair as multidões, mas sim como agradar e atrair a Presença do Senhor.

Muitos de nós estamos no mesmo tipo de impasse que viveu Moisés, o servo do Senhor. “Não nos faça subir daqui se a Tua presença não for conosco.”

Não podemos continuar se a presença de Deus não for conosco.

Mas se a Presença do Senhor estiver a inundar nossas vidas podemos prosseguir ainda que sozinhos, podemos avançar ainda que com poucos ao nosso redor; podemos continuar ainda que “andando e chorando” conquanto que estejamos levando a preciosa semente.

Todos nós que ministramos o Evangelho na Nova Inglaterra sabemos que aqui semeia-se com muitas lágrimas. Mas é certa a promessa de Deus, do Deus que ainda está assentado no Seu Trono e vai continuar por toda a eternidade: “Os que semeiam em lágrimas segarão com alegria. Aquele que leva a preciosa semente, andando e chorando, voltará sem dúvida com alegria, trazendo consigo seus molhos.” (Salmos 126:5-6)

O segredo da colheita porém não está no choro nem nas muitas lágrimas, muito menos na longa caminhada, o segredo da colheita é a preciosa semente que levamos. Se é preciosa a semente que levamos iremos ter colheita.

A Semente está muito mais valiosa nestes dias de fábulas e invenções humanas. São tempos estes de procura às coisas agradáveis e da busca de mestres e profetas que falam o que agrada. Razão porque as experiências espirituais e místicas são mais procuradas hoje em dia do que a “Palavra viva e eficaz e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, a Palavra que penetra na divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas e é apta para discernir os pensamentos e intenções dos coração. “ (Hb. 4:12)

Mas o que podemos fazer? Podemos pregar a Palavra.

“Porque nada me propus saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado. A minha Palavra e a minha pregação não consistiu em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração de Espírito e Poder.” (I Cor. 2:2,4)

Podemos sucumbir à tentação de baratear nossa pregação para atrair as pessoas, mas nenhum de nós vai escapar das mãos do Justo Senhor por falsificar Sua mensagem.

Pode parecer despeito ou o que quer que seja (Deus conbece o meu coração), mas tenho visto pregadores ministrando a multidões pregando um evangelho de auto estima e oferecendo a salvação em Cristo com uma simples oração de “aceito a Cristo”, quando que a pregação do Evangelho que salva é somente uma:

“Arrependei-vos pois e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e venham assim os tempos do refrigério pela presença do Senhor, e envie Ele a Jesus Cristo, que já dantes vos foi pregado, O qual convém que o céu contenha até aos tempos da restauração de tudo...” (At. 4:19-21).

“Arrependei-vos e crede no Evangelho... “(Mc. 1:15)

“Deixe o ímpio o seu caminho e o homem maligno os seus pensamentos e se converta ao Senhor que se compadecerá dele, torne para o nosso Deuys, porque grandioso é em perdoar.” (Is. 55:7)

Está ao nosso dispor hoje mesmo o ministério dos anjos e a manifestação dos dons do Espírito Santo, não tehamos nenhuma dúvida deste fato. Mas tanto anjos de Deus e o próprio Deus Espírito Santo somente glorificam a Jesus.

Onde o culto à personalidade se expandiu, onde os dons são um fim em si mesmo, onde experiências com anjos, serafins e arcanjos dissimulam uma vida impiedosa, impura e fanática e onde a vida cristã tornou-se religiosa e ritualista a Palavra precisa ser proclamada: “Quem vos ensinou a fugir da ira vindoura? Produzí, pois, frutos dígnos de arrependimento!” (Mt. 3:7c-8)

Amados, temos o Ministério do Espírito, segundo a misericórdia de Deus. Não desfaleçamos, nem desanimemos.

Quantas vezes o Senhor mesmo me animou nestas terras geladas, quando questionamentos mil invadiam meus pensamentos! Sua Palavra naqueles tempos de “quase desesperar da vida” sempre foi a mesma: “Seja fiel, Josimar, seja fiel.”

Seja fiel, meu amado pastor, seja fiel, minha amada pastora, mesmo quando tens que ministrar para 10, 15, 20 pessoas.

Seja fiel, meu irmão, mesmo quando fores tentado a desistir. Seja fiel, minha irmã, mesmo quando sentires incapaz e não saberes mais o que fazer. Seja fiel, quando muitos te abandonarem. Seja fiel, Seja fiel. E seja fiel à pregação da Palavra!

Eu te digo novamente, meu amado pastor e pastora, seja fiel, seja fiel, seja fiel.

Pregues a Palavra, admoesta, exorte, redarguas, anuncia, semeie a preciosa semente, não te cales, não pares de caminhar e pode ser que até outros colham, não importa, sejas fiel no plantio.

Por isto “rejeitamos as coisas que por vergonha se ocultam.” Não importa se existam alguns poucos maus obreiros a nos afligirem. Não importam as calúnias ou perseguições. Andamos na Luz e na Luz permaneceremos. Somos Sal da terra e Luz do mundo. Não seremos pisados pelos homens nem esconderemos nossa lâmpada debaixo da mesa. O que fazem em oculto é tenebroso e não temos parte com estas obras. Não andamos com astúcia, rejeitamos às políticas dos homens, esquecemos as aulas das escolas do Egito e desaprendemos propositadamente dos ensinamentos da Babilónia. Somos de Jerusalém e em Jerusalém o Senhor está assentado no Seu templo e Seus olhos passam por toda a terra. “Os olhos do Senhor estão sobre os justos e atentos as suas orações, mas o rosto do Senhor é contra os que fazem males.” (I Pedro 3:12)

Prosseguimos fiéis e nãofalsificamos a Plavra de Deus por sabemos que os olhos do nosso Amado repousam sobre nós. Aleluia. Que conforto bendito! Que verdade inabalável. Os olhos do Senhor repousam sobre mim.

A Palavra de Deus não pode ser falsificada, pois se é falsificada não é Palavra. Porém a Palavra de Deus é falsificada quando pregamos o que não vivemos. Mas se vivemos a Palavra, pregamos com Autoridade e o Senhor mesmo é Aquele que dá testemunho a nosso respeito. Se agradamos a Deus assim não importa a uem iremos desagradar, mas se desagradamos ao Senhor de que vale agradar a quem quer que seja?

Os fundamentos estão destruídos ao nosso redor, contudo pregamos a Palavra, eterna, imutável e inabalável Rocha.

Quando os fundamentos são destruídos, que pode fazer o justo além de pregar a Palavra?

2 - Nós podemos orar.

O profeta Isaías vislumbrou nossos dias como ninguém no texto que leremos em Isaías 59:

Ninguém há que invoque a justiça com retidão, nem há quem pleiteie com verdade; confiam na vaidade, e falam mentiras; concebem o mal, e dão ã luz a iniqüidade. As suas teias não prestam para vestidos; nem se poderão cobrir com o que fazem; as suas obras são obras de iniqüidade, e atos de violência há nas suas mãos.
Os seus pés correm para o mal, e se apressam para derramarem o sangue inocente; os seus pensamentos são pensamentos de iniqüidade; a desolação e a destruição acham-se nas suas estradas.
O caminho da paz eles não o conhecem, nem há justiça nos seus passos; fizeram para si veredas tortas; todo aquele que anda por elas não tem conhecimento da paz.
Pelo que a justiça está longe de nós, e a retidão não nos alcança; esperamos pela luz, e eis que só há trevas; pelo resplendor, mas andamos em escuridão.
Todos nós bramamos como ursos, e andamos gemendo como pombas; esperamos a justiça, e ela não aparece; a salvação, e ela está longe de nós.
14Pelo que o direito se tornou atrás, e a justiça se pôs longe; porque a verdade anda tropeçando pelas ruas, e a eqüidade não pode entrar.
15Sim, a verdade desfalece; e quem se desvia do mal arrisca-se a ser despojado; e o Senhor o viu, e desagradou-lhe o não haver justiça.
16E viu que ninguém havia, e maravilhou-se de que não houvesse um intercessor...”

Diante do quadro descrito o Senhor espera encontrar mais do que ativistas pela justiça social em ação. Ele nem busca pregadores, Ele busca intercessores.

Se há uma coisa que deveríamos priorizar mais do que tudo neste ano é a oração.

De acordo com uma pesquisa feita 15 anos atrás, um líder cristão gasta com Deus menos que cinco minutos de oração por dia.

A pergunta que Jesus fez aos Seus discípulos amados no Getsêmani ecoa em meu coração: “Amigos, não pudestes orar nem uma hora comigo?”

Se cada pastor brasileiro na Nova Inglaterra orar pelo menos uma hora por dia, sem contar o tempo que passar preparando sua mensagem ou sermão para domingo; se cada pastor encarar isto seriamente, as coisas mudarão, muito mais cedo do que pensamos.

Trago este desafio para meus irmãos, porque ao perguntar ao Senhor há duas semanas atrás o que deveria ser minha prioridade para 2.005 Ele falou claramente ao meu coração: Orar. Orar. Orar.

Martin Lloyd-Jones escreveu:

“Eu insisto outra vez, nossa pobreza no quarto secreto da oração é o viveiro de toda nossa falha. Falhando lá, falhamos em toda parte. A pobreza de oração produz a pobreza no púlpito, e resulta em "fome... de ouvir a palavra do Senhor" (Amós 8:11) na igreja.

Deixe-nos digerir estas verdades sobre a oração:
- Oração demanda nenhuma vestimenta especial.
- Oração demanda nenhum lugar especial.
- Oração demanda nenhuma eloquência.
- Oração demanda nenhuma escolaridade.
- Oração nunca exibe-se com vaidade ou ufana-se.
- Oração busca nenhum aplauso.
- Oração é frequentemente mais poderosa quando é mais quieta.
- Oração desafia definição.
- Oração ilude explicação.
- Oração nasce no tempo, mas agarra-se à eternidade.
- Oração fortalece o fraco e enfraquece o forte.
- Oração toca o poder do mundo vindouro.

“A súplica eficaz de um justo pode muito na sua atuação.” Pode muito, porque prevalece.

Nossa posição final como cristãos é testada pelo poder de nossa vida de oração.”

O que pode fazer o justo? Pode orar e deve orar. E a oração fervente pode vir somente de um homem justo e de uma mulher justa.

Redenção significa que nós estamos limpos e não somente contados como justos, mas feito justos.

É jeitosa e desprentesiosa a frase: “Deus não me vê com um pecador santo, Ele me vê através de Cristo.” Que horror! Porque o texto diz exatamente o contrário: “A oração do justo...”. Tem que ser justo. “Filhinhos, quem pratica a justiça é justo, como Ele é justo.” (I Jo. 3:7).

Já é tempo de dizermos: “Sede meus imitadores como eu sou de Cristo.” Os discípulos de Jesus em nossas igrejas e mesmo o mundo precisam olhar para nós e verem que somos justos, porque praticamos a justíça.

É nosso caráter que testemunha nossa devoção a Cristo. Se não somos justos, não nos atreveremos a orar. Mas se somos justos e de fato Deus nos fez justos, os céus se moverão para atender nosso clamor. O Senhor nos ouvirá e enviará Seus anjos em favor de nosso clamor.

De acordo com uma pesquisa feita por uma companhia alemã. europeus e norte-americanos confiam mais em professores, médicos, soldados, policiais que em pastores.

R. T. Kendall analisando esta pesquisa disse: “O mundo ama quando uma pessoa que é tida como um homem de Deus torna-se uma fraude. Dá a eles a razão para não confiarem nos ministros nem nos líderes da igreja.”

É na comunhão secreta com Jesus através de uma vida de oração que encontramos proteção para nossa integridade e é na comunhão do Seu Espírito que somos moldados segundo o caráter de Cristo.

O intercessor vive bem pertinho do coração de Deus.

Todo pastor ou pregador tem que ser um intercessor. Com a redescoberta do ministério de intercessão muitos pastores ficaram confortáveis em delegar esta atividade espiritual para um grupo seleto de irmãos e irmãs (muito mais irmãs que irmãos, de fato.)

Porém o intercessor tem a intimidade com o Senhor da criação como muitos poucos. “O segredo do Senhor é para os que O temem e Ele lhes fará saber o Seu concerto.” (Salmos 25:14)

Para o intercessor Deus não ocupa o primeiro lugar.

Somente Deus ocupa lugar em sua vida. Ele vive, move e tem seu ser em Deus. Ele sente quando Deus sente. Ele fica ferido, quando o Espírito Santo é ofendido.

Assim deve ser nossa vida de oração como pregadores do Evangelho.

Permita-me ler aqui uma parte do livro “Revival God’s way” de Leonard Havenhill que me parece muito atual, apesar de serem duríssimas suas palavras:

“Terremotos recentes deixaram uma severa devastação. Nossos corações doem pelas vítimas destas monstruosas calamidades. Porém existe uma tragédia maior do que estes eventos tristes. É um igreja enferma num mundo que está morrendo.

A Igreja pode ter que fazer propaganda de seus pregadores, suas conferências, suas estatísticas – não precisa porém anunciar sua falência espiritual; é muito evidente.

Um escritor (crítico esportivo) disse que ele deplora o fato de que o esporte profissional se tornou um “show business”. Alguém pode deplorar o fato de que o poderoso Evangelho de nosso Redentor tem se tornado um “show business” também – cantores fantasiados de estrelas de rock, produzidos, para tentar atrair atenção do mundo.

Toda esta parafernália é uma tentativa de esconder o fato que que o altar não tem fogo, a pregação não tem poder, o Espírito Santo não participa do culto.”

São de Amy Carmichael as belas palavras:

“Ah, quem me dera ter grande paixão pelas almas, ter uma compaixão que se apieda! Ah, quem me dera ter um amor que amasse até à morte, um fogo que me consumisse! Ah, quem me dera ter o poder da oração vitoriosa, que se derrama em favor dos perdidos! Uma oração vitoriosa em Nome Daquele que venceu. Ah, quem me dera um Pentescostes”.

Quando os fundamentos são destruídos, que pode fazer o justo?

Além de pregar a Palavra e de orar, que pode fazer o justo?

3 - O justo pode se unir a outros justos

O Espírito Santo declara:

“O Senhor não rejeitará o Seu povo, nem desamparará a Sua herança. Mas o juízio voltará a ser justiça e hão de seguí-los todos os retos de coração.
Quem será por Mim contra os malfeitores? Quem se porá ao Meu lado contra os que praticam a iniquidade?” (Salmos 94:16-17)

Com a enxurrada de novas leis injustas sendo promulgadas em toda terra forçando uma crescente perseguição contra ministros do Evangelho, logo estaremos nos unindo nem que seja por uma questão de sobrevivência, a não ser que antes, o Espírito Santo desperte em nosso coração o desejo de estarmos juntos para além de compartilharmos juntos, juntos trabalharmos pela Causa do Evangelho.

Você já deve ter lido este texto, mas permita-me lê-lo aqui:

“Quando os nazistas levaram os comunistas, eu calei, porque, afinal, eu não era comunista. Quando eles prenderam os sociais democratas, eu calei, porque, afinal, eu não era social democrata. Quando eles levaram os sindicalistas, eu não protestei, porque, afinal, eu não era sindicalista. Quando levaram os judeus, eu não protestei, porque, afinal, eu não era judeu. Quando eles levaram a mim, não havia mais quem protestasse” (Martin Niemöller).

Creio que o BMNet – Brazilian Ministers Network foi levantado por Deus para ser um instrumento desta união de ministros brasileiros que aumenta a cada dia na Nova Inglaterra, especificamente, em nosso estado de Massachusetts.

Salmos 133:1-3
Oh! quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união!
É como o óleo precioso sobre a cabeça, que desceu sobre a barba, a barba de Arão, que desceu sobre a gola das suas vestes; como o orvalho de Hermom, que desce sobre os montes de Sião; porque ali o Senhor ordenou a bênção, a vida para sempre.

Quantas vezes lemos e até pregamos sobre este texto, mas no fundo estas palavras soaram apenas como um romance.

Irmãos, estou convencido pelo Espírito de Deus que este texto revela o segredo de nossa vitória para nós, ministros do Evangelho na Nova Inglaterra.

Viver em união é Unção que desce sobre nossas cabeças. Deus já ordenou a benção e a vida para sempre em Hermon.

Irmãos, eu tenho sede de comunhão, especialmente, com pastores e pastores, ministros e ministras do Evangelho. Mais ainda de desenvolver relacionamentos com cada um deles e de poder me unir com cada um deles pela Causa do Evangelho:

Deixa-me ler duas promessas na Palavra.

Antes da segunda promessa, o Senhor apela para nossa sabedoria (se é que de fato somos sábios!)”:

Levíticos 26:8
Cinco de vós perseguirão a um cento deles, e cem de vós perseguirão a dez mil; e os vossos inimigos cairão à espada diante de vós

Deuteronômio 32:29-31
Se eles fossem sábios, entenderiam isso, e atentariam para o seu fim!
Como poderia um só perseguir mil, e dois fazer fugir dez mil, se a sua Rocha não os vendera, e o Senhor não os entregara?
Porque a sua rocha não é como a nossa Rocha, sendo até os nossos inimigos juízes disso.

O Diabo sabe e todo o inferno sabe que cinco de nós unidos perseguimos a um cento deles e cem de nós perseguimos dez mil.

Mas quem sabe se deixásse de perseguir sozinho apenas mil e juntasse em unidade ao meu irmão, assim dois de nós faríamos fugir dez mil?

Estou certíssimo que em 2005 Deus está inaugurando um tempo novo para cada um de nossos ministérios.

O tempo de cantar chegou bem como o tempo da colheita.

Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às Igrejas: Seja a vossa união notória a todos.

Por muito tempo nossas indagações ao Senhor eram estas: “Já não vemos os nossos sinais, já não há profeta; nem há entre nós alguém que saiba até quando isto durará. Até quando, ó Deus, nos afrontará o adversário? Blasfemará o inimigo o Teu Nome para sempre? Por que retiras a Tua mão, sim a Tua dextra? Tira-a do Teu seio, e consome-os. Todavia, Deus é o Meu Rei deste a antiguidade, operando a salvação no meio da terra.” (Salmos 74:9-12)

Quando os fundamentos são destruídos, que pode fazer o justo?
O Senhor está no Seu santo templo, o trono do Senhor está nos céus; os Seus olhos contemplam, as Suas pálpebras provam os filhos dos homens. (Salmos 11:3-4)

O Senhor é Rei, irmãos. Ele jamais saiu de Seu templo e de Seu Trono jamais se moveu. O Seus olhos contemplam a mim e a você.

“Porque quanto ao Senhor Seus olhos passam por toda a terra, para mostrar-se forte para com aqueles cujo coração é perfeito para com Ele.” (II Cr. 16:9)

Todavia, não procederemos loucamente. Pregaremos a Palavra, seremos homens de oração e nos uniremos aos nossos irmãos e irmãs, justos da mesma espécie, para lutarmos pela Causa do Evangelho.

Suas pálpebras provam os filhos dos homens. Este é um tempo de alistamento. O Senhor busca guerreiros para esta hora, homens de guerra, homens e mulheres de oração, para assaltar as fortalezas do inimigo, livrar os cativos e proclamar que o Reino é do Senhor!

Amém.

Apascenta as Minhas ovelhas

Por três vezes Jesus se dirigiu a Pedro para comissionar-lhe a maior e a mais nobre de todas as tarefas que um ser humano possa vir a realizar: “Apascenta as Minhas ovelhas.” (Jo. 21: 15, 16, 17).

Não poucas vezes tenho me deparado, e ao conferir com meus colegas tenho confirmado, que nossos ministérios muitas vezes estão direcionados mais a somente resolver problemas do que apascentar as ovelhas do Pastor Jesus. Nossa constatação - Igrejas dirigidas com problemas: uma fatalidade!

O livro mais lido no momento no meio evangélico é “The Purpose Driven Life” de Rick Warren. A tradução do título literalmente seria: “Uma Vida dirigida com propósito”.

Inspirados por este título, deveríamos fazer um “câmbio” em nossos ministérios e recursar-mo-nos a pastorear uma igreja em função de seus problemas para pastoreá-la em função da razão de sua existência (Selah).

Meditando um pouco sobre o assunto gostaria de compartilhar aqui algumas idéias:

1- Apascentar as ovelhas de Jesus requer muita oração e estudo da Palavra. Nossa ocupação maior deveria ser esta, então: Orar muito ao Senhor durante a semana e ministrar bem a Palavra nas reuniões públicas. Somente. E os problemas dos irmãos? Quando o telefone tocasse a nos chamar deveria encontrar esta mensagem: “O pastor está em reunião com o Senhor e assim que terminar irá responder a sua chamada.” Alguém poderia objetar: “Mas a ovelha não esperaria nunca!” A ovelha ferida e machucada seria muito mais bem atendida já que o pastor teria muito mais tempo para atendê-la em Seu tempo. E os problemas deixariam de ser a energia que move o ministério.

2 - “Nossa vida é muito curta, com muita coisa a realizar para se preocupar em responder à altura todas as coisas desagradáveis que ouvimos.” (Hill). Participamos muito mais de reuniões para resolver problemas que para planejarmos o avanço do Reino de Deus. Para com estas reuniões nossa atitude deveria ser a mesma de Neemias: “Não tenho tempo! Estou fazendo uma grande obra de modo que não poderei participar.” (Ne. 6:3)

3 - A questão maior da vida cristã é expressa pela pergunta que Jesus fez da qual nasceu a ordem expressa DEle para Pedro: “Pedro, tu Me amas?”. A única motivação capaz de manter um pastor saudável pastoreando e ovelhas do rebanho fiéis é o Amor a Jesus. “Tu me amas?”, é a pergunta de Jesus para mim e para você. Parece simples, mas não é. O Ministério (apascentar as ovelhas de Jesus) é o resultado do amor que temos a Ele, do contrário, é profissionalismo. É o profissional que perde a clientela se não atendê-la bem.

“Tu me amas?”, Jesus pergunta.

“Sim, Senhor, Tu sabes de todas as coisas, Tu sabes que Te amo.”, eu e você respondemos.

Jesus então ordena pela terceira vez: “Apascenta as Minhas Ovelhas!”

A mulher no ministério

Os dons ministeriais encontrados em Ef. 4:11, que visa "ao aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo." (v. 12) não são destinados somentes aos homens. Não são somente os homens que podem recebê-los.

O aperfeiçoamento dos santos, a obra do ministério e a edificação do corpo dizem respeito aos homens, às mulheres, aos meninos e as meninas, aos mais velhos, comumente, enfim, a todos os crentes que fazem parte deste corpo.

A mulher, tal como a Bíblia ensina, sendo esposa, está sujeita a seu marido, o Cabeça da mulher.

A mulher tal como a Bíblia demonstra e narra, recebendo um ministério do Senhor (Priscila, por exemplo, era uma apóstolo) não significa que estará em posição superior ao homem e especialmente seja superior ao seu marido no caso da casada. Aliás, somos chamados em um Corpo e no Corpo a nos sujeitarmos uns aos outros, no temor de Cristo, sejamos homens ou mulheres.

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